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Tecnologia na dose certa pode ser aliada no aprendizado infantil

O equilíbrio na relação de interação das crianças com a tecnologia pode surpreender como aliado no processo educativo 21/03/2015 às 18:37
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Jennifer Lopez com seus filhos Emme e Max durante o “Sunday Funday”: as crianças usam tablets, videogames ou laptops apenas no domingo.
Loyana Camelo Manaus, AM

A atriz e cantora Jennifer Lopez declarou recentemente que seus filhos apenas usam iPads, videogames ou qualquer aparato tecnológico voltado para a diversão durante o fim de semana. Mais precisamente, o domingo, que ela apelidou de “Sunday Funday” (algo como “domingo de diversão”). J. Lo engrossa a fila de pais que “marcam de perto” a interação de sua prole com a tecnologia, por acreditarem que os malefícios da prática superam os benefícios. O equilíbrio nessa relação, no entanto, pode surpreender como aliado no processo educativo.

 Quando usados de forma organizada e orientada, os aparatos são grandes auxiliares no aprendizado durante a infância. De acordo com a assessora de tecnologia educacional do Centro Literatus (CEL), Amanda Cunha, as tecnologias ajudam a exercitar e complementar o conteúdo visto em sala de aula. Ela ressalta os pontos positivos desses instrumentos de comunicação e entretenimento aplicados, por exemplo, no exercício de atividades concretas.

 “O uso desses equipamentos, especialmente em atividades lúdicas, é um fator determinante para o desenvolvimento infantil. A professora trabalha com os alunos em sala de aula as formas geométricas, mostrando triângulos e círculos para que eles tenham o primeiro contato e percebam do que se trata. Após isso, a educadora pode realizar atividades práticas no computador, tablet e outros aparelhos, reforçando o conteúdo visto”, orienta Amanda.A assessora de tecnologia educacional, porém, faz algumas ressalvas: os problemas se tornam os mesmos de outros tempos.

“Antigamente, a criança passava o dia em frente à televisão e deixava de trabalhar outras atividades e habilidades. Da mesma forma, uma criança que passa o dia em contato apenas com ferramentas tecnológicas, deixa de realizar atividades físicas e motoras. Tudo depende da organização familiar, de quanto tempo os pais permitem que os filhos usem esses aparatos. É preciso ter equilíbrio”.

À moda antiga

Na casa da advogada Jacqueline Mello, seus três filhos Luísa (10), Aristarco Neto (8) e Guilherme Davi (4) se acostumaram a fazer os deveres da escola com o auxílio de um objeto praticamente esquecido pela geração de hoje: a lousa. Tem dado certo. “Eles brigam para fazer tabuada na lousa. Gostam mais dela do que do computador. Estou até pensando em comprar outra”, conta. Severa, a advogada diz que somente Luísa tem um tablet, usado por ela apenas duas horas por dia.

Quando ela faz pesquisas no computador, Jacqueline acompanha de perto. “As crianças de hoje são tão interativas, ansiosas, não brincam na rua, não sabem o que é pisar no chão. Têm problemas de saúde visual, auditiva, DDA. Então Acho que essa prática deve ser muito bem dosada. Acima de 8 anos, duas horas por dia com tecnologia está bom. Tem de ser restrito por todas essas razões”.


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