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Crescimento capilar: não se arrisque com produto impróprio para seres humanos

Dermatologista explica malefícios de usar substância veterinária e hair stylist revela segredo de mega hair prático 18/12/2016 às 14:09
Natália Caplan Manaus

Nem o clima quente de Manaus é obstáculo quando se ama cabelos longos. Porém, algumas pessoas não têm paciência de esperar que as madeixas cresçam naturalmente. Outras sonham em ter volume na cabeleira fina. Apesar da quantidade de técnicas de mega hair disponível nos salões, é comum a procura por produtos “milagrosos”. É o caso do Monovin A, um suplemento vitamínico veterinário, que ganhou popularidade entre as mulheres.

“É indicado para o crescimento da crina do cavalo, um pelo que é dez vezes mais resistente do que qualquer fio de cabelo humano. Os principais riscos são relacionados à intoxicação, que pode causar queda de cabelo, ressecamento de pele, fissuras labiais, dores ósseas e articulares, toxicidade hepática e parada do crescimento em crianças e adolescentes. Além disso, pode causar má formação fetal”, alerta a dermatologista Virginia Vilasboas.

De acordo com a médica, não há evidências de que a vitamina A tópica aumente a taxa de crescimento dos cabelos como difundido na Internet e entre amigas. Ela alerta que pessoas com diminuição do crescimento ou queda dos fios, precisam ser avaliadas. O tratamento é definido após um histórico detalhado, com avaliação física, tricoscopia (exame do couro cabeludo e dos fios) e exames de sangue direcionados ao quadro.

“É possível que condições como anemia, deficiência de vitamina B12, alterações da tiróide, deficiência de zinco, entre outros, sejam responsáveis pelo déficit de crescimento ou queda de cabelo. Quanto à alteração na qualidade dos fios, com a consequente quebra, cabe ressaltar que agressões externas, como tintura, alisamento, cloro de piscina e escovas sucessivas, são as grandes responsáveis pelo problema”, enfatiza a especialista.

BLOG Paloma Morais, 26, autônoma (foto)

“Eu usei Monovin A, porque disseram que ele garantia o crescimento mais rápido do cabelo. Então, fui a um pet shop, comprei e usei durante uns quatro meses. Meu cabelo começou a ficar ralo, cada dia mais fino. Acabei danificando meu cabelo. Comecei a fazer tratamento com cronograma capilar no salão. Meu cabelo voltou a ter força e brilho que o Monovin tinha tirado. Por eu sempre gostar de ter cabelo grande, agora, aderi à nova técnica do mega hair de fitas.”

Transformação em dez minutos

Algumas mulheres não arriscam e optam pela praticidade de mudar o visual com o uso de mega hair.  Seja em busca de uma transformação radical para arrasar no Réveillon, ou por um período de tempo maior, uma ótima opção é o alongamento capilar com fitas adesivas. Após o susto de perder uma grande quantidade de cabelos, Paloma Morais decidiu se render a essa técnica, com ajuda da hair stylist Elma Araújo.

“É rápido e simples. Coloco em dez minutos e retiro, no máximo, em 15 minutos. É super prático para mudar de visual”, diz a profissional, ao ressaltar as vantagens da técnica quando se fala em discrição. “As fitas são finas e delicadas, não caem e não aparecem. Dá para utilizar tanto para alongamento, quanto para preenchimento, no caso de pessoas que tenham pouco cabelo”, completa.

Ela atende no Miza Araújo e trabalha com alongamento capilar há nove anos, dos quais três com o uso somente dessa técnica. As mechas são feitas com cabelo de verdade e têm na base uma fita adesiva poderosa, pedida sob encomenda pelo salão. Diferentemente das mais populares — como a mega hair de microlink, de tic tac, ou redinha — esta não traz prejuízo aos cabelos naturais.

“A fita não danifica, porque não puxa os cabelos. É possível colorir, fazer mechas, escova e hidratação sem problemas. Só não pode processos de alisamento, amaciamento ou redução. Mas como a manutenção é a cada 40 dias, pode retirar, fazer e colocar de volta. A redinha pesa, dificulta a lavagem e pode criar fungos. O microlink deixa o cabelo apodrecido na região. Não dá para lavar ou secar e cai muito o cabelo”, enfatiza.

Adepta da técnica, a empresária Cláudia Grazina Menezes, 45, não abre mais mão do cabelo long. “Eu usei quase todos os métodos para alongar os cabelos: queratina, redinha, tic tac... E, com certeza, esse método da fita é incomparável. Não incomoda e é bem leve. O único inconveniente é que precisa fazer a manutenção (tirar e colocar de novo) a cada 40 dias. Mas não danifica o cabelo como os outros. Com certeza eu recomendaria para pessoas que, como eu, têm pouquíssimo cabelo”, afirma.

Fotos: Winnetou Almeida

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