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Entretenimento
Filhos consecutivos

Ter ou não ter filhos consecutivos?

Conheça as  histórias de mães que tiveram filhos consecutivos e quais as vantagens e desvantagens disso 28/01/2013 às 12:36
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A dentista Rebeca de Aquino comemora o fato de as filhas, que têm apenas um ano e três meses de diferença, serem melhores amigas
Felipe de Paula Manaus

Dois anos é o tempo ideal de espera entre um filho e outro, segundo os médicos. No entanto, às vezes acontece de o filho vir antes do planejado, quando o irmãozinho, ou irmãzinha, ainda é um bebê. Muita calma nessa hora, pois, se é verdade que o trabalho com a prole dobra, ninguém pode negar que o amor também se multiplica.

Foi assim no caso da jornalista Roberta Benoliel. Havia apenas quatro meses que ela tinha dado à luz ao segundo filho, Heitor, hoje com um ano e sete meses, quando engravidou de Linda, hoje com 10 meses. “Eu não esperava. Tinha acabado de entrar no trabalho. Falei para meu chefe que ele, se quisesse, poderia me dispensar. Ele não só me mandou ficar, como ainda falou que seria uma menina”. E não é que o chefe de Roberta acertou em cheio? “Meu sonho era ter uma menina”, diz ela, que comemora o fato de os dois filhos, por terem quase a mesma idade, serem melhores amigos.


A dentista Rebeca Simões de Aquino também teve filhos bem próximos um do outro. Ela conta que, dois dias após o seu casamento, descobriu estar grávida de sua primeira filha, Pietra hoje com três anos. “Foi um susto. Acabei de casar, já vou ser mãe?”, pensou ela que depois encarou a ideia e passou a só pensar no bebê. Só que quando Pietra nasceu, o senso feminino voltou a falar mais alto e ela, a fim de emagrecer, dispensou o anticoncepcional recomendado pelo médico. Foi o bastante. De repente, com um bebê de nove meses no colo, descobriu que estava grávida de novo. No entanto, além de uma irmã, Letícia, hoje com dois anos, também é a companhia preferida de Pietra. “Uma não vive sem a outra. Quando uma acorda, já pergunta pela irmã”, diz ela.

Interação saudável

Essa interação entre irmãos que tem idade aproximada é saudável e estimula o desenvolvimento das crianças, dizem os especialistas da área da pscicologia. Eles também aprendem a dividir melhor as coisas e tem menos tendência ao egoísmo, por vezes típico comportamento infantil.

Alerta médico

Por outro lado, os médicos alertam que o tempo de esperar (de dois anos) de um filho para o outro é ideal para a recuperação do útero, que sofre desgaste no decorrer da gravidez.

“Logo depois do nascimento, o útero ainda se encontra muito frágil. Além do mais, a prolactina, substância que a mulher libera na amamentação, seria ideal que ela preservasse justamente para essa nova gestação”, diz a obstetra Andrea Souza, do Sistema Hap Vida de Saúde. Mas se a mulher descobriu a gravidez antes do tempo recomendado pelos médicos, o ideal é procurar imediatamente um acompanhamento profissional.

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