Domingo, 22 de Setembro de 2019
Vida

'Strip Solidão': curta-metragem revive mito das Amazonas

Os selecionados receberão um retorno da produção, que marcará data e horário para a realização dos testes, a serem feitos na Casa de Cinema do Amazonas, localizada na rua Ferreira Pena, 145, Centro, nos dias 14, 15 e 16 de março



1.jpg O filme “Strip Solidão” é uma livre transposição do mito das Amazonas para os dias atuais. Na trama, as mitológicas guerreiras são simbolizadas pelas prostitutas que habitam as boates da área portuária de Manaus
05/03/2013 às 09:48

Vencedora do concurso de roteiros do 9° Amazonas Film Festival (AFF), a realizadora de audiovisual Flávia Abtibol iniciará o processo de desenvolvimento do seu curta-metragem, intitulado “Strip Solidão”, pela seleção do elenco. Para participar, os interessados devem preencher uma pequena ficha que estará disponível no endereço eletrônico blogdestripsolidao.blogspot. com e na página no Facebook “Strip Solidão”. Depois disso, até o dia 12 de março, é necessário encaminhar o material para o e-mail contato.stripsolidao@gmail.com, contendo uma foto de rosto e outra de corpo inteiro.

Os selecionados receberão um retorno da produção, que marcará data e horário para a realização dos testes, a serem feitos na Casa de Cinema do Amazonas, localizada na rua Ferreira Pena, 145, Centro, nos dias 14, 15 e 16 de março.

História

O filme “Strip Solidão” é uma livre transposição do mito das Amazonas para os dias atuais. Na trama, as mitológicas guerreiras são simbolizadas pelas prostitutas que habitam as boates da área portuária de Manaus, local habitado por uma atmosfera ora grotesca, ora bela, e por uma dilacerante solidão.

“A trama, pontuada por esperança e desilusão, tem como personagens principais a prostituta Luana, o marítimo Téo e um cineasta estreante. Juntos, os três personagens simbolizam a gênese do mito das Amazonas: Luana é a própria guerreira, o marítimo Téo simboliza o navegador espanhol Francisco de Orellana e o cineasta representa Frei Gaspar de Carvajal, responsável pelo relato de viagem que deu origem ao mito que perdura até hoje”, contou Flávia Abtibol, que assina o roteiro, a direção e a produção executiva.

Este é o primeiro curta de uma trilogia que a jornalista pretende desenvolver, intitulada “Tríade do Descobrimento”. Este primeiro irá enfocar a história sob a ótica da prostituta, o segundo será a versão do marítimo, e o terceiro será o relato contado pelas lentes do cineasta. Cada película terá até 15 minutos de duração.

Estreia

“Este é o meu primeiro filme de ficção, e marca o meu início de interesse por tramas ficcionais, de entender como elas são capazes de construir universos que estão perdidos na nossa vida, nas cidades, nas ruas... Universos que ficam num limbo causado pela vista cansada do dia a dia, pelo vaivém das cidades, nas idas e vindas das pessoas”, informou Flávia.

As cenas serão gravadas no interior de uma boate de strip tease de Manaus. A previsão é que as filmagens iniciem no final do próximo mês. Segundo a idealizadora, a equipe está estreitando parcerias com alguns proprietários que, de antemão, mostraram-se bem “dispostos em contribuir com a cultura amazonense”.

Equipe concentrada

Segundo Flávia Abtibol, responsável pelo curta-metragem “Strip Solidão”, alguns arranjos de produção já foram sendo discutidos desde o dia seguinte à premiação no Amazonas Film Festival (AFF), como locações, figurino e a própria composição da equipe. Os trabalhos, porém, só começaram a ser realizados efetivamente na semana passada, quando ela começou a reunir os integrantes da equipe que moram em Manaus e a estreitar a relação com os demais profissionais que moram em outros Estados.

“A equipe do filme está quase toda formada. São profissionais bem heterogêneos, entre estreantes e profissionais já conhecidos do mercado cinematográfico brasileiro, como o diretor de som Márcio Câmara, de filmes como “Deus é brasileiro” e “Elvis e Madona”, e o diretor de fotografia Emerson Bueno, do filme “400 contra 1”.

Apoio

A direção de arte será assinada pela artista visual e professora do Departamento de Artes da Ufam, Kasmin Carnevali. A produção será de Jalna Gordiano. A produção de elenco está sob a coordenação da atriz Mariana Baldoino, e a preparação dos atores ficará com o professor Luiz Carlos Martins.



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