Domingo, 13 de Outubro de 2019
Vida

Saiba como equilibrar a combinação entre água, sol e os bebês

De acordo com a médica pediatra Cíntia Luz, um dos erros mais comuns dos pais de bebês a levar os filhos para atividades na água ou no sol é esquecer de hidratar a criança adequadamente



1.gif A pele do bebê em si não pode ser esquecida jamais, segundo médica dermatologista
31/01/2015 às 19:25

A pequena Maria Helena Dantas, 10 meses, tomou o seu primeiro banho de cachoeira com apenas sete meses. Aí foi iniciada sua interação com a natureza. “Ela adora água gelada e se diverte muito nesses passeios”, diz a mãe da bebê, a fotógrafa Rebecca Dantas. A história da família não é diferente de muitas no Brasil afora, que nos meses de janeiro e fevereiro vão curar o calor e se divertir em piscinas, praias de água salgada ou doce, e cachoeiras. Mas aí é que se faz necessário o cuidado com a pele, o bem-estar e a alimentação, principalmente com a dos bebês. Independente da realidade regional em que se vive, é preciso estar ciente de todos os benefícios e riscos que a água e o sol trazem em qualquer lugar do mundo.

Para Rebecca, os cuidados começam desde a escolha do local adequado para a filha. “Na bolsa não pode faltar bóia ou colete, protetor solar, repelente, kit de higiene e kit de primeiros socorros. Sempre recolhemos as fraldas e lenços usados, e jogamos no lixo. E água mineral é essencial para mantê-la hidratada. Sempre oferecemos bastante água a ela e evitamos os horários de pico do sol”, coloca Dantas, lembrando que é de suma importância levar, ao lado da água, algumas frutas para completar a hidratação e saciar a filha. “E como Maria Helena está sendo amamentada, sempre tem disponível o leite a hora que quiser”, destaca a fotógrafa.

Atenção aos itens

De acordo com a médica pediatra Cíntia Luz, um dos erros mais comuns dos pais de bebês a levar os filhos para atividades na água ou no sol é esquecer de hidratar a criança adequadamente. “A desidratação ocorre muito neste período. Hidratar com água, ou água de coco é importante. Outra coisa é ter cuidado com a areia em relação às micoses, de mar ou rio. Existem vários tipos da doença, seja em manchas brancas como no famoso ‘bicho geográfico’. O bebê precisa estar sempre com o chinelinho. Se ele for brincar na areia, coloque uma piscina para a criança ficar dentro ou uma toalha para proteger e evitar o contato dele com a areia. Recebemos muitos bebês com problemas na pele e até no couro cabeludo, por conta dos pais não enxugarem direito o cabelo”, declara Cíntia.

A roupa usada em dias quentes também afeta o bem-estar dos bebês, coloca a pediatra. “A criança tem que usar roupa leve, de cor clara e de algodão, que facilita a transpiração. A mãe precisa ter na bolsa o protetor solar infantil e uma garrafinha de água mineral. Bonezinhos, óculos e toalhas são bem vindos”, aponta ela. Luz coloca que há casos de gastroenterites nas crianças por conta do que comem nas praias ou balneários. “Dê preferência às frutas leves ao bebê e papinhas. No almoço, dê uma sopinha. Se tiver que comer algo sólido, dê um purê, ou um macarrão sem molho (para crianças com poucos dentes). Não aconselho frutos do mar, porque muitas crianças têm alergia”, assegura.

Pele: o foco

A pele do bebê em si não pode ser esquecida jamais, segundo a médica dermatologista Montaha Jasserand. “As crianças no geral têm a pele muito sensível. O bebê pode tomar sol até às 10h e depois das 16h, por cerca de 10 a 20 minutos. Até porque o sol viabiliza a formação de vitamina D, que fortifica os ossos. Existem os protetores solares infantis, sem essências e que não agridem os olhos e são livre de produtos que deixam a pele sensível”, pontua a especialista.

A dermatologista explica que o bebê, ao nascer, pode ter dermatite atópica, uma alergia onde qualquer poeira e produto pode deixar a pele do pequeno ressecada e machucada. Para os bebês, é recomendado usar protetor solar de FPS 15 em diante, além de um certo cuidado extra, “A diferença do FPS 15 para o FPS 100 é mínima, o que já torna o protetor de FPS 15 viável”, avalia.

Ainda conforme Jasserand, o sal da água do mar não traz danos à pele dos bebês. O cloro, por sua vez traz, principalmente na pele dos portadores de dermatite atópica. “Quando o bebê for tirado da piscina, é necessário lavar a criança e hidratar com hidratante infantil. E os efeitos do sol são acumulativos. Temos que começar a ensinar as crianças a usar protetor solar desde cedo. Estudos mostram que esse hábito cultivado na infância evita em 80% o surgimento de câncer de pele durante a vida”, finaliza Montaha.


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