Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
LAZER E DIVERSÃO

Roteiro de férias movimenta agenda de manauaras com atrações locais

Espaços como o Parque Estadual Sumaúma, na Cidade Nova, o Bosque da Ciência, no Petrópolis, e o zoológico do Cigs, no São Jorge, por exemplo, estão com programação especial para o período de férias



show_Parque_Sumauma_-_Fotos_Ricardo_Oliveira__1___1__28AAA4C5-9858-4CBA-9CBB-47AA088AFA9B.jpeg Foto: Arquivo AC
13/01/2020 às 08:22

O mês de janeiro, período de férias escolares, exige dos pais muita criatividade para entreter os filhos, especialmente aqueles que, por algum motivo, não podem viajar ou estão evitando os shopping centers para fugir de mais dívidas. Dessa forma, atividades ao ar livre em algumas das áreas verdes espalhadas por Manaus são uma boa e barata opção de lazer, além de ser uma oportunidade de demonstrar a importância da preservação do meio ambiente às crianças e estimular a ligação afetiva delas com os bens naturais.

Espaços como o Parque Estadual Sumaúma, na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, o Bosque da Ciência, no Petrópolis, Zona Sul, e o zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), no São Jorge, Zona Oeste da capital, por exemplo, estão com programação especial para esse período de férias.



Durante todos os fins de semana do mês de janeiro, a partir das 8h até às 17h30, o Parque Estadual Sumaúma, na avenida Bacuri, bairro Cidade Nova, contará com uma programação gratuita voltada para crianças e adolescentes. Algumas das atividades são a mostra de insetos raros encontrados no parque, trilhas interpretativas na área de floresta (com guia), simulação de salvamento de cães na mata por agentes do Corpo de Bombeiros e o parquinho infantil. O Sumaúma é a única unidade de conservação localizada em área urbana.

Outro espaço natural da capital é o Parque Municipal do Mindu, localizado no Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul. O parque possui 12 trilhas internas que permitem ao visitante conhecer diferentes aspectos do bioma amazônico em mais de 40 hectares de área verde.


Parque do Mindu possui 12 trilhas internas em 40 hectares de área verde. Foto: Arlesson Sicsú/Arquivo/Semmas

A estrutura do parque conta ainda com auditório, academia ao ar livre, biblioteca, anfiteatro, chapéu de palha, orquidário, a Praça da Paz (utilizadas para prática de ioga), área para piquenique, pontes e trilhas suspensas. O lugar também abriga o sauim-de-coleira, espécie ameaçada de extinção. O Mindu funciona de domingo a domingo (exceto às segundas-feiras), das 7h às 17h. A entrada é gratuita.

Outra opção de passeio próximo à natureza, o Bosque da Ciência, no bairro de Petrópolis, Zona Sul de Manaus, retomou as atividades na última terça-feira (7) após recesso de fim de ano. Funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. A entrada custa R$ 5, mas crianças até dez anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. Grupos escolares e instituições filantrópicas agendadas e confirmadas pela coordenação não pagam. Os interessados podem agendar no site, ou clicando.

O espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) voltou este mês com duas novidades: a reativação do Viveiro dos Poraquês e da exposição do Chapéu de Palha. O coordenador do Bosque da Ciência, Alexandre Buzaglo, comemorou a reabertura das duas atrações do Bosque.

“O Chapéu de Palha aborda a vida aquática amazônica e alguns frutos da região e o Viveiro dos Poraquês, o ‘lugar’ dos peixes elétricos, parada obrigatória para a contemplação da natureza no meio do Bosque”, explicou.

O Bosque da Ciência é um fragmento florestal dentro da área urbana de Manaus de 13 hectares (o equivalente a 13 campos de futebol) e quase 25 atrativos da fauna e da flora amazônica, tais como peixes-boi, ariranha, jacarés, tartarugas, cotias, macacos, “tanimbuca” (uma árvore de 600 anos), sumaúma, entre outras espécies. Neste mês, a Casa da Ciência está com uma nova exposição chamada “Tramas da Ciência”.

Espaço com 200 animais

Para quem deseja que os filhos tenham um contato mais próximo com a fauna amazônica, o zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs),  no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, que abriga mais de 200 animais da região, reabriu o espaço para visitação do público. As visitas ao zoológico podem acontecer de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos finais de semana e feriados, das 9h às 17h.

