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Entrevista

Sucesso de vendas, livros de Augusto Cury começam a ganhar espaço nas telonas

'O Vendedor de Sonhos' será a primeira obra do médico a virar filme, com estreia no início de dezembro no Brasil 11/09/2016 às 13:00 - Atualizado em 11/09/2016 às 15:29
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Escritor atendeu os fãs em uma sessão de autógrafos na Bienal do Livro. Crédito: Nelson Toledo/Divulgação
Natália Caplan São Paulo

Após ultrapassar 30 milhões de exemplares vendidos, em mais de 70 países, um dos maiores sucessos de Augusto Cury, 57, chegará aos cinemas. O filme inspirado na série de livros “O Vendedor de Sonhos” foi produzido pela Warner e estreará no dia 8 de dezembro. Com direção de Jayme Monjardim, o elenco tem atores já conhecidos do público, como Dan Stulbach, César Troncoso e Thiago Mendonça.

“Todos os meus livros são como um filho. Cada um dá muita alegria, uns tristeza, outros mais preocupações. Mas, todos, eu escrevi com paixão. Agora, alguns serão vertidos para o cinema, começando por ‘O Vendedor de Sonhos’. ‘O futuro da humanidade’ será lançado como filme também, mas no ano que vem. O “Petrus Logus”, que é uma espécie de Harry Potter, também virará filme. Estamos tratando com grandes produtoras”, disse.

Trilogia vendeu milhões de cópias no Brasil e em mais de 70 países

Médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor e escritor, o paulista recebeu a equipe do BEM VIVER durante a sessão de autógrafos de “Ansiedade 2”. Com 56 obras literárias lançadas, ele desenvolveu a teoria da Inteligência Multifocal, sobre o funcionamento da mente humana no processo de construção do pensamento e na formação de pensadores. Abaixo, a entrevista completa feita durante a Bienal do Livro.

Qual é a importância de trabalhar a inteligência emocional?

A humanidade está adoecendo rápido e coletivamente. Sem gestão da emoção, os ricos se tornam miseráveis, casais começam o relacionamento no céu do afeto e o terminam no inferno dos atritos, jovens sabotam sua criatividade e nos tornamos máquinas de consumir, máquinas de trabalhar e, não, seres humanos complexos e completos.

A sociedade corre riscos se continuar assim?

Uma em cada duas pessoas deve desenvolver um transtorno psiquiátrico ao longo da vida. São mais de 3 bilhões de seres humanos, metade da população de Manaus. E a minoria, talvez entre 1% ou 2%, vai se tratar. Precisamos de ferramentas preventivas, de contribuir com a humanidade para que ela seja mais inteligente, emocionalmente protegida e autora da sua própria história.

Qual é o causador dessa estatística?

Infelizmente, a educação clássica está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade doente. Bombardeia o córtex cerebral com milhões de dados sobre matemática, física, química e competências técnicas nas universidades, mas não ensina o ‘eu’, a gerenciar a ansiedade, a filtrar estímulos estressantes, a trabalhar perdas e frustrações.

Por que você decidiu focar em livros sobre isso?

Depois de ter escrito uma teoria de mais de 3 mil páginas sobre o funcionamento da mente, eu tive o desejo forte de democratizar o acesso. Ou seja, divulgar para todos os povos e todas as culturas. Foi surpreendente, hoje são quase 30 milhões de livros vendidos e 50 milhões de leitores somente no Brasil. Eu não imaginava esse alcance. É o Brasil exportando conhecimento para o mundo.

Os leitores relatam mudanças de vida com ajuda dessas obras?

Sempre. Hoje mesmo, uma professora me abraçou e disse: ‘eu era uma adolescente rebelde e agressiva; tinha 18 anos de idade quando um professor pediu para eu ler um livro seu e fazer o resumo de cada capítulo. Eu li e mudou a minha história. Hoje, eu sou não apenas professora, mas coordenadora. Eu saí do caos da agressividade, da autopunição, da baixo auto-estima para ser autora da minha própria história’.

‘Petrus Logus’ é diferente dos outros livros. Fale um pouco sobre ele.

É uma espécie de Harry Potter, só que não tem varinha mágica, nem bruxaria. É um mundo passível ou possível de acontecer. Fala sobre a destruição do planeta Terra, pelo aquecimento global, e a destruição do ‘planeta emoção’ pela irresponsabilidade em preservarmos os recursos da mente humana. Tudo que destrói o ‘planeta emoção’, consequentemente, não nos dá inteligência para preservar o planeta Terra.

O que destrói o ‘planeta emoção’ e qual mensagem você quer passar ao leitor?

Nós sofremos por antecipação, ruminamos perdas e frustrações, cobramos demais os outros, temos dificuldade em conviver com pessoas lentas e a necessidade neurótica de mudar os outros. Espero que os leitores, pais e filhos (é para jovens de 8 a 88 anos), leiam em massa. Que milhares de pessoas se tornem Petrus Logus: sejam apaixonados pela humanidade e ajudem a salvar o planeta Terra e o ‘planeta emoção’.

DESTAQUE

Adaptação do best-seller homônimo do psicoterapeuta e escritor Augusto Cury. Júlio César, um psicólogo decepcionado com a vida em geral, tenta o suicídio, mas é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o "Mestre". Uma amizade peculiar surge entre os dois e, logo, a dupla passa a tentar salvar pessoas ao apresentar um novo caminho para se viver.

*A repórter viajou a convite da Saraiva.

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