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Sociedade Vegetariana Brasileira propõe o desafio de ficar, durante 21 dias, sem comer carne

Campanha pegou força depois da declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a carne vermelha tem relação direta com o câncer 31/10/2015 às 16:39
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O participante da campanha estará ajudando a economizar quase 48 mil litros de água ao fim do desafio
Loyana Camelo Manaus (AM)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez esta semana uma afirmação que muitos já sabiam; outros desconfiavam. Agora não dá mais para ignorar: carne vermelha, assim como diversos derivados seus, têm correlação direta com o câncer. O burburinho foi imenso nas redes sociais da web, onde houve  divisão de opiniões, e entre revoltados e aliviados, muitas dúvidas sobre por onde começar para parar de consumir estes “novos” violões. E então, nunca a campanha #21DiasSemCarne esteve tão atual.

Promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira, a campanha visa incentivar as pessoas a enxergarem todos os benefícios envolvidos em parar de comer carne. Não apenas em uma esfera pessoal, ou seja, ligada à saúde de cada um. A proposta vai além: durante os 21 dias do desafio, o participante estará ajudando a economizar quase  48 mil litros de água (equivalente a mais de 1 ano de banhos diários), 420 kg de grãos, 56m² de floresta desmatada e 189 kg de CO2. Ou seja, durante uma crise hídrica que acomete várias partes do Brasil, hoje são consumidos mais de 15 mil litros de água para produzir cada Kg de carne bovina.

Para participar da campanha, a pessoa deve se cadastrar seu e-mail no site (desafio21diassemcarne.com/) e passará a receber durante os 21 dias (e nada além disso) textos sobre o impacto da pecuária nos animais, informações sobre nutrientes dos vegetais, dicas de nutricionistas, sugestões de receitas, filmes e textos sobre o tema. As hashtags da campanha têm fortalecido ainda mais o elo entre vegetarianos, veganos e quem está ainda na luta para participar de um desses grupos.

Desafio aceito

Em busca de alcançar um grande número de adeptos, figuras populares show bizz  foram desafiadas a ficarem #21DiasSemCarne. O primeiro famoso a aceitar foi o músico Junior Lima, que sempre comeu carne vermelha mas passou a prestar  mais de atenção na sua dieta que passou a se relacionar com a modelo vegetariana Mônica Benini - hoje sua esposa. Ele fez o desafio de 5 a 25 de outubro.

“Sempre comi carne. Depois que comecei a namorar a Monica, comecei a consumir a proteína animal de maneira mais consciente. Como ela é vegetariana me envolvi mais com essa filosofia e hoje a quantidade de carne da minha dieta é bem mais reduzida”, comentou o ator em entrevista à reportagem. “Hoje as opções de substituição são infinitas, então,  consegui seguir com o desafio e me manter na linha tranquilamente”.

Junior conta que a SVB disponibilizou um chef para lhe ajudar a variar as opções de prato, mostrando que é possível seguir  com a reeducação mesmo depois do desafio. “Estou me sentindo mais disposto”, disse, sobre os reflexos da mudança. Questionado se vai conseguir tirar a carne do seu cardápio, o músico diz que certamente vai tentar. “Acho que tudo na vida é um equilíbrio e, no mínimo, vou reduzir drasticamente a quantidade de carne”.

Depois de Junior, já toparam desafio os atores Caio Paduan, Giovanna Lancellotti, Julia Konrad e a ex-BBB Vanessa Mesquita. A campanha #21DiasSemCarne segue com forte apelo publicitário até o fim do ano, no entanto, a proposta da  Sociedade Vegetariana Brasileira é permanente.

Três perguntas

Mônica Buava, gerente de campanhas da Sociedade Vegetariana Brasileira 

Por que 21 dias?

Alguns estudos que mostram que quando você faz certa atividade durante 21 dias, ela se torna um hábito. A ideia é que as pessoas usem esses 21 dias para mudar seus hábitos alimentares.

Existe alguma dica para ajudar quem está no desafio?

A melhor substituição da proteína animal pela vegetal é consumir leguminosas -  feijão carioca, preto, azul, branco, grão de bico, lentilha.

Como a SVB recebeu a constatação da OMS?

Não foi nenhuma surpresa para nós. Inclusive a [Universidade] Harvard já havia apontado que as doenças que mais matam estão relacionadas ao consumo de produtos de origem animal. Então, ou se aprende pelo amor ou pela dor.

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