Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Vida

Tem saída: coração ruim é o que mais mata

O seminário se alinhou à política da Organização Mundial de Saúde (OMS), que desde o ano passado vem divulgando a meta de redução de 25% em 12 anos da mortalidade ligada às doenças cardiovasculares em todo o mundo. O evento ocorreu durante o 30º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro



1.jpg As doenças do coração são as mais fatais do mundo, mas tem relação com o estilo de vida do paciente
16/04/2013 às 14:41

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O seminário se alinhou à política da Organização Mundial de Saúde (OMS), que desde o ano passado vem divulgando a meta de redução de 25% em 12 anos da mortalidade ligada às doenças cardiovasculares em todo o mundo. O evento ocorreu durante o 30º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro e discutiu como o combate aos fatores de risco pode ser a principal estratégia de defesa contra as doenças cardiovasculares.
 
“A doença cardiovascular é uma doença pediátrica que tem consequências na vida adulta”, declarou a diretora presidente da World Heart Federation, Johana Ralston. Para ela, é o estilo de vida o principal responsável pelo aparecimento da patologia, considerada insidiosa, isto é, que não apresenta sintomas nas pessoas acometidas.

Ainda segundo Johana Ralston, o Brasil foi escolhido para sediar o primeiro seminário internacional da campanha “25 em 25” devido à atuação do governo brasileiro no combate a males como o tabagismo, significativamente reduzido no Brasil nos últimos anos. Também participaram do evento representantes do Ministério da Saúde do Brasil, do Mount Sinai Hospital de Nova Iorque, das faculdades de medicina das universidades federais do Rio de Janeiro e Minas Gerais e da Johnson & Johnson.

Aplicativo do coração

O vice-presidente da Johnson & Johnson, Scott Ratzan, apresentou no seminário o aplicativo “Pontuação Digital de Saúde”, que permite o cálculo do risco cardíaco de um indivíduo em poucos minutos. Com apenas sete perguntas básicas, a ferramenta calcula uma pontuação de zero a cem: quanto mais alta, menor o risco de desenvolver doenças crônicas. Além de oferecer uma série de indicadores e comportamentos médicos e de saúde, o aplicativo ajuda o usuário a entender a relação entre suas escolhas de estilo de vida e o surgimento de distúrbios. Segundo a empresa, até o fim de abril o aplicativo já estará disponível para Iphone e Android. A ideia é trabalhar para melhorar sua pontuação.

Três principais fatores de risco

Tabagismo

Segundos alguns especialistas, o tabagismo é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e câncer. Nos últimos anos, vem sendo reduzido substancialmente por meio de campanhas publicitárias, políticas públicas de governo e leis anti-tabaco em lugares fechados e propagandas de televisão.

Obesidade

Todos os esforços de combate a doenças crônicas dos últimos anos foram concentrados especialmente no tabagismo, mas a obesidade agora centraliza as atenções. Atingindo cerca de um terço dos brasileiros e um quinto dos amazonenses, a doença causa insuficiência cardíaca e propicia o colesterol alto, diabetes e hipertensão, outros importantes fatores de risco das doenças cardiovasculares.

Hipertensão e diabetes

Juntas, as duas doenças atingem mais de 20% por cento da população brasileira. As duas se manifestam de maneira insidiosa, ou seja, sem apresentar os sintomas nos primeiros anos de acometimento. Consultas regulares ao médico para controle das doenças são imprescindíveis à saúde e qualidade de vida.

 




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