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Grupos Sensação e Exaltasamba anunciam volta aos palcos e novos projetos

Sucesso nos anos 90, grupo Sensação, do Rio de Janeiro, retoma carreira com formação original 29/03/2016 às 11:06 - Atualizado em 30/03/2016 às 07:48
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Sensação volta com formação original e projeto de CD e DVD novos (Philipp Sander/Divulgação)
Redação e agência Manaus (AM)

Donos de alguns dos hits que fizeram a cabeça dos pagodeiros nos anos 90, como “Coral de anjos” e “Quando o Sol nascer”, o grupo Sensação prepara a volta aos palcos com sua formação original. Marquynhos Sensação (voz), Carica (cavaquinho), Cogumelo (complementos), João (pandeiro) e Gazu (repique e rebolo), com direção e produção musical de Prateado, retomam as rédeas da banda depois de quase uma década separados, período em que cada um foi seguir carreira solo.

“Cada um foi saindo em épocas diferentes porque achava que o trabalho não estava mais tão legal como antes. Para dar um tempo, fomos curtir coisas diferentes”, conta Carica, em entrevista ao BEM VIVER. Ele deixou a formação em 2008 e voltou a compor para outros grupos e cantores, como Belo e Jeito Moleque. 

Segundo ele, a separação não foi acompanhada de brigas, o que favoreceu o retorno agora em 2016. “Sempre ficou a amizade e aquela coisa boa entre nós. Não tivemos problema interno nem nada disso, até porque não havia contrato entre a gente. Foi mais tranquilo do que se fosse de outro jeito”.

A proposta de reunir a antiga turma partiu de Prateado, há cerca de três meses. “Falei com meu empresário e juntei a fome com a vontade de comer”, completa Carica. “Os fãs sempre pediam para voltarmos, desde que a gente parou tinha esse apelo. Eu ouvia isso na carreira solo e os meninos também, mas não havia uma perspectiva para esse reencontro”.

A meta agora é apresentar CD e DVD novos com músicas inéditas e algumas regravações de antigos sucessos. “Eu e o Prateado tínhamos acabado de compor um monte de coisa legal que achávamos a cara do Sensação”, lembra o cavaquinista, revelando ter mais de 50 músicas inéditas na gaveta, o suficiente para dois ou três novos álbuns.

Ainda sem divulgar a agenda de shows, por enquanto o grupo se dedica aos ensaios de rotina e à finalização do disco, que levará assinatura da produtora Jamp3, do mesmo empresário que cuidou da carreira do Sensação nos anos de auge. “Estamos aprontando a volta, agora mais maduros”, finaliza Carica.

Amigos comemoram

Artistas de renome no samba deram as boas-vindas ao grupo Sensação nessa fase de retorno. Dentre eles está o tradicional grupo Fundo de Quintal, liderado por Bira Presidente. De acordo com ele, o Sensação tem tanta qualidade que pode ser considerado o sucessor do Fundo de Quintal. 

“Eles têm toda a pompa para serem, sim, os nossos sucessores. São ótimos, os considero os meus afilhados. Eles fizeram muito sucesso nos anos 1990 e sua importância no cenário do samba é grandiosa”, conta. 

Várias músicas do grupo foram cantadas pelo Sensação ao longo da sua trajetória, que se encerrou prematuramente em 2006 e volta agora. Por isso, há gratidão por parte da velha guarda. 
“Eles são dignos representantes do samba, um grupo que eu aplaudo de pé. Eles têm uma sensibilidade musical que não vi em outros grupos”, reforça Bira. Além dele, outro que deseja sucesso total ao Sensação é o sambista Arlindo Cruz, que também se diz fã incondicional da banda. “Uma grande satisfação para mim é saber que o grupo Sensação está de volta. Meus afilhados, sejam bem-vindos”, disse. 

Com o grupo, Arlindo já fez belas parcerias, como na música “Um Lindo Sonho”. “O Arlindo e o Fundo de Quintal são nossos ídolos eternos. Somos e sempre seremos gratos a eles por tudo o que nos aconteceu”, finaliza Marquynhos Sensação, cantor.

Exaltasamba enfrenta disputa judicial

Quem também está voltando à cena é o grupo Exaltasamba, que chega com três caras novas: os cantores Nego Branco, Rommero Ribeiro e Jeffinho, que vão se revezar nos vocais. “Não vamos esquecer tudo o que o conjunto já fez na música. Mas vamos trabalhar para achar a nossa identidade”, conta o músico Brilhantina, que toca cavaco. 

Ele e Thell, responsável pelo tam-tam, são integrantes remanescentes da formação original e tiveram de brigar na Justiça para ter direito de usar o nome do grupo com a nova formação. Os cantores Péricles e Thiaguinho, além do músico Pinha, que deixaram o conjunto em 2012, e ainda são sócios da marca Exaltasamba, tentaram proibir o uso na Justiça. 

“Só queríamos o direito de trabalhar. Enfrentamos a ação sem a intenção de prejudicar ninguém. Esperamos quatro anos, na esperança de que o grupo pudesse voltar, e nada aconteceu”, conta Brilhantina. Ele e Thell ganharam o direito de seguir se apresentando como Exaltasamba. A decisão, porém, foi obtida de forma provisória, em uma liminar. Por isso, há a possibilidade de, no julgamento da ação, os dois perderem o direito ao uso.

O processo, porém, não deixou mágoas em Brilhantina. “Queremos, sim, que essa formação ganhe força própria, mas não vamos apagar o que o Thiaguinho, o Péricles e o Pinha fizeram pelo Exaltasamba e pelo pagode. O Chrigor também será lembrado. Todos eles foram importantes”.

A princípio, as apresentações do novo Exaltasamba serão baseadas nos sucessos anteriores. “Essa formação precisa de um tempo para escrever a sua história, o que vai acontecer naturalmente”, completa Brilhantina.

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