Domingo, 21 de Julho de 2019
Show Zezé Motta

Show intimista de Zezé Motta encanta o público em Manaus

A atriz e cantora conquistou o público manauara com show intimista em homenagem a Elizeth Cardoso



1.png A atriz cantora encantou o público com sua espontaneidade ao homenagear Elizeth Cardoso em " Divina Saudade"
05/08/2013 às 09:01

No palco vazio, apenas o teclado, um banquinho e uma mesa com um jarro de flores. Pela configuração, percebe-se que o show “Divina Saudade”, uma homenagem de Zezé Motta à cantora Elizeth Cardoso, será intimista, sereno. Mas Zezé é espirituosa. Quando sob os holofotes, usa da habilidade como atriz consagrada do cinema brasileiro para ganhar a simpatia do público, convidando-o para cantar junto, bater palma e até sambar. Sempre sorridente, a atriz/cantora se apresentou na sexta (2) e no sábado (3) no Teatro Direcional promovendo uma verdadeira viagem às raízes do samba-canção, bossa nova e MPB.

Acompanhada do tecladista Misael da Hora, Zezé iniciou o repertório com “Barracão” - clássico conhecidíssimo na voz de Elizeth. Aliás, ela e Zezé guardam diversas semelhanças, principalmente no que se refere ao romantismo: a “divina”, como era conhecida Elizeth, tinha como marca registrada o canto que explorava o amor romântico não correspondido.

“Estamos maltratando os corações apaixonados, né? Mas sem paixão nada tem graça. Eu quando não estou apaixonada, eu invento e acredito. Às vezes dá certo. Às vezes... fazer o que”, declarou, arrancando risos.

A atriz/cantora seguiu o espetáculo, resgatando canções tão antigas quanto inesquecíveis como “Tem Dó” (Vinícius de Moraes), “A Noite do Meu Bem” (Dolores Duran), “Canção de Amor” (Chocolate e Elano de Paula), em uma forma também de homenagear alguns dos compositores mais talentosos da história brasileira.

Quando chegou a hora de interpretar “Meiga Presença” (Paulo Valdez e Otávio de Moraes), Zezé Motta se sentiu na obrigação de explicar sua importância no setlist.

“Quando você é do meio artístico, é comum que lhe perguntem qual o personagem com que você se identificou, a música que mais gosta de cantar, a novela mais importante da sua vida, por aí vai. Eu sempre minto. Porque eu sei como é o ser humano, principalmente os artistas. Às vezes o diretor, por exemplo, pode ficar chateado e nós somos todos amigos, é uma loucura. Todo esse papo é para dizer que gostamos de todo o repertório, do contrário não estaríamos apresentando aqui pra vocês. Mas sempre tem um xodózinho, no caso é essa música do Paulinho Valdez, filho de Elizeth”, explicou Zezé, antes de iniciar a linda interpretação.

Interação

O público acompanhava tudo cantando baixinho, numa forma de respeitar o formato intimista do show de Zezé. No entanto, ela não se intimidou: desceu do palco e emprestou o microfone a quem sabia as letras. Encerrou o show, muito aplaudida, ao som do hino da Portela, seguido do hino da Mangueira e fazendo questão de dizer que já espera voltar em breve.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.