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ARTES VISUAIS

Sebastião Alves inaugura exposição 'Jacaré Pinta Queer' na Galeria do Caua

Obras mostram um universo gay amazônico imaginado a partir de uma releiturada imagem do jacaré amazônico 16/11/2018 às 14:51
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Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua) exibe, em sua sede localizada na Rua Monsenhor Coutinho, Centro, a exposição "Jacaré Pinta Queer", de autoria do artista visual Sebastião Alves.

Na exposição são apresentados 20 trabalhos, em técnica mista sobre papel vergê, em que aborda o universo subjetivo de temática gay. "Jacaré Pinta Queer" ficará na Galeria do Caua até o dia 19 de dezembro, com visita das 8h às 12h e das 14 às 16h30, de segunda a sexta.

Sobre a exposição

A série "Jacaré Pinta Queer" surgiu a partir da reflexão das obras do cantor e compositor, Arrigo Barnabé. Clara Crocodilo e Tubarões Voadores são os referenciais que transitam na cultura amazônica tendo o jacaré como elemento principal de discussão dentro do universo gay amazônico.  Alves explica que Arrigo Barnabé criou seus personagens nos anos de 1980, em que fez parte do movimento artístico chamado "Vanguarda Paulista", que mistura música e teatro, formatando um novo conceito na Música Popular Brasileira (MPB). Com muita irreverência, Barnabé influenciou gerações daquele período, disse Alves. 

O objetivo da exposição é mostrar um universo gay amazônico imaginado a partir de uma releitura subjetiva da imagem do jacaré amazônico. O artista disse que, diferentemente das personagens aterrorizantes de Arrigo Barnabé, o jacaré da exposição se coloca em evidência, em razão de sua ação estar voltada para estabelecer alegria e encantamento. “Muito diferente de sua característica original, a criação surge somente para encantar e ser seduzido num espectro de vaidades. Essa é a finalidade principal”, disse o artista. 

Sobre o artista

Sebastião Alves iniciou seus estudos em arte, no ano de 1981, no curso de Educação Artística da antiga Universidade do Amazonas (UA), hoje, Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Em 1986, realizou sua primeira exposição enquanto aluno da Associação Paulista de Belas Artes e da Escola Cândido Portinari, em São Paulo.  De lá para cá não parou de expor suas pinturas, fotografias, instalações e vídeoinstalações. Sua última apresentação ocorreu ainda neste ano com a exposição “Expocuir: corpos transcendentes”, na Casa das Artes, cuja série fotográfica SweetQueerSweet, que teve a curadoria de Cristóvão Coutinho e Paulo Trindade.

Ele também é jornalista, especialista em Planejamento Estratégico, e em Design, Propaganda e Marketing. Além de mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia, da Ufam.

*Com informações da assessoria de imprensa

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