Entre os atrativos estão as onças-pintadas (animal símbolo do Cigs), filhotes de anta e a macaca Pandora, além do espaço “Oca do Conhecimento”, um espaço voltado para a educação e preservação do meio ambiente.


Zoológico do Cigs proporciona proximidade entre visitantes e animais silvestres. Foto: Divulgação

O Cigs reajustou os valores de entrada para visitantes. Sendo assim, o valor integral do ingresso passa de R$ 10 para R$ 15. Estudantes e moradores do Amazonas têm direito à meia-entrada. Importante lembrar que crianças até 12 anos, pessoas acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais são isentos do pagamento. Além disso, militares e seus dependentes também têm entrada gratuita.

Sesc com jogos, gincanas e oficinas

 A colônia de férias é uma alternativa para os pais ocuparem os filhos durante as férias escolares. O Sesc Amazonas está promovendo mais  uma edição do “Brincando nas Férias”, a ser realizado de até 17 de janeiro, das 8h30 às 17h30, no Balneário do Sesc (outro fragmento verde na capital), Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus. O programa é voltado para crianças e adolescentes com idade de 6 a 14 anos.

De acordo com o recreador do Sesc, Nilton Montenegro, haverá um grupo de trabalho multidisciplinar, com monitores, salva-vidas, enfermeiros, coordenadores, além de uma equipe qualificado, com profissionais capacitados para atender as crianças. “Este ano trouxemos uma programação totalmente inovadora e recheada de diversão”, disse.


Foto: Divulgação

Serão oferecidos jogos, gincanas, oficinas, esporte, música e atividades físicas e recreativas. As inscrições podem ser feitas nas Centrais de Relacionamento Sesc, que ficam localizadas no Centro (rua Henrique Martins, 427), Balneário (av. Constantinopla, 288, Alvorada) ou Cidade Nova (rua Visconde de Itanhaém, 94). Pais e responsáveis interessados devem possuir o cartão Sesc atualizado. O valor da inscrição é de R$ 250 para dependentes de trabalhadores do comércio, R$ 300 para conveniados e R$ 350 para o público em geral. A alimentação está incluída no valor da inscrição.

Benefícios dos bens naturais

É difícil encontrar, hoje, uma criança que não esteja conectada a celulares, tablets e notebooks. Em meio a essa era tecnológica em que vivemos, é preciso destacar os benefícios que a proximidade com os bens naturais podem trazer no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Aliás, só o fato de brincar ao ar livre, por exemplo, já pode trazer melhorias nos aspectos físicos, nas capacidades motora, mentais e até mesmo emocionais.

Ciente disso, a professora Elizabeth Santos não perde a oportunidade de fazer com que esse contato direto com a natureza faça parte do lazer dos seus três netos – um de seis anos, um de cinco e outro de dez meses.

“Meus netos usam muito os aparelhos eletrônicos. A ida a uma área verde com eles tem um significado maior porque pode permitir que elas se desconectem um pouco e percebam, de perto, a importância das áreas verdes e passem a valorizá-las desde pequenas”, destacou ela, que coordena um projeto de educação ambiental chamado “Escola do Meio Ambiente” no curso de ciências biológicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Fazer com que essas crianças e adolescentes não cresçam vendo os fragmentos verdes urbanos como depósitos de lixo ou como uma área perigosa é outro benefício, ressalta a professora. “As pessoas precisam conhecer de perto pra poder valorizar, e só conseguiremos isso se levarmos mais as nossas crianças para essas áreas de preservação. O estímulo deve partir primeiro dos pais. Desta forma nascerá nelas a paixão pela natureza e o respeito pelos bens naturais”, disse.

A diarista Ione da Costa Silva, avó de três crianças, conta que praticamente todos os fins de semana leva os netos para uma praças, chácara, sítio ou em um dos parques da cidade a fim de estimulá-los a brincar “à moda antiga’’.

“Os pais deixam as crianças brincarem no celular tempo demais ao invés de levarem os filhos pra passear. Procuro estimular os meus netos a terem esse contato direto com a natureza, e a correr, andar de bicicleta e fazer mais atividade física nesses lugares. As crianças de hoje estão muito preguiçosas”, apontou.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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