Publicidade
Entretenimento
Vida

Torcedores e sócio do boi Caprichoso realizam manifestação em Parintins (AM)

Com cartazes e faixas de “Fora Márcia” e “Eleições Já” os manifestantes exigiam a realização da eleição para a escolha do novo presidente 11/08/2013 às 16:04
Show 1
Com cartazes e faixas de “Fora Márcia” e “Eleições Já” os manifestantes exigiam a realização da eleição para a escolha do novo presidente
JONAS SANTOS Parintins

Torcedores e sócios do boi Caprichoso saíram às ruas no sábado à noite (10) para protestar contra a presidente da agremiação, Márcia Baranda, que tenta se manter no cargo por meio de recurso impetrado no Tribunal de Justiça do Amazonas(TJ/AM). Em carreata os manifestantes percorreram as ruas do Centro e realizaram ato público, na travessa Cordovil, próximo ao Bumbódromo. Com cartazes e faixas de “Fora Márcia” e “Eleições Já” os manifestantes exigiam a realização da eleição para a escolha do novo presidente.

O protesto começou na praça dos bois e circulou por trechos importantes da Ilha, como o curral do Caprichoso, Zeca Xibelão; o reduto do antigo bairro do Esconde, na Francesa, onde, segundo a diretoria Roque Cid criou o bumbá e encerrou na travessa Cordovil, em frente à casa do saudoso Luiz Pereira, local que por duas décadas serviu de terreiro de curral do boi.

“É preciso que a presidente escute a voz das ruas, preste contas e entregue o cargo”, afirmou Alcinélcio Vieira, o primeiro padrinho do Caprichoso. “Queremos eleições democráticas para escolher o novo presidente”, disse a sócia Socorro Lopes.

“Este é o desejo dos sócios que realizam esta grande manifestação”, completou Heliandro Tavares, fundador da Força Azul e Branca (FAB).

No ato público os postulantes ao cargo de presidente como Afonso Piranha, Joilto Azedo, Rossy Amoedo se pronunciaram. Ao menos nove pretensos candidatos manifestam interesse de participar do pleito.

“Essa manifestação demonstra a vontade popular de que seja realizada a eleição no Caprichoso”, acentuou o ex-presidente do bumbá, Ray Viana. A presidente Márcia não fala com a imprensa sobre o assunto.

De acordo com o Estatuto da associação folclórica, a eleição deveria acontecer no dia 1º de setembro, deste ano, porém, Márcia recorreu da decisão do juiz da 3ª. Vara da Comarca de Parintins, Antônio Itamar Gonzaga, que anulou a prorrogação de seu mandato, obtido por ela em assembleia geral, até o ano de 2016. O mandato da presidente encerra no próximo mês. O Estatuto reza ainda que o mandato de presidente será de três anos, sem direito a reeleição. Os sócios ingressaram com Medida Liminar no TJ/AM a fim de seja assegurada a realização do pleito.



Publicidade
Publicidade