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Solo de dança ‘Entre Terra’ é apresentado neste final de semana em Manaus

A intérprete Elisa Schmidt apresenta nesta sexta-feira (12) e sábado (13), no Teatro do Sesc, solo que flerta com a performance e as artes visuais 10/09/2014 às 14:03
Show 1
Trabalho traz como referências as técnicas do performer Olivier De Sagazan, radicado na França
ROSIEL MENDONÇA ---

Nesta sexta e sábado, a intérprete catarinense Elisa Schmidt apresenta, no Teatro do Sesc Centro (rua Henrique Martins), às 20h, o solo de dança “Entre Terra”, contemplado nos editais Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna 2012 e Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. O trabalho estreou no ano passado, em Florianópolis, e Manaus é a primeira parada de uma circulação pela Região Norte, que incluirá as cidades de Palmas, Boa Vista, Belém e Porto Velho. As apresentações são gratuitas.

Em cada cidade, Elisa também vai ministrar uma oficina que explora as possibilidades de interseção entre a dança, a performance, as artes visuais e o teatro. As “experiências em desfiguração” que a artista propõe acontecem pelo contato da argila com o corpo e o rosto dos participantes. “A desfiguração desestabiliza a figura padrão do cidadão para fazê-lo experimentar outras percepções e sentidos, como o tato”, explica Elisa. Estão disponíveis 10 vagas para a atividade, e os interessados devem enviar inscrições com carta de intenções para o e-mail entreterra@gmail.com.

SOLO

Ao lado da tinta e do pó, a argila também aparece como elemento principal do que Elisa apresenta no palco com “Entre Terra”. Fazendo uso dessas matérias-primas, a performer dá novas texturas e formas para o próprio rosto e corpo, que passam a expressar uma reflexão política sobre a violência social.

As pesquisas sobre as relações entre dança e desfiguração começaram em 2009, quando ela se deparou com as obras e a técnica do artista e performer Olivier De Sagazan, radicado na França. Segundo a catarinense, “Entre Terra” é um trabalho contemporâneo que extrapola os limites do que é a dança tradicional, com suas coreografias bem marcadas.

“A argila é um elemento plástico que uso como estratégia para desfigurar o rosto, que é uma marca da nossa identidade. Quando desfiguro essa parte do corpo, estou procurando outras formas de mim que não sejam uma identidade petrificada pelo cotidiano”, explica.

Quanto à reflexão sobre as violências sociais, Elisa diz que essa é uma crítica que não se dá de forma tão literal no trabalho, e mais por via das sensações. “Ele é uma constante mutação de formas, e as cenas podem remeter a muitas coisas, de acordo com o que o espectador estiver sentindo na hora. É mais uma pergunta do que uma resposta pronta”.

Para a artista, “Entre Terra” surge como um questionamento sobre o cotidiano, que muitas vezes nos leva a uma burocratização das sensações. “A proposta é quebrar a normose do dia a dia, com suas ideias massificadas de corpo, beleza e capital, que aparece como ditador da verdade”.

Serviço

O quê Solo “Entre Terra”

Onde Teatro do Sesc Centro, rua Henrique Martins

Quando Dias 12 e 13, às 20h

Quanto Gratuitoo quê Oficina “Experiência em Desfiguração”

Onde Teatro do Sesc Centro, rua Henrique Martins

Quando Dias 12 e 13, às 12hquanto Gratuito

Serviço

Concepção Elisa Schmidtintérprete-criadora Elisa Schmidt

Produção Sarah Puschsonoplastia Taro Löcherbach

Cenário Clara Fernandes

Iluminação Ivo Godois

Fotógrafo Eneléo Alcides

Apoio Cenarium Escola de Dança

Pesquisa compartilhada Ghel Nikaido, Olivier De Sagazan e Roberto Gorgati

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