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Roteiro de delícias gastronômicas feitas no Estado do Pará

Conheça alguns pratos e excelentes restaurantes da terra do carimbó 04/10/2015 às 15:25
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O Saldosa Maloca (com “L” mesmo), restaurante montado sobre toras de madeira no estilo de palafitas, é famoso por oferecer um cardápio variado de sucos regionais e uma infinidade de peixes
Wanessa Marques Manaus (AM)

Tucupi, jambu e tacacá, impossível ir ao Pará e não saborear algum prato com essa combinação de sabores. No Estado vizinho, até o mais trivial dos pratos tem um toque de jambu ou tucupi, a começar pelo arroz paraense, que leva os dois ingredientes típicos e ainda tem camarão.

O Pará tem uma infinidade de outros sabores que os visitantes não podem deixar de provar: açaí, maniçoba, sucos de bacuri e taperebá, além de frutas típicas da Amazônia, como a deliciosa pupunha. Para fugir do tradicional, os restaurantes da cidade oferecem o melhor da alta gastronomia aliado aos sabores locais. Confira alguns destaques neste roteiro!

* A jornalista viajou a convite da organização do Festival Internacional de Chocolate e Cacau Amazônia e Flor Pará

A Forneria

A primeira parada é no restaurante A Forneria, no bairro de Umarizal, conhecido por oferecer culinária italiana com o tempero paraense, além de grelhados, preparados pela chef Luciana Yano. Um dos pratos de destaque, para quem quer conhecer e habituar o paladar, é o filhote ao molho de banana da terra, servido com farofa de alho e arroz com castanhas-do-pará. O sabor é irresistível, a castanha dá crocância ao prato e o molho de banana harmoniza muito bem com o sabor do peixe. A casa tem ainda um menu com risotos, massas e pizzas que também levam um pouco do Pará nos sabores.

Lá Em Casa


Na Estação das Docas, tradicional ponto turístico da cidade e abrigo de diversos restaurantes, bares e sorveterias, destaque para o restaurante Lá em Casa, um dos mais tradicionais e renomados do Pará. O lugar é comandado pela chef Daniela Martins, que carrega o amor pela cozinha paraense herdado do pai Paulo Martins e da avó Anna Maria, fundadores da casa.

O Lá em Casa funciona no almoço, ótima opção para quem quer experimentar a maniçoba, feijoada paraense feita com a maniva – folha da mandioca que precisa ser fervida por sete dias, para perder o teor tóxico da planta. Quem prova garante que é tão saboroso quanto a feijoada que conhecemos. No final da tarde, na área externa, o restaurante serve tacacá, e no jantar há um menu especial com peixes amazônicos e  frutos do mar.

Saldosa Maloca

Saindo de barco de Belém e atravessando o Rio Guamá por menos de meia hora, chega-se à Ilha do Combu, com seus restaurantes à beira do rio. O Saldosa Maloca (com “L” mesmo), restaurante montado sobre toras de madeira no estilo de palafitas, é famoso por oferecer um cardápio variado de sucos regionais e uma infinidade de peixes, preparados com ingredientes locais – caso do tambaqui assado e do filhote ao molho de jambu. O visitante pode ainda degustar o açaí com vista para a cidade de Belém.

Tapioquinha da Amazônia

Outra delícia belenense é o Tapioquinha da Amazônia: instalado à beira do rio, o local inclui ingredientes regionais no recheio de boa parte de suas tapiocas. O jambu, por exemplo, aparece na de camarão com catupiry e também na marajoara, que leva ainda pirarucu frito, queijo de búfala e castanha-do-pará.

A tapioca preenchida por queijo do Marajó e carne-seca é a novidade do lugar. Na lista de versões açucaradas, o quitute pode ganhar recheio de compota de bacuri ou uma mistura de chocolate e cupuaçu. Para beber, há sucos de manga, muruci, taperebá ou açaí.

Remanso do Bosque


Seguindo na alta gastronomia, quem for a Belém não pode deixar de conhecer o Remanso do Bosque, eleito um dos 50 melhores restaurantes da América Latina. A casa tem pratos assinados pelo renomado chef Thiago  Castanho, que preparou um menu especial com o melhor da culinária paraense, com destaque para o filhote com macaxeira e manteiguinha de Santarém.

Na visita ao restaurante, não pode faltar  uma degustação do Vinho Remanso, produzido pela vinícola Pizzato de Bento Gonçalves com exclusividade para o Remanso. No local ainda funciona a Mercearia do Bosque, onde o cliente pode comprar chocolates, o vinho e outros produtos usados na preparação dos pratos.

Casa de Izete

Ainda na Ilha do Combu, é possível conhecer a casa de Izete dos Santos Costa, mais conhecida como Nena. Uma das pequenas produtoras de cacau do Pará, que respondem por 80% de toda a produção do Estado, ela faz e comercializa barrinhas de chocolate embaladas na folha do cacaueiro, cacau em pó, brigadeiros e nibs de cacau.

Com a ajuda de um moedor de carne para triturar as amêndoas, a ribeirinha conseguiu dar liga à massa de cacau sem adicionar açúcar, criando assim uma fórmula de chocolate 100% cacau. Hoje, Nena fornece seu chocolate rústico para o premiado D.O.M., restaurante de Alex Atala, chef paulistano que figura entre os melhores do mundo.

Amazônia Cacau

O chocolate do Pará, vale dizer, vem ganhando desta- que. Segundo maior produ- tor de cacau do País, atrás apenas da Bahia, o Estado tem um mercado forte e várias fábricas instaladas na região. Uma delas, a Amazô- nia Cacau, no município de Santa Barbara, Região Me- tropolitana de Belém, recebe visitantes para mostrar como são produzidos os chocolates. Para fazer uma visita, basta agendar uma data com a direção ou ir à chocolataria da marca na Estação das Docas.

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