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Saiba quais alimentos podem provocar ou evitar dores de cabeça

De acordo com o neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Dr. Deusvenir Carvalho, certos alimentos podem desencadear uma "cascata de eventos neuroquímicos ligados à enxaqueca" 22/02/2015 às 16:56
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Neurologista diz que reações dependem das substâncias que agem sobre os vasos sanguíneos
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

A dor de cabeça é um mal que acompanha mais de 90% da população mundial, segundo o neurologista e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), Dr. Deusvenir de Souza Carvalho. O interessante é saber que, mesmo havendo muitas causas possíveis para esse tipo de problema, alguns alimentos que ingerimos corriqueiramente também podem estar por trás das dores indesejadas.

“Existem algumas substâncias em certos alimentos que podem desencadear ou agravar diferentes tipos de dor de cabeça em pessoas suscetíveis ao problema. E essa interferência alimentar nas cefaleias só acontece de acordo com a correlação entre o fator temporal, a quantidade e a digestão”, destaca ele.

Antes de aprofundar o assunto, Carvalho diferencia a cefaleia da enxaqueca. “Temos uma centena e meia de diagnósticos ligados a dor de cabeça, e dentro dessa centena temos a enxaqueca. Esse tipo tem algumas peculiaridades, podendo ser moderada ou muito forte e também pode ser acompanhada de náusea, sensibilidade a estímulos do ambiente, como o barulho. Além disso, é uma dor que piora com a atividade física”, explica.

No caso dos alimentos que favorecem ou ajudam a evitar a cefaleia, o neurologista diz que tudo gira em torno das substâncias que agem sobre os vasos sanguíneos. “É importante levar em conta que a alimentação saudável é boa, mas existem certos alimentos que, por observação dos pacientes que já tinham enxaqueca, podem desencadear uma crise”, diz ele, referindo-se a uma “cascata de eventos neuroquímicos ligados à enxaqueca”.

O especialista ainda reforça: “Por exemplo, uma pessoa que come chocolate num dia e a dor aparece somente no outro, isso não quer dizer que o motivo foi pelo consumo. Agora, se a mesma situação se repetir frequentemente, aí sim pode ter relação e o indivíduo deve procurar um especialista”.

VARIAÇÕES

Nos casos de enxaqueca, o Dr. Deusvenir diz que o paciente pode ter uma crise por um alimento e não por outro. “Não dá para generalizar. Cada pessoa tem uma reação. Por exemplo, uma pode sentir dor de cabeça quando ingere chocolate e a outra quando come queijo. É uma questão personalizada”.

“É importante ressaltar que as substâncias citadas apenas contribuem para uma possível cefaleia já existente. Isso não quer dizer que devemos deixar de consumir os alimentos citados, mas serve como referência para aqueles que apresentarem a dor. O segredo está na quantidade de consumo”, diz o médico.

Para ele, fugir dos excessos também é fundamental. “Deixar de ingerir alimentos como cafeína, evitar o jejum prolongado e a mistura de bebidas, além de ter uma boa noite de sono, são considerações importantes para não apresentar a cefaleia”.

Alimentos que favorecem a dor de cabeça:

Aminas – presentes em queijos, chocolate, cerveja, vinhos, entre outros.
Cafeína – os alimentos mais comuns que contém essa substância são café, chás pretos e refrigerantes.
Histamina e tiramina – presentes em bebidas alcoólicas, como cervejas e vinhos.
Lipídeos – manteiga, carnes gordas, queijos, frituras, doces, requeijão, leite integral, entre outros.
Nitratos e nitritos – salame, presunto, peixes, camarão, salsicha, etc.

E o que pode ajudar a evitar a cefaleia?

Magnésio – presente em vegetais folhosos, nozes, arroz integral, pão integral, aveia, entre outros.
Triptofano – Verduras, feijão, ovos, carnes, aves, pescados, etc.
Ômega 3 – Linhaça, peixes e ovos.
Alimentos antioxidantes – cenoura, gengibre, maça e kiwi.

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