Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
CULTURA

Teatro Amazonas terá programação gratuita do Dia das Crianças neste sábado (12)

Espetáculos ‘Augusto’, às 10h, ‘O Palhaço de La Mancha’, às 17h, e ‘A Fome’, às 20h, marcam o penúltimo dia do 14º Festival de Teatro da Amazônia



Larissa_Martins_-_Foto_La_Mancha_-_Jean_Palladino_17D12CB5-E68B-4CC6-BBB6-B503CCF7732B.jpg Foto: Divulgação
12/10/2019 às 13:25

O sábado (12), dia que é de comemoração às crianças, tem dois espetáculos livres ligados à palhaçaria na programação do 14º Festival de Teatro da Amazônia, da Fetam. Às 10h, sobe ‘Augusto’ ao palco do Teatro Amazonas, do Grupo Locombia, diretamente de Roraima. Na mesma linha, às 17h, no Largo de São Sebastião, tem a Cacompanhia com ‘ O Palhaço de La Mancha’. Encerrando o dia, às 20h, no Teatro Amazonas, a gaúcha Sissi Venturin apresenta seu monólogo ‘A Fome’.

No espetáculo da manhã, o palhaço Augusto resolve acabar com a tristeza no mundo colocando um sorriso na Lua Minguante, mas, o sorriso é pego pelo Vento e logo roubado pela Morte, personagens a quem o Palhaço enfrenta para resgatar a alegria perdida. Desmistificando os valores tradicionais dos contos de fadas o palhaço Augusto encontra, como aliados, uma Bruxa que servirá de chave para ajudá-lo a recuperar o Sorriso perdido. O grupo faz uma abordagem do palhaço visto como uma personagem que transmite alegria e esperança, com história contada através do gesto, técnica de mímica, malabares, máscaras, acrobacia, mágica, manipulação de objetos e música ao vivo.



Único espetáculo a se apresentar no Largo de São Sebastião no 14º FTA, por ser teatro de rua, ‘O Palhaço de La Mancha’ foca sua história em uma cidade da Amazônia, onde existe uma trupe de palhaços, cujas almas são fartas de sonhos, formada por Pão Bolo, Caco, Numadi e Mosquita. O grupo começa a ler livros de um tal Miguel de Cervantes, tanto que se esquecem de suas atividades cotidianas e perdem o juízo, justamente no momento de tormenta de suas famílias, quando saem por aí como artistas de rua contando a história do Palhaço de La Mancha.

 

À noite, às 20h, no Teatro Amazonas, a coisa fica mais séria com o monólogo da Cia. Espaço em Branco, de Porto Alegre (RS), cujo tom confidencial busca proporcionar uma experiência sensorial e poética entre artista e público, dá sequência à pesquisa da companhia: utilizar processos colaborativos que dialoguem com a criatividade do espectador, resultando numa performance-limite entre ritual e cyber. Com direção de João de Ricardo, a personagem interpretada por Sissi Venturin, também dramaturga do espetáculo, revela uma fome voraz e sexual que incorpora mitologias e críticas a respeito da feminilidade, num relato ao mesmo tempo irônico, absurdo e trágico. O espetáculo mostra esta mulher sem nome nem espaço que se dilata guiada por uma chama primitiva e implacável. Pelos dentes, irá descobrir a forma mais intensa de consumir o amor, o outro e sua sombra.

Festival

No sábado (12) e domingo (13), no Ateliê 23, acontecerá o projeto OUVE, com proposta de intercâmbio entre artistas locais e os que estão visitando a cidade para o festival com um apanhado de canções que embalam os espetáculos da Cia. Ateliê 23, nos últimos seis anos. Ocorre um ciclo de debates dos espetáculos participantes do festival, todos os dias, até 13 de outubro, sempre às 11h30, com mediação de Márcio Braz e Francis Madson, também no Ateliê 23.

O festival é uma realização da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam), com apoio cultural do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), e Cenart. A programação é inteiramente gratuita. Mais informações pelos números de Whatsap (92) 99331-7090 e 98430-2531.

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