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Trilogia 'De volta para o futuro' completa 30 anos e fãs comentam sobre previsões do filme

Filme da década de 80 apontou "invencionices" em 2015. “Muita coisa relacionada à maneira como consumimos e guardamos informação acabou ocorrendo de forma bem parecida", diz fã da trilogia americana 17/01/2015 às 16:51
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Na trama da trilogia, personagem fazem visita ao ano de 2015
JONY CLAY BORGES Manaus (AM)

Numa das cenas de “De volta para o futuro 2” (1989), o protagonista Marty McFly se espanta depois de mais uma viagem no tempo ao lado do Doutor: “2015? Quer dizer que estamos no futuro?”, ele diz. Mas o tempo voa, e o “futuro” do filme afinal se tornou “presente” do lado de cá da tela. Hoje, a trilogia que fez a cabeça do público da década de 1980 completa 30 anos de lançamento, reavivando a lembrança dos fãs da época e suscitando debates sobre as previsões de futuro que deram certo ou errado.

De fato, várias das “invencionices” de “De volta para o futuro” acabaram por se tornar banais hoje, como lembra o jornalista Jorge Eduardo Dantas. “Muita coisa relacionada à maneira como consumimos e guardamos informação acabou ocorrendo de forma bem parecida com o que foi mostrado no filme – as videoconferências, as câmeras pequenas e finas, os computadores portáteis, os vários canais nas telas”, enumera.

Ele reconhece, por outro lado, que os carros voadores ou as roupas que secam sozinhas eram uma visão de futuro “bem ingênua”, mas que isso não desmerece a produção. “Ver o filme hoje é reconhecer que ele é datado e até meio bobo – mas quem viu o filme quando ele saiu, na década de 1980, sabe a viagem que aquilo ali foi”, comenta o jornalista.

Visual ‘novo’

Adroaldo Pereira, artista visual e figurinista, aponta os trajes do “futuro” como outro escorregão em “De volta para o futuro 2”. “É tudo baseado nos anos 1980: o New Wave, as calças semibag, os tênis All Star. Era muito a adolescência da época”, ele diz, lembrando que, afinal, o cinema é “a indústria da fantasia”.

O merchandising de Nike – cuja logo aparece no tênis futurista Air Mag do filme (veja o Saiba Mais) – e outras marcas também chamou a atenção do artista: “O futuro no filme é o futuro do capitalismo, que realmente se perpetua até hoje”.

Nostalgia

Previsões à parte, as viagens no tempo já eram exploradas há tempos na cultura popular, como assinala o professor universitário Sérgio Freire: “Desde ‘Máquina do tempo’ (1895), de H.G. Wells, é um tema que sempre fascina. A ideia de voltar do futuro ou ir ao passado é atemporal, e esse é o apelo de ‘De volta para o futuro’”.

Freire conta que se diverte com os debates em torno da trilogia. “O que deu certo? E o que não deu? Há várias coisas circulando sobre isso na rede. É um exercício de futurologia”, comenta. Mas, para o professor, o mais bacana é curtir a “viagem no tempo” que “De volta para o futuro” evoca: “Minha geração viveu o filme lá atrás e está vivendo de novo agora. De certa forma, a gente viaja no tempo, por ter vivido a época do filme e ter chegado aqui, nesse futuro”.

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