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Sucesso de público, 'Porão do Alemão' comemora 18 anos dedicados ao rock

Em quase duas décadas, o 'templo do rock' da capital nunca fechou as portas - nem mesmo para reforma. Proprietários da casa de show contam sobre a transformação do local e os planos para o futuro 12/07/2016 às 22:11 - Atualizado em 12/07/2016 às 22:44
Show porao
Porão é considerado o 'templo do rock' entre os manauaras (Foto: Arquivo Pessoal)
Lídia Ferreira Manaus (AM)

É exatamente no Dia Mundial do Rock a data de aniversário do Porão do Alemão, umas das casas invictas da cidade: são 18 anos sem nunca ter fechado as portas, nem mesmo para reforma. A maioridade traz mudanças para qualquer um, inclusive para o templo do rock em Manaus que transformou-se, mas conserva boas tradições.

Quem está há um bom tempo sem ir ao lugar sente um “choque” ao entrar. Não foi da noite para o dia, mas do ano passado para cá,  o status de casa de show passou a ofuscar o título de bar de rock. O lugar que abriu as portas sem palco, com música ambiente, um bar, um banheiro (feminino e masculino) e  capacidade para  300 pessoas, está diferente desde a fachada.

“Tivemos que mudar. As pessoas mudam, o ambiente muda, nos atualizamos. Mas em primeiro lugar vem o bar. Pode ter um lugar bacana, música boa, mas se a cerveja não for gelada, não rola”, fala o empresário Willian Lauschner que tem uma câmara frigorífica para 6 mil litros de cerveja.

O primeiro impacto da transformação, sem dúvida, foi a climatização do bar localizado no subsolo. “Quem descia sentia logo o ‘bafo’ de calor. E os cabelos? Eram dias lavando para tirar o mal cheiro”, relembra a esposa de Willian, Juliana, que também conduz a casa com a ajuda de Edi Pimentel e Isaías Marques, integrantes da família “porônica”  desde 1998, além de 45 funcionários. A entrada é outro ponto. A escada se tornou menor, ao ser divida em duas partes e já na bilheteria é possível escolher o acesso à área VIP, com capacidade para 450 pessoas, banheiro privativo e um restaurante. “Toda a casa agora tem acesso a pessoas com deficiência”.

Na parte inferior, a pista tem capacidade para quase mil pessoas e conta com dois bares, banheiros, dois palcos – um deles ativado somente em grandes eventos. Ainda há uma área externa, também com bar e banheiro. A música é estrela, com direito a camarim. Duas bandas locais tocam por noite, de quarta a sábado, além de esporadicamente a casa receber shows “especiais” como Matanza, Jeff Scott Soto, Paul Di'anno, Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra e outros. E quem não tocou, pelo menos apareceu por lá, como integrantes do Men at work e André Matos. “O rock é a alma do Porão, todo resto são acompanhamentos”, diz Willian. “Mas o dominó continua, a brincadeira no balcão com os clientes, distribuição de bebida, a ‘Mariana’ e o ‘Inferninho’ (bebidas). Até o sino vai voltar nesta quarta”, finaliza.

Casa abre às 16h

Nesta quarta-feira (13) a casa abrirá às 16h, com promoções como o ingresso a R$ 5 até às 19h para homens e mulheres, além de mil caipirinhas por R$ 5, e 5 mil latas de cerveja por R$ 2, cada.

Serão 12 bandas na programação, divididas em dois palcos batizados com o nome dos drinques mais famosos do bar: o “Inferninho” (próximo à escada) que terá a Firewall para abrir a festa, às 17h; e o “Mariana”, que abre com a Illusion às 17h45. Os shows serão intercalados entre os palcos e cada grupo terá 45 minutos de apresentação.

Um dos destaques do lineup é a Banda de 18 anos. Os integrantes foram selecionados pelos próprios frequentadores via internet. A formação conta com os guitarristas Antônio Magalhães,da Hightower e MB-4 e Igor Barros da Critical Age; o tecladista Miguel Pinheiro, da Black Sage, a vocalista da Lótus May Satier e três integrantes da  Firewall, são eles o vocalista Rodrigo Reynolds, o baixista Rafael Bertazzo e o baterista Neto Müller. Ainda terá Rahvox, Lótus, Máfia, 00:00, Supernova, Fullgas, Monochrome, Rockaholics e Hightower.

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