Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Vida

Sorveteria Glacial completa quarenta anos de história

Com muito bom humor, a empresária Palmira Loio contou que ao chegar à Manaus, vinda de Lisboa, se deparou com esse clima quente, frutas maravilhosas, regionais, e não dava para fazer outra coisa além de um bom sorvete



1.jpg A empresária Palmira Loilo, em uma das lojas da rede em Manaus. Novos sabores e filiais na capital estão entre as novidades
14/05/2013 às 09:37

Os sabores regionais da sorveteria Glacial estão presentes da vida e no paladar do público amazonense há 40 anos. Em comemoração ao aniversário da rede, a proprietária e fundadora da marca Palmira Loio abriu as portas da fábrica, situada na rua Major Gabriel, Centro. À reportagem de A CRÍTICA, ela falou sobre a criação da sorveteria, o primeiro sorvete, projetos futuros, entre outras curiosidades.

Com muito bom humor, a empresária contou que ao chegar à Manaus, vinda de Lisboa, se deparou com esse clima quente, frutas maravilhosas, regionais, e não dava para fazer outra coisa além de um bom sorvete.

“Meu marido, Antonio da Silveira e Silva, e seu irmão eram sócios num bar chamado Castelo Viana, que ficava na esquina da Getúlio Vargas com a Lauro Cavalcante. Os dois, com o meu sogro, já produziam sorvetes e picolés em máquinas rudimentares. Então, quando desfizeram a sociedade, o meu marido ficou com os sorvetes e o irmão com o bar. Em uma das viagens para Portugal com o meu marido e dois filhos, ainda pequeninos, um amigo espanhol nos levou a uma fábrica de máquinas de sorvete e lá adquirimos uma máquina italiana, uma Carpigiani, que temos até hoje, e começamos a produzir”, disse Palmira, que pretende expor o aparelho  em uma das dez lojas.

Começo

No início, durante cinco anos, a Glacial só fornecia para fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM), como Gradiente, Sharp, entre outras. No entanto, o “caminho” da sorveteria mudou após Palmira conversar com alguns funcionários do PIM.

“Eles perguntavam por que não vendíamos (como sorveteria), já que tínhamos tantos pontos comerciais na Getúlio Vargas. Aí lembrei que tínhamos um ponto que estava alugado para uma ótica, na esquina da Getúlio Vargas com a Lauro Cavalcante. Quando o contrato acabou, falei para o meu marido que não iríamos renovar e que ali iríamos abrir uma sorveteria. Até então só produzíamos para o atacado”, lembrou a empresária.

Primeira loja

A criação da sorveteria foi um sucesso, muitos alunos do cursinho Einstein e os frequentadores do cinema Politeama faziam grandes filas para provar os sabores regionais da Glacial. Aliás, esses foram os primeiros criados pela marca, como, por exemplo, o de cupuaçu – detalhe: Palmira disse que cortou muito cupuaçu na tesoura.

“Nas sessões do cinema Politeama, as crianças ficavam agoniadas na fila (do sorvete), porque os filmes iam começar. Desde dali, eu vi que nós tínhamos tudo para ter sucesso, mas o nosso sucesso vem também do nosso trabalho, do nosso esforço de produzir um bom sorvete”.

Preferências

E falando nos sabores da Glacial, cerca de quarenta, a maioria deles foram criados por Antonio da Silveira e Silva, conforme contou Tereza Loilo, filha de Palmira e Antonio, também à frente da empresa.

“Ele fez pesquisa com sabores que deram certo e não deram, como, por exemplo, o sorvete de manga. Acreditamos que não deu certo pela lenda de que manga misturada com leite faça mal à saúde”. Os mais vendidos são creme de cupuaçu, seguido pelo de cupuaçu, além de açaí, tapioca, sonho de valsa, entre outros.

O processo de pesquisa da sorveteria não acaba. Em outubro, no Dia das Crianças, a marca lançará o sabor algodão doce. “Isso é algo que não era nem para ser falado, pois estamos ainda em fase de pesquisa, mas, sim, queremos lançá-lo em outubro”. A sorveteria também busca proporcionar conforto aos seus clientes e, em breve, irá apresentar duas novas lojas.



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