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Trajetória dos trinta anos da Barraca do Bixiga é contada no livro 'Barraqueiros'

Obra narra trajetória da iniciativa solidária com histórias de bastidores, curiosidades, personagens e muitas fotos  25/03/2015 às 09:52
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Combinação de solidariedade e irreverência é marca registrada da iniciativa beneficente, que agora tem sua história contada no livro “Barraqueiros – Os 30 anos da Barraca do Bixiga”
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Ela começou como uma tenda simples em meio a várias outras na Feira da Bondade, na década de 1980. Após 30 anos, a Barraca do Bixiga cresceu em todos os sentidos, ganhou notoriedade e é hoje uma das maiores colaboradoras da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Amazonas (Apae/AM). A trajetória da iniciativa solidária agora está registrada no livro “Barraqueiros – Os 30 anos da Barraca do Bixiga”, a ser lançado amanhã, às 18h, no Super Mercato.

Com texto da jornalista Leyla Leong, “Barraqueiros” reúne histórias de bastidores, curiosidades e fotografias para mostrar aos leitores um pouco do espírito irreverente da barraca solidária, sempre marcada tanto pelas brincadeiras e pela alegria de seus voluntários quanto pelo ideal do “fazer o bem sem olhar a quem”.

O livro traz ainda curiosidades – como o fato de que 1.300 quilos de produtos vinham de São Paulo para compor o recheio das pizzas, nos primeiros anos da ação – e perfis de vários personagens que ajudaram a realizar a Barraca do Bixiga ao longo de sua história. Aí se inclui gente como Dona Tereza, mãe de Cidão, que era responsável pela compra dos produtos em São Paulo, ou Jorge Grosso, DJ oficial da barraca, além dos fundadores Cid Fontana Lopez, conhecido no grupo como Cidão; Josué Indalécio, o Jô; Jurandir Gaiotto, o Jura; e Yuji Shiraiva, o “japonês que faz pizza”.

“É difícil ter um grupo de pessoas que se comprometam com esse tipo de trabalho beneficente por 30 anos. E com resultado sempre crescente”, declara Indalécio, lembrando que a Barraca do Bixiga repassou R$ 300 mil à Apae/AM no ano de 2014, dentre o valor arrecadado na Feira da Bondade e doações de empresas parceiras. Ao longo dos últimos 30 anos, a soma foi de nada menos que R$ 3 milhões.

“O fato é que nossas autoridades não estão nem aí para a Apae/AM, dando a ela apenas um valor mínimo a cada ano, e nada mais. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade da Barraca do Bixiga, pois o dinheiro que ela repassa à associação é mais esperado que o Papai Noel. É o dinheiro que consegue colocar a entidade num equilíbrio financeiro”, aponta o barraqueiro fundador.

Causa nobre

O ideal de contribuir para a vida de excepcionais e seus familiares no Amazonas foi a força que fez a Barraca do Bixiga crescer a cada ano, na visão de Indalécio. “Hoje somos um grupo de mais de cem pessoas, incluindo aí pessoal interno, que cuida das tarefas na cozinha e não aparece, mas está há 30 anos também fazendo parte da iniciativa”, declara ele. Segundo o barraqueiro, a tenda na Feira da Bondade funciona como uma empresa, com cada voluntário fazendo a sua parte para tudo acontecer. E acontece mesmo: “Esse ano foi o recorde do recorde: vendemos 700 pizzas na primeira noite. A gente não parou, foi uma pizza por minuto!”.

Como qualquer iniciativa, claro, a Barraca também é sujeita a falhas – como da vez em que faltou um ingrediente na receita. “Uma vez esqueceram dos ovos, e na hora não tinha para colocar nas pizzas. Até hoje me cobram por isso!”, conta Indalécio, que hoje se diverte com o episódio.

Falhas à parte, o barraqueiro destaca que o que fica é o reconhecimento de uma iniciativa solidária que dá certo há 30 anos: “Ano a ano conquistamos mais credibilidade, pois é algo que fazemos com amor. E um reconhecimento como é o de ter esse livro, não é todo mundo que tem, não”.

Ao todo, 300 exemplares do livro estarão à venda no lançamento de “Barraqueiros – Os 30 anos da Barraca do Bixiga”. O evento terá a presença de fundadores e voluntários que participaram da iniciativa beneficente.

Início

A Barraca do Bixiga começou como uma tenda de venda de pizzas na Feira da Bondade, em 1984. A iniciativa foi planejada por funcionários da Sharp, empresa então existente na Distrito Industrial. A opção por comidas italianas levou à adoção do nome “Bixiga”, tradicional reduto italiano em São Paulo.

SERVIÇO

O que é: Lançamento do livro “Barraqueiros – 30 anos da Barraca do Bixiga”, de Leyla Martins Leong
Onde: Super Mercato, Manaus Auto Shopping (Cidade dos Carros), avenida Djalma Batista, 2.010, Chapada
Quando: Amanhã, às 18h


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