Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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'Parasite' vence Palma de Ouro em Cannes; brasileiro 'Bacurau' leva Prêmio do Júri

“Bacurau”, que se passa em um pequeno povoado do sertão, dividiu a premiação com “Les Misérables”, do diretor estreante Ladj Ly, sobre violência policial



pr_mio_123_C7FE9E67-9C17-4AC4-AA89-A9640624FDBC.JPG Kleber Mendonça Filhe e Juliano Dornelles, que receberam o Prêmio do Júri em Cannes, com o filme "Bacurau" 25/5/2019 REUTERS/Regis Duvignau
25/05/2019 às 16:29

O filme “Parasite”, comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, venceu a Palma de Ouro, principal prêmio do festival de Cannes, neste sábado. O brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, levou o Prêmio do Júri.

Bong, que deixou sua marca em Cannes em 2017 com “Okja”, produzido pela Netflix, colocou seu último filme na Coreia do Sul moderna.



A premiação aumenta a boa sequência no festival francês para filmes asiáticos, depois que o diretor japonês Hirokazu Kore-eda ganhou a honraria ano passado.  

“Parasite” acompanha uma família de quatro pessoas que identifica a oportunidade de trapacear uma casa rica a lhes dar empregos. Eles entram na vida da outra família, antes de as coisas começarem a dar errado. 

O brasileiro “Bacurau”, que se passa em um pequeno povoado do sertão, dividiu a premiação com “Les Misérables”, do diretor estreante Ladj Ly, sobre violência policial.

O festival de Cannes deste ano também deu atenção a novatos, com um terreno excepcionalmente lotado.

“Atlantics”, história de fantasma sobre imigrantes dirigida pela franco-senegalesa Mati Diop, ganhou o segundo lugar do prêmio Grand Prix. O filme, baseado em um documentário curto seu de 2009, foi o primeiro longa-metragem de Diop.

O espanhol Antonio Banderas ganhou o prêmio de melhor ator pelo seu papel como cineasta no autobiográfico “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar -um dos filmes candidatos ao principal prêmio. 

A britânica Emily Beecham foi coroada como melhor atriz, pelo seu papel no filme “Little Joe”, de Jessica Hausner, como uma botânica que começa a ter dúvidas sobre sua última criação geneticamente modificada quando ela começa a afetar os seus entes queridos. 

*Por Sarah White - Da Reuters 


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