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ENTREVISTA

"Se desprender do amor é muito difícil", afirma atriz Mônica Martelli

Os desafios de redescobrir o amor após uma crise no casamento é o mote por trás do filme "Minha vida em Marte", comédia estrelada pela atriz que entra em cartaz no próximo dia 25 18/12/2018 às 15:46
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Com direção de Susana Garcia, longa traz ainda os atores Paulo Gustavo e Marcos Palmeira no elenco (Foto: Divulgação)
Juan Gabriel São Paulo, SP*

O que é mais difícil, encontrar um grande amor ou se desprender dele? No que depender da atriz Mônica Martelli, os dois. “Primeiro que você não acha o amor a cada esquina, as pessoas se casam porque elas celebram um encontro e se desvencilhar é muito difícil porque você não se separa só daquele marido, mas de todo um futuro que vocês imaginaram juntos”, conta. O drama de se reencontrar após vivenciar os dois extremos ganha uma carga cômica no filme “Minha vida em Marte”, estrelado por Mônica e o ator Paulo Gustavo, que chega aos cinemas na próxima terça-feira (25).

O longa, dirigido por Susana Garcia, é a continuação de “Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou”, lançado em 2014. Na continuação da franquia, Fernanda (Mônica Martelli) está casada com Tom (Marcos Palmeira) e tem com ele uma filha de 5 anos, Joana. O casal está em crise e vive os desgastes e as intolerâncias da rotina do casamento, mas Fernanda tem o apoio incondicional de Aníbal (Paulo Gustavo), seu sócio e companheiro inseparável que está ao seu lado durante toda a jornada para resgatar seu casamento, ou acabar de vez com ele. 

Para Mônica Martelli, mais importante que mostrar os desafios de Fernanda para conseguir ou não salvar o casamento, é ressaltar o papel da amizade a exemplo dos protagonistas. Segundo ela, o novo filme vem também com o propósito de exaltar o valor da amizade durante os diferentes momentos da vida, em especial na redescoberta do amor.

“A gente tem que dar valor para a amizade. Às vezes a gente vai pro bar atrás de um grande amor e de repente o amor na verdade está ali na tua frente, é um amigo que te faz muito mais feliz que qualquer amor faria. Então esse filme fala muito disso, é também um ode à amizade, ao que o amor de uma amizade pode trazer nas nossas vidas”, diz a atriz.

Adaptação

A exemplo do primeiro filme, o novo longa também é uma adaptação teatral do monólogo de mesmo nome escrito por Mônica, que desde 2005 viaja dando vida a Fernanda nos palcos de todo o País. Ao lado da diretora e irmã Susana, encarou mais uma vez o desafio de adaptar o texto para o cinema.

“Existe uma diferença porque a peça é um monólogo, lá sou eu contando a história e vivenciando todos os personagens. No filme você precisa abrir diálogos e pensar na locação”, diz a atriz ressaltando as diferenças nos processo criativo. “É totalmente diferente, tem a questão do tempo. No cinema tudo é mais corrido e as cenas são gravadas fora de ordem, enquanto no teatro se tem mais tempo de ensaio para um espetáculo de 1h. Mas a narrativa é a mesma da peça, a diferença é que entra também o Paulo Gustavo como Aníbal”, complementa Susana.

Embora seja exclusiva da versão cinematográfica, a parceria com Paulo Gustavo foi fundamental nesse processo de adaptação. Amigo pessoal de Mônica e Susana, fez jus ao velho jargão de que “a vida imita a arte” e ajudou a transpor a amizade de ambos na vida real para a telona.

“Foi um clima muito harmonioso no set. A nossa relação no filme é muito a nossa relação na vida, a gente tem muita intimidade e cumplicidade. Quando a gente se encontrava pra escrever as falas, ficávamos nós três em pé criando, a Susana falando o que precisava e a gente ia criando”, diz Mônica. Já a diretora ressalta que amizade entre os atores foi fundamental para o bom andamento do filme como um todo. “É uma relação que flui de forma verdadeira, eles estão ali sem competir entre eles, se ajudando o tempo todo e é algo emocionante”, completa Susana.

*O repórter viajou a convite da produção do filme.

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