Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Música

Tributo a Reginaldo Rossi no Teatro e festa no Municipal exaltam o brega nesta semana

O eterno Rei do Brega será homenageado no show da The Stone Ramos nesta sexta (3), no Teatro Amazonas, pela banda The Stone Ramos



b0101-4f.jpeg Banda The Stone Ramos é bastante influenciada por Reginaldo Rossi (Divulgação)
01/08/2018 às 14:41

Há quem diga que o brega na música tenha nascido nos prostíbulos localizados no Nordeste: eram assim classificadas as músicas que envolviam as paixões entre as meretrizes e os seus clientes. Já outros dizem que o brega era a resistência musical entre os anos de 50 e 60, onde, entre os jovens, apenas a bossa nova e o rock faziam sucesso nos bailinhos.

Com o tempo, "brega" virou antônimo de chique e alvo de muito preconceito. Até que chegaram no cenário cantores como Sidney Magal, Waldick Soriano e o grande Reginaldo Rossi, que puxaram a grande massa brasileira para o gênero. O Rei do Brega, aliás, será homenageado no show da The Stone Ramos nesta sexta (3), no Teatro Amazonas. O show será registrado e será lançado em DVD muito em breve.

Segundo o vocalista da The Stone Ramos, Frederico Ramos, há tempos a banda – cujo som é inspirado no brega dos anos 70 e 80 - planeja fazer um espetáculo bem produzido para o “Rei”. “Quem for assistir ao espetáculo vai ter a oportunidade de conhecer a transformação da música do Reginaldo Rossi”, conta ele, cujo repertório foi escolhido entre os 25 discos do cantor lançados em 45 anos de carreira – tarefa nada fácil.

Quem for ao show poderá ouvir sucessos como “Garçom”, “Leviana”, “Em Plena Lua de Mel” e “A Raposa e as Uvas”. “Vamos cantar desde a primeira música gravada por ele, chamada ‘O Pão’, onde ele estourou. E aí vamos passar por toda a fase dele na Jovem Guarda, pela fase dele no samba-rock e pela fase dele no rock, porque ele teve muito rock. Até terminarmos na fase dos bregas clássicos, que é a mais recente”, pondera Frederico. Reginaldo Rossi faleceu em 2013, de câncer no pulmão.

Ramos destaca que os arranjos das músicas foram recriados em cima dos arranjos originais. “Tem músicas dele que são simples, que levam baixo, bateria, guitarra e teclado. Incluímos um naipe de cordas, em outras músicas reconstruímos arranjos do zero”, afirma o cantor. Além dos arranjos especiais, o show terá uma cênica elaborada, com orquestra e atuação. “Vamos ter dançarinos no palco, figurino, e muito mais. Durante ‘A Raposa e As Uvas’, vamos reproduzir um baile dos anos 50 no palco, com aquele mesmo ambiente e iluminação”, adianta ele.

Melhores do ano

Os que gostam de brega, bolero e arrocha não podem perder o evento que vai acontecer hoje (1) no Clube Municipal de Manaus. Lá, será comemorada a festa “Melhores do Ano 2017-2018”, que premiará os destaques do ano passado até o período atual dentro dos gêneros citados. A festa terá os shows de Gustavo Assad, Guto Lima, Waldo César, Berg Guerra, entre outros. Ao todo, mais de 40 pessoas – entre cantores, compositores, produtores e radialistas – serão agraciados com o prêmio.

De acordo com o realizador do evento, o produtor Athayde Muller, o objetivo da festa é valorizar os artistas locais esquecidos pela cultura amazonense. “É uma forma de agradecer o que eles fazem pela gente. A premiação começa a partir das 21h. Vamos anunciar cada cantor para ir ao palco, cantar umas cinco músicas e receber o prêmio”, explica o organizador, lembrando que a festa é realizada sem o apoio de patrocinadores.

Para selecionar os melhores nomes do brega, bolero e arrocha amazonense, Athayde explica que houve uma comissão de empresários de casas noturnas e empreendedores que ajudam os cantores do Amazonas. “Ano passado a escolha foi feita pelo público no Facebook. Nesse ano tivemos a ajuda dessa comissão. Para as escolhas, nós avaliamos o profissionalismo, o investimento do cantor que corre atrás para gravar CD e DVD, bem como aqueles que divulgam a nossa música”, comenta Muller.

Os impactos emocionais do brega, de acordo com Athayde, não ficam restritos aos clientes: os donos das casas e das festas também amam – e choram. “Tem gente que chega nas nossas festas chorando, com o copo de cachaça na mão, sofrendo ao som do brega. Inclusive sou um, que estou separado há um mês, e tem músicas que marcam. Choro mesmo. Tem muita gente que chega para extravasar a tristeza no brega. Só não chora quem não tem sentimentos”.

Serviço

o quê: The Stone Ramos canta Reginaldo Rossi

quando: Dia 3 de agosto (sexta), a partir das 20h

onde: Teatro Amazonas (Rua 10 de Julho, Centro)

quanto: De R$ 15 a R$ 60

infos: (92) 98105-9493

o quê: Melhores do Ano 2017-2018

quando: Hoje (1), a partir das 20h

onde: Clube Municipal de Manaus (Av. Torquato Tapajós, 361, bairro Da Paz)

quanto R$ 10

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.