Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
Vida

Segundo pesquisa, crianças que sofrem com enxaqueca diminuem rendimento escolar

De acordo com Dr. Arruda, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca interfere na vida escolar das crianças e precisa ser tratada



1.gif Quando uma criança se queixa de dores de cabeça forte, é preciso procurar um médico imediatamente
08/10/2012 às 12:00

As crianças têm como principal objetivo, brincar, estudar e ser feliz incondicionalmente, mas para algumas delas, esses quesitos estão ficando cada vez mais complicados, devido às fortes e frequentes dores de cabeça.

Um estudo apresentado no XXVI Congresso Brasileiro de Cefaleia pelo pesquisador e neurologista da infância e adolescência, Dr. Marco Antônio Arruda, apontou que cerca de 1,6 milhões de crianças brasileiras sofrem de enxaqueca e 163 mil de enxaqueca crônica, caracterizada por dores constantes que se repetem há mais de três meses e os sintomas penduram por cerca de 15 dias em um mês.



De acordo com o Dr. Arruda, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca interfere na vida escolar das crianças e precisa ser tratada o quanto antes para não desenvolver piores problemas. 

Além disso, o estudo mostrou que crianças cujas mães fumaram ou ingeriram álcool durante a gestação têm um risco duas vezes maior de apresentarem enxaqueca crônica. No total, foram avaliadas 5.671 crianças, com idade entre 5 e 12 anos, que vivem em 18 estados de 87 cidades brasileiras. Aproximadamente 7,9% das crianças analisadas tiveram a prevalência de formas típicas da enxaqueca, 0,6% enxaqueca crônica e 13,8% dores de cabeça com características prováveis de enxaqueca.  

Estima-se que 81,2% das crianças e dos adolescentes já sentiram dor de cabeça ao menos uma vez em suas vidas e, no mínimo, 3 milhões de dias de aula são perdidos no Brasil em virtude de crises de enxaqueca.  

As dores de cabeça em crianças e adolescentes comprometem a capacidade de memória, aprendizado e atenção, como também provocam a perda de dias de aula e efeitos adversos do uso de analgésicos quando utilizados em excesso.

Além de apresentado durante o XXVI Congresso Brasileiro de Cefaleia, que aconteceu nos dias 13 a 15 de setembro no Rio de Janeiro, o estudo será publicado em outubro na conceituada revista científica Neurology, que pertence a Academia Americana de Neurologia. O destaque na edição da publicação é dado pela importância que os dados apontados e comprovados têm para os especialistas que atendem crianças e adolescentes com dor de cabeça.


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