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Sucesso de grandes executivos centra-se no balanço entre intelectualidade e personalidade

Ainda de acordo com Moisés, as corporações cada vez mais atentam para os aspectos da personalidades de profissionais, que precisam unir, além de conhecimento sobre sua área, as habilidades interpessoais com os demais integrantes do mesmo âmbito de trabalho 01/02/2013 às 12:15
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Sucesso de executivos consiste em equilíbrio de fatores intelectuais e emocionais
Laynna Feitoza Manaus, AM

A sociedade organizacional cada vez mais exige que homens e mulheres tenham a capacidade de serem líderes no mundo e líderes de si mesmos. Estratégias e determinação são as chaves principais para a obtenção de sucesso nos negócios. E essas escolhas que permeiam o mundo empresarial são executadas, atualmente, por CEO’s, que, em outras palavras, são os principais executivos das instituições.

De acordo com, Moisés Fry Sznifer, especialista em estratégia, professor dos programas de mestrado e doutorado da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor visitante da UC Berkeley, nos Estados Unidos, a primeira pessoa a ser designada como CEO, que é o acrônomo de Chief Executive Officer foi o inglês Henry Dunster, em 1650.

“Henry era um inglês estabelecido nos EUA e convidado a ser presidente da primeira corporação americana, a Harvard Corporation. Embora na época ainda não existisse, de fato, a sigla “CEO”, ele é considerado o primeiro profissional a ocupar esta função. No Brasil, muitas empresas utilizam o termo Presidente ou Diretor Geral para este cargo, que, em uma explicação rasa, pode ser entendido como o principal executivo de uma empresa, ao qual todos os demais prestam contas”, explicou o especialista.

Corporações valorizam aspectos de comportamento e personalidade

Ainda de acordo com Moisés, as corporações cada vez mais atentam para os aspectos da personalidades de profissionais, que precisam unir, além de conhecimento sobre sua área, as habilidades interpessoais com os demais integrantes do mesmo âmbito de trabalho.

“Muito por conta do que foi praticado durante décadas nas escolas de administração, ainda há o resquício nas corporações de privilegiar o racional e deixar à míngua o emocional. Todavia, as universidades, estimuladas pelos novos conhecimentos da neurociência, estão começando a entender que o que sentimos tem tanta relevância quanto o que pensamos. A tendência que começa a ser seguida faz com que a formação e a metodologia de um profissional não estejam mais em questão. Elas são pressupostas”, assegurou o professor.

Moisés explica o porquê do lado comportamental dos profissionais ser considerado muito mais atualmente: “O empregador não questiona o que é sabido sobre finanças e economia ou quais as habilidades para se resolver problemas técnicos. Ele escolhe as pessoas que estão mais habilitadas a lidar com a inteligência emocional, as atitudes e o trabalho em grupo, fatores fundamentais para a qualificação de um possível líder. Essa evolução no processo de formação faz com que os novos gestores tratem e sejam tratados como sujeitos, e não mais objetos, como ainda ocorre em várias organizações”, disse.

Isso também envolve a premissa de que o CEO precisa saber conviver com seus afetos e emoções enquanto administra a empresa, e buscar ser tratado e tratar como sujeito. “Ao valorizar demasiadamente a técnica, a organização passa a agir de acordo com a máxima de René Descartes, “Penso, logo existo”. O que os altos executivos têm de entender é que esse conceito está ultrapassado. Para o neurocirurgião americano Antonio Damásio, o certo é "Sinto, logo penso". Digo isto, pois o filósofo francês defendia a objetividade e a racionalidade no ser humano, sem valorizar os sentimentos e a subjetividade presentes em cada um. Contudo, o que ele deixou de propagar – e anos depois foi comprovado – é que, antes de pensar, temos emoções, que, necessariamente, são inconscientes. O que vemos, sentimos, ouvimos e gostamos se manifesta em nosso corpo antes mesmo de nos darmos conta”, confirmou o doutor.

Ideal é planejar o futuro, e não só se perder no passado

O erro mais comum no universo dos CEO’s, conforme Sznifer, é a confusão feita entre a diferenciação de plano de negócio para estratégia. Plano de negócio consiste apenas em fazer um apanhado se situações do passado, enquanto que a estratégia vai além, e busca já trabalhar com as perspectivas de futuro.

“Esse modo errado de se trabalhar ainda está muito presente nas empresas, as quais têm muitas dificuldades para entender que estratégia é a criação do futuro, a geração de uma situação diferente para surpreender o cliente e vencer a concorrência no mercado. As companhias que ainda estão centradas na prática da gestão baseada puramente em livros e planilhas podem se tornar reféns do egocentrismo e da esquizofrenia do CEO e estar fadadas à falência”, certificou.

O planejamento é melhor do que os resultados, que devem ser apenas conseqüência de bons planos

E para que o sucesso seja garantido, a preocupação deve centrar-se mais no balanço dos modos de raciocinar e atuar, o que é, conforme Moisés, muito mais válido do que os resultados em si.

“É preciso deixar de lado o “by the book” e lembrar: são os indivíduos que constroem as empresas e o mundo. Para se adequar a essa nova tendência, o profissional deve buscar constantemente o desenvolvimento da capacidade de sentir, criar, evoluir, inovar, para não se tornar obsoleto em relação aos concorrentes. Seguindo três passos primordiais, certamente, ele terá um avanço quase que imediato: conheça a si mesmo; saiba cuidar dessa pessoa que você é e conhece; e respeite sua emoção e seu sentimento, para que não fique só restrito à razão”, finalizou.


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