Publicidade
Entretenimento
Vida

Robson Nunes, ator que vive Tim Maia no cinema, se apresenta em Manaus nesta quarta (19)

Além de ator, diretor, Robson Nunes também atua como comediante e se apresenta na próxima quarta (19) no Shopping Ponta Negra, em Manaus 17/11/2014 às 17:49
Show 1
Robson Nunes apresenta show de humor na Vitrine Cultural, projeto do Shopping Ponta Negra
RAFAEL SEIXAS Manaus (AM)

O longa-metragem que retrata a vida de um dos maiores nomes da música brasileira “Tim Maia” está em cartaz nas salas de cinema de todo país e um dos atores que dá vida ao cantor nas telonas chega a Manaus para um show de stand up comedy que acontece nesta quarta-feira (19) na praça de alimentação do Shopping Ponta Negra, como parte do projeto Vitrine Cultural.

O ator paulista Robson Nunes é o que se pode classificar como versátil. Além de fazer parte do grupo de comediantes do Comedy Central, Robson também trabalhou na novela adolescente “Malhação” (1999/2000), foi apresentador em programas do canal da Disney durante sete anos, além de participar de diversas peças teatrais e de filmes brasileiros aclamados pela crítica como “Carandiru”.

O filme “Tim Maia” é uma adaptação do livro “Vale Tudo: a fúria e o som de Tim Maia” e tem dado ao ator grande visibilidade no cinema nacional, em entrevista à reportagem do A CRÍTICA, Nunes comenta sobre este desafio e o show de stand up que fará amanhã, às 20h, na praça de alimentação do Shopping Ponta Negra.

“O meu maior desafio foram os detalhes. Fiz o Tim Maia dos anos 1960, época que o pessoal fumava muito, e eu nunca fumei na vida! Também tive que ‘cariocar’, eu sou de São Bernardo do Campo, com sotaque carregado, para fazer o Tim da Tijuca, ‘cariocasso’, eu ficava falando com o sotaque carioca e pegava o táxi, no Rio de Janeiro, e quando o taxista começou a falar mal de paulista, vi que tinha conseguido”, disse Nunes.

Para parecer um fumante, ele ficou dois meses andando com o cigarro entre os dedos. “O cigarro fica leve na mão de quem fuma, mas na mão de quem não fuma pesa 200 kg. Não conseguia tragar, não tinha jeito, então a produção conseguiu um cigarro de alface, importado, que eu conseguia tragar. Fiz isso para que o fumante, que assistisse ao filme, visse como algo natural”.

Outra curiosidade é que Nunes começou a comer bastante para compor o seu personagem.  “Já estava fora do peso quando passei no teste (em 2011), daí comecei a comer como um louco. Quando fui encontrar o Babu (ator que interpreta o Tim Maia na fase adulta), eu estava com 112 kg e ele com 115 kg. Então tive que emagrecer um pouco”, relembrou o comediante.

Aliás, este comportamento guloso do “Síndico do Brasil” está bem presente no longa-metragem. “A gente tinha que deixar presente isso. Ele abria as marmitas e comia, pedia o salgado que estava ruim da vitrine... Tínhamos que justificar como esse cara pobre era tão gordo. Ele filava o resto dos outros. Há gordices minhas, como molhar o pão com manteiga no café, a gente agrega (risos)”.

Da experiência de ter vivido Tim Maia no cinema, Nunes está colhendo agora os frutos, como o carinho do público que o para nas ruas. Além disso, por meio deste trabalho, fez do cantor carioca o seu herói. “Ele era muito seguro do seu talento, acreditava em si e foi atrás do que queria. Das suas qualidades, a que mais invejo e admiro é a sua postura na vida. Fazia o que acreditava e pronto. Na área que trabalhamos, nós temos que engolir, às vezes, muitos sapos. Ele pagou o preço disso, mas viveu como quis”, disse. 

* Leia entrevista na íntegra no Caderno Bem Viver do Jornal A Crítica desta terça-feira (18)

Publicidade
Publicidade