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Ter ou não ter fios de cabelo: ser careca pode ser ruim e até bom para alguns

No dia 14 de março, data em que se comemora o dia dos carecas, portadores de alopécia androgenética (redução parcial ou total dos fios) e especialistas dividem opiniões quanto à condição de não ter fios de cabelo 14/03/2013 às 18:42
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Genética, estresse e outras patologias: ser careca pode não ser tão ruim
Laynna Feitoza Manaus, AM

Dizem que é dos carecas que elas gostam mais. Na data deles, comemorado no dia 14 de março, há alguns que recorrem a métodos para amenizar a queda dos fios e outros que até se sentem bem com a condição.

O empresário Leonardo Tapajós, 25, afirmou que começou a perder cabelo aos 18 anos. A explicação é genética: os avôs dele eram totalmente carecas e o pai era calvo. Segundo o jovem, ninguém gosta de ser careca.

“Gostar ninguém gosta. Mas procurei tratamento e tomo remédios para retardar a queda. Porém, com o estresse cotidiano fica difícil lutar contra a natureza. Algumas pessoas já me chamam por apelidos, mas não me importo”, disse o empresário.

Ainda de acordo com o empresário, a namorada dele não aceita muito a ideia. “Mas acho que o homem não deve se preocupar muito com isso. Porém, cada um reage de um jeito. As mulheres são bem vaidosas e como sempre vêem isso com um certo desgosto. Mas elas estão mais preocupadas com um homem que as trate bem e que sejam bom com elas”, afirmou.

Ser careca: nem todos odeiam, aponta dermatologista

O dermatologista Simão Pecher, Professor Titular de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), afirmou que, ao contrário do que se pensa, a idade não é um fator unicamente determinante da queda dos cabelos.

“Depende da sua condição genética nas alopécias androgenéticas. Existem doenças que fazem cair cabelos em áreas localizadas ou generalizadas. Não existe uma determinada idade para acontecer”, pontuou o médico ao acritica.com.

Segundo o especialista, além das condições genéticas familiares, as situações estressantes, o uso errado de cosméticos (shampoos, condicionadores, etc), algumas doenças, medicações para outras patologias, traumas físicos e químicos também são alguns dos fatores que influenciam na perda de cabelo.

Pecher ressaltou que a ausência dos fios não incomoda somente as mulheres. “A vaidade masculina também existe, pois não é somente as mulheres que se preocupam com seus cabelos. Na atualidade com o avanço da medicina no setor de cosméticos as pessoas de ambos os sexos buscam melhores soluções para a queda de cabelos, a fim de evitar a calvície, que acomete muito os homens, porém pode acometer as mulheres também. Somente o médico dermatologista pode orientar melhor estas pessoas”, destacou.

Mas já existem medicamentos ou métodos que atuam na prevenção da perda excessiva ou total dos fios, de acordo com Simão.

“Existem remédios de uso sistêmico e de uso local tanto na queda de cabelos no couro cabeludo (cabeça) como nas demais partes do corpo. Procedimentos vários são executados pelo dermatologista e atualmente realizamos aplicações de LASER com bons resultados quando existem bulbos na derme que ainda não estão atrofiados. Somente o dermatologista, após o diagnóstico correto da patologia apresentada pelo seu paciente está capacitado para prescrever, orientar e realizar procedimentos nas lesões cutâneas”, pontuou.

Em oposição à ideia de Leonardo, o médico revela que não são todas as pessoas que repudiam o fato de serem carecas. “Muitos homens gostam da sua careca e outros se lastimam por não ter procurado um especialista antes. Os que gostam cantam aquela famosa marchinha de carnaval, que já ouvi e ouço muitas vezes: 'É dos carecas que elas gostam mais', diverte-se o médico.

Cuidados

E para aqueles que vivem em paz com a ausência da cabeleira, Simão dá algumas dicas importantes para evitar maiores problemas além dos emocionais.

“Os calvos ou carecas devem usar protetores e bloqueadores solares na cabeça toda e não somente na face. Não esquecer de passá-los também nas áreas expostas ao sol. Lembro que estamos na região equatorial, em plena Amazônia, de clima quente e úmido, no chamado trópico úmido e que não podemos esquecer de proteger a nossa pele, tanto nas pessoas claras como morenas e até mesmo escuras, a fim de evitar futuros cânceres na pele”, finalizou Pecher.

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