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Entretenimento
XX FAO

Saiba tudo sobre os bastidores da montagem 'Onde Vivem os Monstros'

Montagem para crianças e adultos terá oito apresentações, nos dias 27 e 28 de maio, e 3 e 4 de junho, com sessão de fotos com os monstros após as récitas no Teatro Amazonas 27/05/2017 às 05:00 - Atualizado em 27/05/2017 às 09:38
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Fotos: Antonio Lima
Mayrlla Motta Manaus (AM)

O que será que acontece por detrás das cortinas de um espetáculo? ‘Onde Vivem os Monstros’, montagem que integra o XX Festival Amazonas de Ópera (FAO), vai trazer um misto de emoções, efeitos e música para o palco do Teatro Amazonas. Em cena, artistas, solistas e músicos dão vida à montagem. Mas e nos bastidores, quem é que faz a festa acontecer? 

Para grandes produções como essa, que estreia neste sábado, 27, com sessões às 11h e 17h, o diretor técnico do Festival, Marcos Apolo, explica que uma equipe de maquinistas, contra-regras, iluminadores, técnicos de som, costura, além de artistas trabalham em equipe. “Nessa vigésima edição já adquirimos um conhecimento e know-how que nos facilita operacionalizar de forma otimizada o Festival. São várias atividades acontecendo ao mesmo tempo. Fazemos o espetáculo acontecer desde a hora que se abre a cortina até a hora que fecha”, disse Apolo, com experiência em todas as edições do FAO.

A montagem conta a história de um menino de cinco anos chamado Max. Ele vive uma noite de travessuras e por isso fica de castigo. Para fugir da punição, Max cria uma história imaginária onde se transporta para a terra dos Monstros Selvagens. Lá ele se torna o Rei das criaturas.  

No palco, quem vive o menino é a cantora lírica Roseane Soares. Ela conta como se preparou para viver o personagem. “A preparação para o Max é bastante complexa, exigindo um condicionamento físico intenso, porque o menino não para quieto um minuto em cena. Então tive que treinar bastante para cantar em posições que um cantor de ópera não costuma cantar muito”, conta. 

Segundo Roseane, o figurino usado em cena é bastante quente. “Ele é como se fosse o pijama do Max. Tive que aprender a lidar com esse calor”, aponta. Mas não é só isso. “A música também é muito moderna e tem suas particularidades. Tenho que estar bastante concentrada. Não tenho um minuto em cena que eu diga: ‘aqui eu posso relaxar’. Tudo é muito intenso. Tem que estar de olho nos monstros, no maestro, na música e em tudo a minha volta. Essa é a parte mais desafiadora”, disse a soprano. 

Elenco

Juntamente com Roseane, contracenam os cinco monstros, Tzippy, Moishe, Aaron, Emile e Bernard, vividos pelos atores Dionis Marques, Leandro Andrade, Mackson Barreto, Rodrigo Santos e Rosiel Ferreira, respectivamente. Eles dão vida aos bonecos de mais de três metros de altura. Do fosso sob o palco ao lado da orquestra, os bonecos ganham voz através dos cantores líricos: a soprano Isabelle Sabrié, o tenor Juremir Vieira, o barítono Moisés Rodrigues, e os baixos, Murilo Neves e Emanuel Conde. A cabra é interpretada por Felipe Cassiano. E a mezzo-soprano Andreia Souza  completa o elenco no papel da Mama.

O diretor de cena, André Di Peroli conta que os monstros dublam a voz que está sendo feita no fosso. Como diretor, Di Peroli trabalhou a ‘alma’ do boneco. “Ele é de isopor e espuma, então não tem vida. A partir do momento que tenho um ator dentro, temos que fazê-lo ter a reação própria para cada boneco”, explica.  

O ator Leandro Andrade, 19, vive o monstro-boi Bernard. “Essa é a primeira vez que faço um papel assim e é bem desafiador, pois não vou estar de cara com o público. Tem toda uma preparação corporal para esse trabalho”, disse. A voz dele fica por conta do baixo Emanuel Conde. “Temos nos preparado com bastantes ensaios. Estamos trabalhando com um repertório que, apesar de ser para um grupo infanto-juvenil, tem um grau de dificuldade elevado. A música é moderna e tem muitos desafios. Como solista, é a primeira vez que faço. O monstro-boi tem uma forma de falar específica e é um papel difícil. Tenho certeza que todos vão gostar”, finalizou. 

No palco
Quem comanda o decorrer do espetáculo é a diretora de palco, Flávia Furtado. Ela conta que coordena as cenas com base na partitura da ópera e com mais duas televisões ao lado. “Trabalhamos dando as deixas, desde o abrir das cortinas até fechar. Um monitor é no maestro, pois algumas deixas são extremamente musicais, e outro na cena, já que algumas deixas são visuais. Então fico com duas televisões mais uma partitura, seguindo tudo ao mesmo tempo. Como tudo é ao vivo, temos que ter bastante atenção e não podemos errar”, compartilha ela, com experiência de 14 anos no FAO.

Serviço

O quê:  Ópera Bradesco “Onde Vivem os Monstros”, de Oliver Knussen – XX Festival Amazonas de Ópera
Quando:  Neste sábado, 27; 3 e 4 de junho, às 11h e às 17h (regência de Marcelo de Jesus); e dia 28 de maio, às 11h e às 17h (regência de Pedro Messias)
Onde:  Teatro Amazonas, avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro
Quanto:  De R$ 5 até R$ 60 (dependendo do setor). À venda na bilheteria do Teatro e pelo site www.
bestseat.com.br. Estudantes e idosos pagam meia-entrada
Informações:  (92) 3232-1768

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