Sábado, 20 de Julho de 2019
Vida

Saiba mais sobre o Festival de Cirandas de Manacapuru

O evento do município é a segunda maior festa folclórica do Amazonas e mescla tradições e lendas com dança, música e encenação. O resultado é uma apresentação grandiosa e muito divertida



1.jpg Quem abriu o Festival de Cirandas de Manacapuru de 2013 foi a Flor Matizada nesta sexta-feira (30), atual campeã do município
01/09/2013 às 01:34

Em Manacapuru, é consenso geral que o Festival de Cirandas, evento folclórico que ganha o Parque do Ingá anualmente e traz ao município - distante 84 quilômetro da capital - mais de 40 mil visitantes durante o fim de semana, só tende a crescer devido principalmente à duas coisas: a facilidade de acesso com a Ponte Rio Negro e a cobertura completa da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), que inclui o ACRITICA.COM, o Jornal A Crítica e a RedeTV!. 

Numa fusão que mescla carnaval, boi-bumbá e o imaginário popular, o Festival chega neste ano a sua 17ª edição no mês de agosto, como de praxe, e tem seu encerramento no dia 1. São três agremiações: Flor Matizada, Guerreiros Mura e a Tradicional, cada uma com duas horas para apresentar um espetáculo cênico, musical e dançante com tema livre, mas que inclua elementos essenciais da ciranda.

Cada uma delas se apresenta em uma noite. Quem abriu o Festival de Cirandas de Manacapuru de 2013 foi a Flor Matizada nesta sexta-feira (30), atual campeã do município. Este sábado (31) é a vez dos Guerreiros Mura e o encerramento do evento fica por conta da Tradicional.

Os jurados, a maioria natural ou radicado em Manaus, avaliam 14 itens. Além disso, os personagens populares devem obrigatoriamente participar da apresentação, mas sem contar pontos, e a torcida concorre por uma premiação à parte.

A comparação com o boi-bumbá é inevitável, até porque quando a ciranda em seu formato atual foi iniciada, trouxe alguns desses elementos como inspiração, assim como o Carnaval e o samba, presente nas alegorias e na música, respectivamente. Alguns dos itens são o “apresentador”; a “tocata” (banda); os “cantores” (que, dependendo da agremiação, variam entre um e três); o “cordão de entrada” (que lembra um abre-alas, com a primeira rodada de danças típicas da noite); e as “alegorias”, que sempre guardam alguma surpresa.

A “cirandada” (letra e música) também vale ponto, assim como o “cordão de cirandeiras”. Este último item é dividido em duas subcategorias: “representatividade & indumento” (que seria a fantasia) e “coreografia & sincronismo” entre os dançarinos. A “porta-cores” encara um desafio parecido com o da porta-estandarte, enquanto a “cirandeira bela” reflete uma imagem da sinhazinha da fazenda, aquela moça bonita e encantadora, admirada por todos.

Já a “fantasia geral” premia os melhores destaques e o “tema e desenvolvimento” lança um olhar sob o tema desenvolvido e como esta historia é contada. Aqui, vale ressaltar o contraste entre o tradicional e a liberdade criativa das agremiações. Alguns outros itens, como a “princesa cirandeira”, são novas aquisições nas apresentações – a princesa, por exemplo, foi incorporado neste ano – e ainda entram na pontuação, o que deve mudar a partir de 2014.

Os personagens populares se revelam na forma do carão (pássaro de mal agouro) e seu caçador; Seu Manelito, um velho pescador que adora cachaça e contar histórias; a mãe Benta, o Seu Honorato e a Constância; o cupido; entre outros.

Assista os melhores momentos da apresentação da ciranda Flor Matizada!

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