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Segundo dia de desfiles do Minas Trend 2016 leva flores e violão à passarela

Estilista Lino Villaventura abriu o último dia de desfiles desta edição do evento que encerra dia 7 no Expominas 07/04/2016 às 14:17 - Atualizado em 11/04/2016 às 15:36
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Acima, uma das criações do estilista Lino Villaventura (Fotos: Divulgação/Agência Fotosite)
Laynna Feitoza Belo Horizonte (MG)

BELO HORIZONTE (MG) - Com uma pegada mais casual e com um toque fresh, o estilista Lino Villaventura abriu o segundo e último dia de desfiles no Minas Trend 2016 ontem (6). Nas cores verde, laranja, branco e preto, as peças apresentadas na passarela continham desde modelagens desabadas, tingimentos e nervuras em peças como vestidos em malha, calças-saia e camisas em tricoline. Lino já havia apresentado algo similar em uma edição do São Paulo Fashion Week, mas com maior grau de exuberância. Já no Minas Trend, as peças foram revisitadas.

“Já fiz esse desfile outra vez no SPFW, e foi bacana. Fiquei um pouco preocupado na época, porque eu pensei ‘Vou fazer um desfile antes, depois vai aparecer outro’, então este fiz completamente diferente. Ficou bem distinto e acho que consegui distanciar (do outro)”, ponderou o estilista, que aproveitou para salientar as semelhanças entre os desfiles da coleção no Minas Trend e do SPFW. “Este aqui é mais próximo do outro porque eu coloquei essas roupas mais exuberantes no final. Vocês não vão nem reconhecer direito as roupas”, pontuou o estilista.

Para Villaventura, o público está achando as roupas desta coleção mais básicas, e, na visão dele, não estão. “Por exemplo, coloquei um bordado todo em pérola em uma das roupas. Aquilo é uma coisa, tem bordado richelieu com linha de seda. Está tudo na forma de apresentar. Aí você vê um cabelo solto, uma cena mais descontraída. As coisas ficam mais fáceis de visualizar e de se sentir mais próximo da roupa. Quando você faz uma coisa muito exuberante, ficamos achando que a coleção está muito distante de nós. Às vezes nem está. Isso é do efeito cênico que você apresenta o desfile”, explicou ele.

Bucolismo

Violão, voz e romantismo deram o tom do desfile da marca Confraria no segundo dia de desfiles do 18º Minas Trend. Com o estilo assinado por Ana Paula de Ávila e Silva, a marca de artigos de luxo trouxe peças produzidas em linha handmade constituídas em junco (uma fibra nativa da Amazônia), assumindo um toque mais neutro. Fazendo referência aos anos 50, os itens da coleção vieram em organza nude e com acabamento feito todo à mão.

A essência da coleção remeteu aos cenários dos piqueniques feitos em família nos parques das cidades, unindo o slow fashion a um clima ímpar de bucolismo. Enquanto as modelos desfilavam, a trilha do momento era entoada em voz e violão pelo cantor Thales Silva, ao vivo. Clássicos da música brasileira como “Samba do Avião”, de Tom Jobim, e “Nosso Estranho Amor”, de Caetano Veloso embalaram a passagem das modelos, que portavam cestas de piquenique nas mãos. Nos acessórios da marca haviam tramas e tressês manuais de couros variados.

Romantismo

Já o desfile mais emocionante do segundo dia de passarela ficou por conta do estilista Lucas Magalhães, que assina a marca homônima. Ao som da cantora alemã Nico, famosa na década de 60 e 70, cada uma das modelos entrou na passarela carregando uma flor diferente nas mãos. Ao fim do desfile, as moças entraram e ficaram posicionadas de frente para a plateia, onde deixaram as flores no chão como uma espécie de presente para o público, e se retiraram da passarela. Os modelitos estavam dispostos nos tons rosa, verde, laranja, azul e amarelo.

“A ideia das flores é para aproximar. Eu sinto que a moda tem um distanciamento de tudo, às vezes. A minha vontade é de me aproximar de quem está vendo, de quem está consumindo”, declarou Lucas. Segundo ele, cada uma das meninas representava um vaso.

“Cada uma tinha uma estampa totalmente diferente da outra. Elas foram pensadas como se fossem cerâmicas”, apontou o estilista, cujas peças são alicerçadas na base do tricot, trabalhado com couro e renda. Havia também o domínio das peças mídis. “Deu vontade de fazer um desfile que trouxesse emoção. Acho que isso veio pelo romantismo, pelas flores, até pela beleza das meninas”, refletiu Magalhães.

* A jornalista viajou a convite do Minas Trend

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