Publicidade
Entretenimento
ARTES CÊNICAS

Solo de dança 'Recolon' inicia temporada de ensaios abertos em Manaus

Espetáculo vai abordar a desfiguração sofrida pelo ribeirinho por conta das ações das hidrelétricas construídas em Rondônia 09/06/2016 às 14:10
Show gilca lobo e leonardo scantbelruy
Foto: César Nogueira
acritica.com Manaus (AM)

O espetáculo solo de dança "Recolon", do artista Leonardo Scantbelruy, terá um ensaio aberto nesta sexta-feira, 10 de julho, a partir de 12:15, no Espaço Artrupe, antigo Lugar Uma de Artes, localizado na avenida Joaquim Nabuco, 1436, Centro. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana 2014, o projeto prevê a execução de uma série de ensaios abertos durante o processo de montagem, uma oficina e uma temporada de apresentações em Manaus, além de duas apresentações em Porto Velho e duas em Florianópolis.

A inquietação que originou a pesquisa surgiu da observação da cidade de Porto Velho, que foi assolada pelo caos das instalações do complexo de usinas hidrelétricas do Rio Madeira. As construções afetaram negativamente diversos aspectos da cidade e região, gerando assim um desconforto que serviu de estímulo para o início do processo criativo, que dentre outros assuntos fala sobre a desfiguração sofrida pelo ribeirinho por conta das ações das hidrelétricas.

Scantbelruy não sabe dizer ao certo quando o projeto teve início, mas ele ganhou forma de maneira mais concreta a partir de uma oficina ministrada pela coreógrafa catarinense Elisa Schmidt: “Posterior às referidas vivências, já em Manaus, participei de uma oficina intitulada 'Experiência em Desfiguração', ministrada por Elisa Schmidt (Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013). Por meio do diálogo ocasionado pela oficina obtive subsídio criativo para impulsionar Recolon, que na época não era sequer batizado. A alusão entre os sujeitos desfigurados, assolados e sem identidade com a técnica da transfiguração, proposta por Elisa, me oportunizou um vínculo entre as observações de campo e a partitura cênica que eu visava transpor para o corpo”, explica o dançarino.

Schmidt então se tornou interlocutora do processo, e passou a receber semanalmente material gravado sobre os ensaios e experimentos. Ainda em 2014 a coreógrafa de Porto Velho Gilca Lobo ingressou no processo, passando a contribuir com sua pesquisa acerca do corpo ribeirinho. Com experiência na cena da dança rondoniense, Lobo chegou em Manaus no último domingo, e permanece na capital amazonense até sábado.

Após o ensaio aberto o trabalho permanecerá na fase de ensaios. A segunda fase do projeto iniciará com a interlocução de Elisa Schmidt, em Santa Catarina, que acontecerá no final de julho. O trabalho será apresentado em Porto Velho, nos dias 12 e 13 de agosto. Ainda não foram definidas as datas das apresentações em Manaus.

* Com informações da assessoria de imprensa

Publicidade
Publicidade