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Seis candidatos disputam a cadeira nº 39 da Academia Amazonense de Letras

Fundada em 01 de janeiro de 1918, a Academia Amazonense de Letras é a entidade literária do Estado do Amazonas. A A.A.L. possui 40 cadeiras ocupadas por grandes nomes da literatura amazonense 16/08/2016 às 05:00
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Das 40 cadeiras que compõem a A.A.L, duas estão vagas em razão do falecimento dos acadêmicos Mário Augusto Pinto de Moraes (cadeira 39) e Moacir Andrade (cadeira 2, patrono Euclides da Cunha), mas por enquanto, seis candidatos concorrem à cadeira 39 / Foto: Antônio Lima
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Com recorde de inscrições, seis candidatos disputam a cadeira de nº 39 (patrono Alfredo da Mata) da Academia Amazonense de Letras, em razão do falecimento do acadêmico Mário Augusto Pinto de Moraes, em janeiro deste ano. As inscrições encerraram no último dia 3 de agosto.

O médico cardiologista, membro da Academia Amazonense de Medicina, escritor e articulista Aristóteles Comte de Alencar Filho; a desembargadora Graça Figueiredo, também escritora e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas; o servidor público e poeta Carlos Almir Ferreira; a magistrada e professora de direito Lúcia Viana; a procuradora do Estado e escritora Sálvia Haddad; e o professor de direito e escritor Antonio Norte Filho, são os possíveis candidatos à vaga do médico e pesquisador.

A professora de direito Lúcia Viana defende sua candidatura. “Sou magistrada no Tribunal de Justiça, mestre em Direito, professora acadêmica, tenho dois livros publicados, quase vinte artigos científicos publicados em revistas, já recebi várias medalhas, do Tribunal de Justiça, do Tribunal do Trabalho e vou até receber nos próximos dias uma medalha pela Câmara Municipal de Manaus. Muito modestamente, me dediquei a estudar, à magistratura e ao magistério, acho que meu currículo é um razoável que daria para concorrer”, afirma.

Já Sálvia de Souza Haddad, advogada e escritora amazonense revela que seu amor pela literatura é o principal motivo que a levou a concorrer a uma vaga Academia Amazonense de Letras.

“Ser escritora no Brasil é uma missão que só se aceita se houver amor. Desejar e decidir comprometer-se com esta missão, só se houver mais amor ainda. A candidatura para uma vaga na Academia Amazonense de Letras é um grande passo nesta direção, seja pelo que a instituição representa para o escritor, seja pela oportunidade de ser um espelho para os próximos que virão”, defende.

Sálvia é autora de “Mel e Fel – retalhos de vida”, lançado em 2013, que reúne seus primeiros textos em forma de crônica e "Olhos de Capitu – Outros retalhos e alguns poemas”, que marca sua estreia na poesia.

Outro candidato à cadeira nº 39 é Carlos Almir Ferreira, autor de quatro livros. Ele afirma que sua decisão surgiu através de uma sugestão familiar.

"Existe uma questão sentimental entre a minha decisão para essa candidatura. Um tio meu que faleceu ano passado, chamado Afrânio Soares, médico, que sempre dizia que eu deveria me candidatar à academia, bem como meu pai sugere. Acho que posso contribuir”, afirma. A previsão para a eleição ocorrer é nos próximos quinze dias.

“Pela Academia já passaram e lá estão grandes personalidades da cultura amazonense de todos os tempos. Há quem diga que faltam alguns nomes. Pode ser, mas o primeiro requisito para que alguém se torne membro do silogeu, além dos indispensáveis dotes literários, é a disposição, o desprendimento, a coragem e a grandeza para disputar a vaga, de forma democrática, por meio do voto, com outros eventuais pretendentes, como fizeram seus atuais e valorosos membros”, descreve o advogado e jornalista Júlio Antônio Lopes, membro da Academia desde 2012.

História

Fundada em 01 de janeiro de 1918, a Academia Amazonense de Letras é a entidade literária do Estado do Amazonas. A A.A.L. possui 40 cadeiras ocupadas por grandes nomes da literatura amazonense. Inicialmente a academia possuía a denominação de "Sociedade Amazonense de Homens de Letras".

Das 40 cadeiras que compõem a A.A.L, duas estão vagas em razão do falecimento dos acadêmicos Mário Augusto Pinto de Moraes (cadeira 39) e Moacir Andrade (cadeira 2, patrono Euclides da Cunha), mas por enquanto, seis candidatos concorrem à cadeira 39.

“É uma associação civil sem fins lucrativos e duração indeterminada, cujo objetivo principal é o cultivo do idioma e da literatura nacionais, através da ação individual ou coletiva de seus membros, bem como promover a cultura em todos os seus aspectos”, descreve Júlio Lopes.

AAL pela primeira vez está sendo presidida por uma mulher, a professora e escritora Rosa Birto, que cumpre mandato de dois anos (2016/2017).

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