Sábado, 29 de Fevereiro de 2020
Mês das noivas

Simples e objetivo: casamentos em cartório não são frios como você pensa que é

A CRÍTICA conversou com duas noivas que quebraram o preconceito e resolveram ser felizes com praticidade



WhatsApp_Image_2017-04-25_at_18.05.29.jpeg Foto: Divulgação
02/05/2017 às 16:06

A psicóloga Darina Comonian, 25, confessa que, ao falar sobre casamento com o marido Walter Prado, 30, os dois idealizavam muitas coisas, sem ter uma ideia de como seria casar no cartório. A cerimônia durou 40 minutos, e os noivos levaram quatro convidados, entre amigos e família. Engana-se, porém, quem acha que os noivos têm que ir com roupas casuais para o casamento. “Ele usou calça e blusa social preta e vestiu um sorriso lindo. Eu usei um vestido Branco de renda com altura até o joelho”, coloca ela.

Segundo a psicóloga, o próprio cartório tinha uma decoração específica, no caso das pessoas quererem tirar fotos. Para ela, o casamento não foi frio, nem nada. “Muito pelo contrário, estávamos nervosos, sempre segurando na mão um do outro e ouvindo as coisas lindas que o Juiz falava e dava conselhos sobre a nova vida a dois. Eu quase não parava em pé de tão nervosa e feliz ao mesmo tempo. Acho que se você quer ter um casamento em cartório e sentir-se bem, você tem que procurar um que te disponibilize isso”, pondera.



Mudança

Como (quase) toda mulher, a universitária Tayane Cuadal, 22, sempre sonhou em ter um casamento bonito. “Entrar na igreja de véu e grinalda,com damas de honra e tudo que tem direito. Mas com o passar do tempo,deixei de dar importância para a festa e priorizei em investir o dinheiro que iria ser gasto na festa para reformar e mobiliar nosso apartamento”, afirma.Ela e o noivo Camilo Cuadal foram em um cartório próximo à casa e marcaram o casamento para o mês seguinte – cerca de 30 dias.

A noiva se arrumou “como manda o figurino”: comprou um belo vestido, um salto e se arrumou no salão. O noivo também foi todo produzido. Como dica, ela recomenda visitar o local da cerimônia com antecedência. “Marquei o casório em um lugar e a cerimônia tinha que ser em outro por conta do espaço que era pequeno”, diz ela. No mais, ela confessa que, antes disso, achava que casar-se no cartório era “sem graça”. “Meu casamento foi o contrário. A juíza que realizou a cerimônia era super meiga, carismática e ajudou a tirar aquela ‘tensão’ que tinha no ar”, comenta. E vale a pena casar somente no cartório? “Sem dúvidas que sim”, declara.

Celebrante

Aos que não gostam de discursos religiosos, o casamento civil é uma opção. De acordo com a Juíza de Paz Margareth Hoaegen, o casamento religioso é aquele realizado de acordo com as normas de uma determinada religião. “O Estado não interfere, é um sacramento, é a união de duas pessoas diante de Deus. Casamento civil é um instituto jurídico através do qual os nubentes manifestam a vontade de casar, e estabelecem entre si, direitos e deveres”, assegura.

Durante as cerimônias, Margareth costuma falar pouco. “Geralmente falo sobre o amor que deve estar presente na vida dos nubentes e às vezes leio alguma poesia, porém sou obrigada a ler alguns artigos do Código Civil, os arts.1521 a 1524 (impedimentos para o casamento)”, coloca. Mesmo assim, ela não esquece de ler poemas do autor Khalil Gibran, que ressaltam a importância do amor conjugal mas, ainda assim, da individualidade de cada um dos noivos.

 


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