Domingo, 22 de Setembro de 2019
Vida

Suplementos: moderação é a palavra de ordem

Cerca de 33% dos suplementos comercializados são contaminados com substâncias proibidas, e isso pode acarretar problemas à saúde



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01/03/2013 às 10:10

Seja pelo culto ao corpo ou por uma melhor qualidade de vida, a busca pela prática de atividades físicas em nossa sociedade é cada vez mais comum e, com ela, surgem fórmulas para complementar a alimentação e assim suportar a carga de exercícios. O nutricionais Ábner Souza explica que quando bem administrados, os suplementos alimentares são importantes fontes de calorias, proteínas e vitaminas que se somam àquelas ingeridas numa alimentação balanceada, mas que se tornam perigosas se ingeridas indiscriminadamente.

“Em alguns casos, a falta do complemento pode ocasionar ao atleta a queda de rendimento, cansaço excessivo, deficiência de nutrientes, entre outros problemas. Mas quando se tornam exagerados, o consumo pode ser prejudicial, pois as funções hepática e renal podem ser afetadas, tendo em vista o grande esforço que esses órgãos iriam fazer para metabolização desses nutrientes, portanto o uso de suplementos de nutrientes e vitamínicos deve ser estritamente usado quando em prescrição de médico ou nutricionista”, orienta.

Além da quantidade, deve-se estar atento à fórmula do produto que será utilizado. A médica com prática ortomolecular Suzete Motta alerta que cerca de 33% dos suplementos comercializados são contaminados com substâncias proibidas, podendo desencadear distúrbios hormonais, psicológicos e doenças graves, como o câncer. “Lembrando que pessoas com diabetes, pressão alta, anemia e hepatite só podem fazer uso desse medicamento após avaliação médica criteriosa”, alerta a especialista.

Dosagem

Para auxiliar o profissional de saúde na prescrição do suplemento mais indicado para o paciente, exames laboratoriais podem ajudar a detectar a carência de determinadas substâncias no organismo. “Esses exames são as dosagens de vitaminas e micronutrientes em uma amostra sanguínea. Devemos considerar cada pessoa individualmente para a indicação do tempo de uso dos suplementos e/ ou vitaminas, mas geralmente os que têm uso prolongado de suplementos são os atletas de alto nível. Nós, nutricionistas, trabalhamos com o que chamamos de Dietary Reference Intakes (DRI'S), que são as recomendações de nutrientes para cada individuo de acordo com a faixa etária”, explica Ábner Souza.

Tipos

O mercado oferece uma gama de opções de suplementos alimentares. Segundo o nutricionista, entre os mais utilizados estão os repositores de água e minerais; os que são fontes de carboidratos, proteínas e aminoácidos; e os conjugados de carboidratos, proteínas e lipídios. “Esses produtos possuem inúmeros compostos que podem alterar o metabolismo do atleta, por isso, o auxílio de um nutricionista na preparação da dieta, que agirá em paralelo com os treinadores e profissionais de educação física”.

Descoberta

Pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, identificaram um novo alvo para o tratamento do adenocarcinoma ductal pancreático, que responde por mais de 95% dos casos de câncer do pâncreas. Este tipo de câncer, geralmente letal, é resistente à quimioterapia. Os pesquisadores decodificaram um processo molecular, ativo em tempo integral e que promove o crescimento acelerado de tumores do pâncreas. Os pesquisadores afirmam que esta descoberta revelou novas formas de “desativar” este processo.

Doenças raras

Dia de luta

No último dia do mês de fevereiro se celebrou o Dia Mundial de Luta contra as Doenças Raras. No Brasil, são consideradas raras as doenças que afetam uma parcela da população equivalente a um para cada dois mil indivíduos, ou seja, 0,05% dos habitantes. O fato é que embora sejam raras quando consideradas isoladamente, o conjunto e a quantidade dessas doenças são bastante signficativos.

Estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas no País são atingidas por doenças raras, o que representa 6% da população, embora esses dados não sejam precisos. No Brasil existe uma Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, e que beneficia principalmente portadores de doenças raras. Outro importante esforço no combate às doenças raras é o Programa Nacional de Triagem Neonatal, que oferece exames para diagnóstico precoce de doenças genéticas em crianças recém-nascidas. O programa atinge 86% das crianças no País e exige R$ 50 milhões de investimentos anualmente.


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