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Viaje sem culpa

Serviço de ‘pet sitter’ é opção para quem quer garantir segurança dos animais de estimação

Babá cuida de gatos e cachorros, enquanto os donos precisam se ausentar para férias ou viagens de trabalho 03/04/2016 às 07:00 - Atualizado em 03/04/2016 às 16:48
Natália Caplan Manaus (AM)

Passagens compradas, bagagem pronta e... Um gato brincando de esconde-esconde em meio às roupas dentro das malas, ou o cachorro ao pé do sofá, com a bolinha na boca e aquele olhar de ‘pidão’ de cortar o coração de qualquer pessoa. Para quem tem animais de estimação, viajar de férias ou a trabalho é quase considerado um luxo, pois surge aquela questão categórica: Afinal, com quem deixar o bichinho de estimação?

Há pouco mais de dois anos, um serviço já bem conhecido no resto do Brasil desembarcou em Manaus, o “pet sitter”. Na tradução mais simples, pode-se chamar de “babá de animais”. Para a cirurgiã-dentista, 35, foi a melhor solução para garantir o bem estar e a segurança dos filhos de quatro patas. Ela mora em Manaus, onde tem seis gatos e três cachorros, mas sempre viaja para visitar a família no Rio Grande do Sul.

“Eu não queria deixar meus animais presos em hospedagem comuns, mas em um ambiente conhecido, com uma pessoa cuidando. Mas a questão é: quem se prontifica a fazer isso diariamente? Quando eu tinha apenas dois gatos, no Sul, deixei sob responsabilidade de uma pessoa. Cheguei alguns dias antes do previsto, sem avisar, e encontrei muita sujeira. Percebi que ela não tinha ido vê-los por dois dias”, lembra.

Desde que se mudou para a capital amazonense, a gaúcha aumentou a família. Aqui, ela tem os gatos Mel, de 7 anos de idade, Sofia,5, Patrick, Bento e Pipoca, com 1 ano cada; e a cadela especial Orelhinha, 6. Sem contar os que estão à espera de adoção: a gata Flora, de 4 meses, a cadela Joy, de 4 anos, e o filhote canino Biscoito, de 6 meses. No total, são nove animais na dependência de Domênica.

“Quando descobri que tinha uma ‘pet sitter’ em Manaus, fiquei mais tranquila para viajar. Os animais realmente são assistidos. O grande diferencial é não tirá-los do ambiente conhecido.”, diz, ao ressaltar uma emergência. “A Orelhinha é especial, com a orelha direita amputada, e teve um abscesso enquanto eu estava viajando. Mas a Karina a levou ao plantão, às 22h. Se eu não tivesse uma babá, não teria essa assistência”, enfatiza.

Necessidade

Para Alessandra Borelli, 35, ter uma pet sitter para os gatos Pipo, de 2 anos, e Lirinho, 4, é um item de primeira necessidade. Policial federal vinda de Natal (RN), ela não tem família no Amazonas e precisa viajar constantemente a trabalho. No ano passado, precisou ficar fora por dois meses, mas já era cliente de Karina.

“O serviço dela foi essencial para mim, senão, não daria para eu fazer metade das coisas que preciso no trabalho. Preciso dela de quatro a cinco vezes por ano. Até deixei em um pet shop por quatro dias, mas eles ficaram estressados e emagreceram. Gato não é um animal fácil de acostumar com estranhos e, em casa, estão no ambiente deles”, diz.

Como Domênica, ela também preza pelo cuidado além do básico e passou por um susto em uma das viagens, quando um dos felinos adoeceu. “Ela levou ao veterinário, realmente tomou conta dele. É uma relação de confiança”, ressalta. “Ela leva uma mala de brinquedos e petiscos, passa uma hora com eles. Cuida mesmo”, completa.

Relação de confiança

Especialista em comportamento canino e também apaixonada por gatos, a carioca Karina Motta Mayo, 35, atua como pet sitter (babá em casa) e dog walker (passeio com cachorro) há mais de dois anos em Manaus. Apesar de também oferecer o serviço de hospedagem, a maioria dos clientes dela prefere o atendimento em domicílio.

“Todo o meu trabalho é apoiado em uma relação de confiança. Tem muita gente que me procura, porque deixou com alguém antes, que não cuidou direito. Não é só dar água e comida. Além dos cuidados básicos, faço escovação do pelo, tenho muitos brinquedos, petiscos, levo ao veterinário em caso de emergência e dou a medicação”, diz.

De acordo com ela, que fez um curso para atuar como babá, apesar da hospedagem, a prioridade é o atendimento domiciliar. Gatos, explica, não são fáceis de manejar como os cães. “É um animal mais apegado ao ambiente, sensível às mudanças. Antes do dono viajar, faço uma visita para o animal me conhecer e aprender a rotina dele”, ressalta.

Rede aproxima cuidadores

Outra dica bacana para quem mora em qualquer parte do Brasil é o site PetRoomie (www.petroomie.com.br), onde donos de animais de estimação oferecem hospedagem em casa ou também fazem visita à domicílio uns para os outros. A página segue o princípio da economia colaborativa.

“É para quem gosta de animais e se oferece para cuidar também. Conseguimos um lugar onde o animal fica sendo cuidado por um anfitrião, em um ambiente mais doméstico e com carinho. O custo é mais baixo para quem contrata e para quem oferece o serviço”, explica a criadora da página, Monique Almeida.

Segundo a carioca, a ideia se baseia no mesmo preceito muito utilizado por viajantes, que se hospedam em casas de moradores comuns, ao invés de hotéis. Nos Estados Unidos, inclusive, há vários “dog lovers” que ficam responsáveis pelo cachorro do amigo, vizinho ou até desconhecido por meio desse sistema de colaboração.

“Tem a opção da hospedagem na casa do anfitrião ou visita de uma hora, quando a pessoa brinca, troca água e comida, leva o cachorro para passear e limpa a caixinha de areia do gato. Para quem tem bicho, é sempre uma necessidade. Achei a ideia genial nos Estados Unidos, lá era especificamente para cachorro, e adaptei para o Brasil”, finaliza.

FILHOTE EM BUSCA DE UM LAR

O filhote da foto três da galeria é o Biscoito. Ele tem seis meses é alegre e brincalhão. Foi vermifugado, vacinado e está disponível para adoção. Interessados podem ligar ou enviar mensagem para (921) 9-9438-8220.

SERVIÇO

Pet sitter

Valor: varia de R$ 40 a R$ 70 (diária)

Contato: (92) 9-8168-9141 (Karina Mayo)

PetRoomie

www.petroomie.com.br

Valor: a combinar com o anfitrião.

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