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Sheherazade lista males do Brasil e sugere soluções em livro

Corrupção, violência e impunidade são alguns temas em foco no livro “O Brasil tem cura”, que terá sessão de autógrafos em Manaus no dia 5, sábado 27/11/2015 às 16:58
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“Brasil está acometido de um conjunto de males que emperram o nosso progresso”, afirma a jornalista em seu livro de estreia
Jony Clay Borges Manaus (AM)

Conhecida entre telespectadores e ouvintes de rádio, Rachel Sheherazade agora aposta numa nova frente para enviar seu recado ao público brasileiro: o mercado editorial. A jornalista está lançando seu primeiro livro, “O Brasil tem cura”, em que aponta os males do Brasil de hoje e sugere algumas soluções.

“Acho que o Brasil está acometido de um conjunto de males que emperram o nosso progresso, nossos projetos de futuro, o bem-estar, a qualidade de vida do nosso povo”, declara a jornalista, à reportagem, por email. Rachel fará sessão de autógrafos de seu livro em Manaus, no próximo dia 5, sábado, a partir das 17h, na Livraria Saraiva.

Em entrevista exclusiva, a jornalista e apresentadora dá detalhes sobre o livro – que foca temas como a corrupção, a cultura da desonestidade, a ignorância, o comodismo, a violência, a impunidade –, analisa o atual momento vivido no Brasil e evoca os brasileiros a fazer sua parte. “Sair da zona de conforto é a primeira providência”, diz.

Que tratamentos você sugere para combater a corrupção, levando em conta que esse é um problema quase tão antigo quanto o País?
Parto do princípio que antes de tratar uma doença é preciso reconhecer-se doente. É preciso parar de enxergar a corrupção apenas nos outros, nos políticos, em Brasília e começar a fazer uma espécie de mea culpa, reconhecer-se como parte do problema.

Que outras soluções você propõe para acabar com os males do Brasil?
Sair da zona de conforto é a primeira providência. É preciso partir do discurso para a ação.

Como você estruturou seu livro? Como foi o processo de produção? Realizou pesquisas e/ou entrevistas nesse trabalho?
Estruturei meu livro como um médico elabora um diagnóstico. Primeiramente, estudei os sintomas. Identifiquei e nomeei os principais males do país. Busquei, na origem do nosso País, ainda nos tempos do Brasil Colônia, as raízes dessas mazelas, e, finalmente, propus soluções, remédios que possam ajudar a tratar nossos males. No processo de produção, pesquisei bastante, li artigos especializados, pesquisas de órgãos oficiais, livros e entrevistas.

O que a estimulou a ir além da relação com o espectador/ouvinte e explorar também o segmento editorial?
É um projeto antigo. Sonhava em ser escritora desde os meus 8 anos de idade.

Como você avalia o atual cenário político brasileiro? E como vê o atual Congresso? E o Governo Dilma?
O cenário político atual é de muita instabilidade, tanto no plano político quanto econômico. E acredito que a crise no segundo é consequência do primeiro. Temos uma presidente que conta com a rejeição de mais de 70% dos eleitores, mais conhecida por sua incompetência e intransigência do que por qualquer feito. Politicamente está destruída, e segue na corda bamba, às voltas com a ameaça de um impeachment. Por isso, o Governo voltou todas as atenções em se agarrar ao poder e a governança do País segue relegada a segundo plano. É lamentável.

E como analisa o caso Cunha?
O presidente da Câmara, por sua vez, perdeu a legitimidade com as denúncias de corrupção, mas segura-se no cargo graças a uma aliança com o governo. É um abraço de afogados. Acredito que, mais cedo ou mais tarde, ambos deverão sucumbir, muito provavelmente pela força das urnas.

Considerando a má vontade, demora e/ou ineficiência dos políticos e das instituições em coibir a corrupção e solucionar os problemas do País, você acredita que a população brasileira deve assumir um papel mais protagonista nessa missão? De que forma?
Exceto durante os governos de exceção, o eleitor brasileiro sempre foi o protagonista dos rumos do País. Políticos não caem do céu. Gestores públicos e legisladores não surgem como por encanto. Eles são eleitos diretamente por nós, cidadãos. Somos responsáveis por quem elegemos. Precisamos ter consciência desse protagonismo e começar a usar a democracia em nosso favor.

Suas posições e opiniões lhe granjearam a simpatia e o apoio de setores da direita e da extrema direita. Você se identifica com essa ala política? Como você se alinha, em termos político-ideológicos?
Sou uma conservadora de pensamento liberal. Acredito na economia de mercado, na liberdade de imprensa e de expressão, na propriedade privada e no Estado mínimo, interferindo minimamente na vida e nas escolhas do cidadão.

À parte o lançamento de seu livro, em que projetos você vem trabalhando hoje? Tem outros projetos futuros, na comunicação ou em outra área?
Tenho vários projetos, alguns na área de comunicação. Uma mente fértil nunca sossega.


BOX: Opiniões polêmicas
Rachel Sheherazade ficou conhecida pelas opiniões polêmicas dadas nos programas que apresenta. Em mais de uma ocasião, por exemplo, ela criticou os ateus, comentando que seriam contra o ensino religioso e cruzes nas repartições públicas – e questionando a laicidade do Estado por extensão. Em outra, defendeu Marco Feliciano, que já foi acusado de ofender minorias como negros e gays.

No ano passado, ela causou nova polêmica ao defender a atuação das milícias informais no caso do jovem infrator espancado e preso a um poste, no Rio de Janeiro, além de sugerir a donos de opiniões contrárias “adotar um bandido”.

A jornalista afirma que não se arrependeu de nenhuma opinião que emitiu, mas assume que já mudou de ideia em relação a alguns temas. Ela cita como exemplo o programa Mais Médicos, do Governo Federal. “Cheguei a defender essa farsa. Caí no canto da sereia”, diz.

Por outro lado, ela prefere não comentar as polêmicas passadas. A reportagem perguntou sobre as críticas aos ateus, sobre o avanço dos evangélicos no Congresso e sobre o caso do garoto espancado no Rio, mas a jornalista não respondeu às questões.


PERFIL
Rachel Sheherazade

 Natural de  João Pessoa, é jornalista, apresentadora de televisão e radialista. Atualmente é âncora do telejornal “SBT Brasil”. É casada com o corretor de imóveis Rodrigo Porto e é mãe de Clara e Gabriel.


FICHA
O Brasil tem cura

Autora Rachel Sheherazade

Editora Mundo Cristão

Tema Política

Páginas 144

Preço sugerido R$ 24,90


SERVIÇO

o que é
Lançamento e sessão de autógrafos do livro “O Brasil tem cura”, de Rachel Sheherazade

onde
Livraria Saraiva, Manauara Shopping, avenida Mário Ypiranga Monteiro, 1.300, Adrianópolis

quando
Dia 5 de dezembro, sábado, às 17h

acesso
Sessão de autógrafos apenas para leitores com exemplares do livro. Limitado a 300 senhas, a serem distribuídas no local a partir das 13h

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