Publicidade
Entretenimento
VIDA DIGITAL

'Tecnologia do bem' e bom uso de aplicativos são temas de debate nesta quinta-feira (28)

Próxima edição do “Fazer vs. Falar” acontece no Auditório 3 do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), com acesso gratuito, e terá a participação do especialista em UX James Italiano 26/04/2016 às 12:06 - Atualizado em 26/04/2016 às 12:07
Show ipad 820272
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

A tecnologia como ferramenta do bem coletivo. Esse é o tema do próximo bate-papo da série “Fazer vs. Falar”, que será realizado pelo empreendimento social Livre Cultura nesta quinta-feira, dia 28, no Auditório 3 do Instituto Federal do Amazonas. Voltada para publicitários, designers, desenvolvedores web e interessados no assunto, a atividade será conduzida pelo professor e especialista em User Experience Design, James Italiano, e terá acesso gratuito. Inscrições pelo site www.sympla.com.br/livrecultura.

Para a organizadora do encontro, Angela Cruz, a próxima edição do “Fazer vs. Falar” é para quem busca enxergar novas possibilidades no universo dos aplicativos e do bom uso da tecnologia. “O smartphone tem causado uma revolução maior do que qualquer outro dispositivo digital. Mais do que tecnologia, o aparelho munido de internet estimula mudanças comportamentais e culturais que impactam drasticamente a vida de milhares de pessoas. Como usar essa tecnologia para o bem e não apenas para o entretenimento é um desafio”, afirma.

Segundo James Italiano, que atua há 15 anos na área, o foco da discussão será o “outro lado” da tecnologia. “Ela vai muito além da questão da produtividade porque tem um fator comportamental muito forte. Meu objetivo é mostrar como essas ferramentas podem ser usadas para o bem coletivo, ou seja, para melhorar nosso dia a dia não só como indivíduos, mas como sociedade também”.

Um exemplo é a plataforma Hemoliga, destinada a incentivar os usuários a doarem sangue e mantê-los atualizados sobre os estoques dos hemocentros espalhados pelo País, incluindo o Amazonas. O aplicativo está disponível gratuitamente para sistemas iOS e Android.

“Minha proposta é não só apresentar essas soluções, mas de repente incentivar as pessoas a criarem suas próprias iniciativas. Para fazer um app hoje em dia, por exemplo, é preciso um programador e um designer”, acrescenta Italiano.

Excessos

James também pretende abordar o lado comportamental da nossa interação com as tecnologias. Segundo ele, ao mesmo tempo em que assistimos ao nascimento de uma geração que já nasce “conectada” a tablets e celulares, também nos vemos diante do problema do excesso de informação.

“Há 20 anos tínhamos um problema de informação escassa e concentrada no Brasil, mas na última década tem acontecido o contrário. A questão é que o excesso está causando desinformação, porque temos muita informação disponível mas não sabemos o que é verdade ou mentira e qual fonte é confiável”.

Para o especialista, esse também pode ser visto como um momento de transição. “Na medida em que surgem curadorias e pessoas que tentam organizar esse conteúdo segundo alguns critérios, o excesso tende a se tornar menos nocivo”, opina ele, que também critica o fato de a tecnologia aproximar quem está longe e distanciar quem está perto.

Publicidade
Publicidade