Domingo, 19 de Maio de 2019
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Trans-Amazônia: Tiago Gambogi percorre sete estados brasileiros

Todo o percurso da viagem do performer está sendo registrado, através de fotos, textos e vídeos, no blog transamazonia.wordpress.com. Além da dupla amazonense e Swallow, o “Trans-Amazônia” também contou com a colaboração dos artistas Mônica Ribeiro, Dudude Herrmann, Luiz Carlos Garrocho, Kiko Klaus e Richard Bleasdale, entre outros



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A ideia surgiu após breve estada do performer pela região, em 2011
14/01/2013 às 08:17

“Estou percorrendo os 4.223 km da rodovia Transamazônica, com alguns desvios. Em cada cidade, realizo atividades: entrevisto pessoas, faço performances em lugares públicos e dou aulas; fiz isso em uma cidade de cada estado”. Foi desta forma que o ator e bailarino mineiro Tiago Gambogi definiu o seu projeto “Trans-Amazônia”, iniciado no último dia 30 de agosto – exatamente 40 anos depois da inauguração da terceira maior estrada do Brasil – e que, na semana passada, deu largada à sua passagem pela “terrinha”. A iniciativa é realizada com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

A ideia, que surgiu após um período do bailarino no Amazonas, em 2011, quando foi convidado pelo diretor inglês Richard Bleasdale para participar da gravação de um curta-metragem, resultará em um solo de teatro físico que tem como tema principal a relação do homem contemporâneo com os recursos naturais da Amazônia brasileira, com previsão de estreia para junho deste ano, na capital mineira. “Estou criando um espetáculo de dança e teatro que reflete essa viagem toda. Em Manaus, a proposta é de intercâmbio e parceria com dois bailarinos que encontrei aqui há um ano e meio atrás”, revelou o performer, referindo-se à intérprete, professora e pesquisadora Francis Baiardi, diretora da Contêm Dança e Cia., e ao dançarino Adam Souza, integrante do Corpo de Dança do Amazonas (CDA).

Na capital amazonense, o trio, junto à atriz, bailarina e diretora de dança e teatro inglesa Margaret Swallow – com quem Gambogi é casado há 16 anos –, ficará responsável por promover diversas performances em locais de destaques da cidade.

“Como ele é ator e bailarino, ele está fazendo uns experimentos com a gente na sala e dando todo um trabalho de aquecimento corporal e vocal. A partir daí, ele vai colher material para trabalhar nessa projeção”, comentou a diretora da Contêm Dança e Cia., grupo que, em fevereiro deste ano, realizará o seu primeiro intercâmbio internacional. “O forte do projeto é a sensibilidade do Tiago como artista, de como ele percebe o nortista, e a preocupação dele com as relações humanas, a partir dos lugares pelos quais foi passando. É muito humano o trabalho dele”, finalizou.

Todo o percurso da viagem do performer está sendo registrado, através de fotos, textos e vídeos, no blog transamazonia.wordpress.com. Além da dupla amazonense e Swallow, o “Trans-Amazônia” também contou com a colaboração dos artistas Mônica Ribeiro, Dudude Herrmann, Luiz Carlos Garrocho, Kiko Klaus e Richard Bleasdale, entre outros.

Belo Monte

Uma das experiências mais interessantes do projeto, e talvez a de maior repercussão nacional – e internacional –, foi a que Gambogi teve no município paraense de Altamira, onde se planeja construir a usina de Belo Monte. Na ocasião, o performer se utilizou do teatro, em frente à sede da companhia Norte Energia, para mostrar a morte do rio e o sofrimento dos pescadores da redondeza com a construção da usina.

A performance-protesto ocorreu quando acontecia na empresa um encontro entre representantes da construtora e pescadores locais. “A Margaret deu a ideia de colocar uma canoa no asfalto, para simbolizar a secagem do Rio Xingu depois da barragem”, comentou Gambogi, em relação à encenação que reuniu cerca de 200 pessoas.


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