Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
Vida

Terceiro maior festival de animação do mundo seleciona produção amazonense

Na semana passada, a animação 'Tá frito' foi exibida durante o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia, em Porto Velho, onde conquistou o prêmio de melhor trilha sonora



1.gif O curta de animação explora as gírias peculiares da linguagem cabocla e as paisagens amazônicas
11/06/2013 às 12:45

O curta de animação amazonense “Tá frito” é um dos 25 selecionados para a mostra não competitiva “Olho neles”, do Anima Mundi, terceiro maior festival de animação do mundo, que acontece no mês de agosto no Rio de Janeiro e São Paulo. O trabalho é uma produção feita a seis mãos pela ilustradora e publicitária Yasmin Rodrigues e os animadores Daniel Batista e Tiago Maia.

Na semana passada, a animação foi exibida durante o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia, em Porto Velho, onde conquistou o prêmio de melhor trilha sonora. Antes disso, o trabalho também levou o prêmio do júri popular no 2º Congresso de Design do Amazonas e foi selecionado para o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, que aconteceu em abril, no Rio de Janeiro.

Segundo Yasmin, a seleção para o Anima Mundi foi uma surpresa, especialmente porque a categoria “Olho neles” é nova e foi criada para reunir produções de novos talentos da animação. “São trabalhos com uma técnica diferenciada e uma linguagem audiovisual perculiar”, complementou Daniel Batista, que já havia participado do Anima Mundi em 2010, com “E agora, o que nóis ramu cumê”. Tiago também não é novato no festival: o seu “Dicas Legais - Como economizar água?” foi selecionado em 2011.

PRODUÇÃO

Apesar de o roteiro do curta ter sido finalizado por Rodrigues e Batista em 2011, a animação começou a ser produzida somente no ano passado, quando os dois se juntaram a Tiago Maia. Em três minutos e 20 segundos, “Tá frito” mostra o diálogo entre dois peixes regionais, um Pacu e um Jaraqui. “Com base em pesquisas sobre o comportamento dessas espécies na natureza, criamos personalidades para cada um, então o Jaraqui, que é um peixe mais popular, tira sarro do Pacu, um peixe mais sério”, explicou Yamsin.

Segundo ela, a história enfatiza as características regionais, mas fazendo uma abordagem diferente do meio ambiente. “Nossa proposta era dar outra cara a esse ambiente, mas sem deixar de sermos fiéis a essa realidade, aliando a estética da natureza local com o nosso traço”.

O curta explora, ainda, as gírias peculiares da linguagem cabocla. “Esse é um grande diferencial do trabalho, porque não se encontra hoje em dia animações que contemplem esses termos regionais”, complementou Daniel Batista, apontando que o principal desafio que a equipe enfrentou foi a necessidade de conciliar a produção do curta com suas rotinas profissionais.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.