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Sucesso no exterior: entrevista com a modelo Camila Ribeiro e o bailarino Marcelo Gomes

O BEM VIVER TV fez um bate-bola exclusivo com os amazonenses que estão dando o que falar lá fora - Camila trabalha como manequim de cabine da grife Givenchy e Marcelo é o primeiro bailarino do American Ballet Theatre. 20/07/2015 às 13:41
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Camila Ribeiro é contratada da agência paulista Joy Model
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Seja nos palcos, na literatura, nas passarelas ou nos bastidores, amazonenses com as mais variadas vocações alcançaram fama e sucesso dentro e fora do Brasil e hoje são motivo de orgulho para quem acompanha suas trajetórias mesmo à distância. 

Dentre os que ganharam destaque recente na imprensa nacional estão Marcelo Gomes, primeiro bailarino do American Ballet Theatre de Nova York, e a modelo Camila Ribeiro, contratada como manequim de cabine da grife Givenchy, em Paris. Confira o bate-bola exclusivo que o BEM VIVER TV fez com ambos:

CAMILA RIBEIRO

Com residência fixa em São Paulo, a modelo transexual de 25 anos está sendo considerada a aposta do momento no mundo fashion. Apesar de ser uma new face brasileira no mercado europeu, o prestígio dela aumentou depois que foi convidada para ser manequim de cabine da Givenchy.

Como começou a sua história na moda? 

Eu saí de Manaus depois do colegial para fazer faculdade de Moda no Rio de Janeiro. Desde pequena gostei de desenhar, mas virar modelo foi uma surpresa. Eu ouvia diversos amigos da faculdade me incentivando a me arriscar nesta carreira, então procurei uma agência, a JOY Model [na qual ela está até hoje], e foi assim que tudo começou. 

Com que frequência você vê a família? Eles sempre te apoiaram?

Minha família continua morando em Manaus e costumo voltar à cidade uma vez por ano. Eles sempre me apoiaram em todas as minhas decisões, e nós temos um convívio muito bom. Meus familiares também costumam vir para São Paulo quando podem, então estamos sempre próximos.

Já fez trabalhos como modelo em Manaus?

Quando vou para Manaus é geralmente no período que estou de férias. É o lugar para poder descansar e ficar com minha família e amigos, então ainda não trabalhei na cidade.

Quando percebeu que a sua carreira estava num ponto em que você sempre sonhou?

Eu estou construindo minha carreira. Sempre mantenho os pés no chão, abraçando as oportunidades que surgem. Não crio expectativas. Vou fazendo meu trabalho e deixo tudo fluir naturalmente.

Como é o trabalho de manequim na Givenchy?

O convite aconteceu na segunda semana depois da minha chegada a Paris. O formato do trabalho é conhecido no mercado como “showroom”, que são apresentações fechadas para compradores da marca. Sobre desfiles ou campanha, é cedo para falar sobre isso, mas fico feliz por ter a oportunidade de trabalhar para uma marca tão prestigiada.

Qual a sua recordação mais forte de Manaus? Sente falta de quê?

Além da minha família e dos meus amigos, o que mais sinto falta é a comida maravilhosa da minha mãe e da cidade em si, que é onde nasci e cresci. É sempre bom voltar e me conectar com as minhas origens.

MARCELO GOMES

Iniciou os estudos em dança ainda aos cinco anos de idade. É membro do American Ballet Theatre há quase 20 anos, o bailarino iniciou recentemente a carreira como coreógrafo, tendo assinado criações para o New York City Ballet, La Scala e outros corpos artísticos. 

Como foi a sua saída de Manaus e qual a sua relação atual com a cidade?

Depois que a minha família foi para o Rio de Janeiro, fui direto para os Estados Unidos, com 13 anos de idade. Hoje tenho uma ligação maior com Manaus, porque a minha família voltou a morar na cidade e temos o compromisso de nos encontrar pelo menos duas vezes ao ano, no Natal e Ano Novo. Isso é muito bom, ainda mais que tenho uma sobrinha, a Manuela, tento ficar mais presente na vida dela. Desde que passei a visitar a cidade é sempre um prazer incrível voltar, abraçar as pessoas, aproveitar a culinária e conhecer os novos locais.

Gostaria de voltar a trabalho?

Gostaria de dançar mais vezes no Teatro Amazonas, que é um dos locais mais lindos e emocionantes onde já dancei. Mas, infelizmente, isso não é uma escolha minha. Amo dançar na minha terra e mostrar o que eu tenho feito todos esses anos fora.

Que coisas do Amazonas mais te fazem falta?

Sinto falta das pessoas, do calor (clima) e do calor humano, que só o Brasil e Manaus, em especial, têm. A comida também me faz falta. Apesar de focar em uma alimentação bem regrada, confesso que não consigo resistir à farinha ou uma farofa bem crocante! 

E que recordações gosta de compartilhar com os amigos daí?

As lindas viagens de barco pelo Rio Negro com a minha família são inesquecíveis.

Profissionalmente, você está onde sempre quis?

Precisamos sempre querer aprender e melhorar. Isso é muito importante para mim. Mas posso afirmar que atualmente estou muito feliz com a minha carreira e com meus projetos como artista.

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