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Sobremesas com chocolate belga invadem confeitarias de Manaus

Na iminência da Páscoa, talvez não haja época do ano mais propícia para se aventurar no sabor dessa que é a versão mais soberana do chocolate 22/03/2015 às 15:27
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O sabor do chocolate belga pode ser conferido nos doces e tortas feitos no Pátio Gourmet
Loyana Camelo Manaus (AM)

A fama do chocolate belga já vem de outrora. Tido como o mais nobre, mais saboroso e mais suave que a maioria, o doce de berço europeu até pouco tempo não era encontrado em Manaus. Por conta disso, os chefs de pâtisserie tinham de se virar para trazê-lo até o paladar amazonense. Hoje, o quadro é outro: delícias feitas com essa matéria-prima estão mais próximas de nós do que nunca. Na iminência da Páscoa, talvez não haja época do ano mais propícia para se aventurar no sabor dessa que é a versão mais soberana do chocolate.

Qual seriam os motivos para este ser o preferido dos chefs? A resposta está no cuidadoso processo de elaboração do doce, que, quando nascido nesse país europeu, tem um tratamento diferente desde a escolha dos grãos de cacau. A chocolatier Talita Avelino, que usa o ingrediente em todos produtos à venda no seu ateliê (Av. Mário Ypiranga, 1.506, em frente ao Hospital 28 de Agosto), explica.

“O chocolate belga passa por um processo de conchagem que dura de 2 a 3 dias, fazendo com que ele tenha uma textura mais fina e aveludada na boca”, afirma. O processo de conchagem é um dos passos principais na fabricação do chocolate, no qual a manteiga de cacau é dispersada uniformemente e o produto é moído até atingir o ponto ideal.

Talita aponta ainda outra diferença em relação aos chocolates de demais nacionalidades. “A legislação brasileira permite que os fabricantes coloquem a gordura hidrogenada no chocolate. Isso barateia bastante o custo. Já o belga não usa isso. O chocolate nacional não é ruim, não o descarto, mas com ele a gente não tem toda essa explosão de sabor do belga”, diz.

Sabores mil

No supermercado Pátio Gourmet (acesso pelas avenidas Djalma Batista ou Constantino Nery, ao lado do Parque dos Bilhares) é possível encontrar não apenas tortas feitas com esse famoso chocolate, como também degustar bombons vindos direto da Bélgica. O chef da pâtisserie Reginaldo Soares conta que a confeitaria do local chega a produzir diariamente uma média de 20 tortas feitas com chocolate belga por dia - e a saída é grande. Não é à toa.

“É um chocolate mais suave e bem concentrado em cacau”, diz. Soares, assim como Talita Avelino, é fã da marca belga Callebout. “A Callebout tem sabores diferenciados de chocolate, como laranja, limão, caramelo. Em cima disso, a gente desenvolveu algumas tortas como a de Gianduia e o Ganache de Morango”, conta. “Esse é o único chocolate com tanta variedade de sabores”. Como resistir?

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