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CINEMA

Tubarões voltam a ter destaque no cinema internacional

O tubarão está ganhando uma nova chance com o público. O melhor exemplo para ilustrar essa “retomada” é “Águas rasas” (2016), estrelado pela subestimada Blake Lively 16/07/2017 às 09:30
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Blake Lively é estrela do filme "Águas rasas" (Foto: Reprodução Internet)
Gabriel Machado Manaus (AM)

Antes de ter seu DNA misturado com o de outras criaturas marinhas ou contar com o auxílio luxuoso (e bizarro) de tornados para atacar suas vítimas, o tubarão foi - durante muitos anos - o grande culpado de muitas pessoas terem medo de ir à praia. Boa parte desse terror surgiu por conta do filme “Tubarão” (1975), dirigido por um ainda desconhecido Steven Spielberg. “Ele (‘Tubarão’) é aquele grande diamante bruto no meio dos porcos.

Um trabalho que toda vez que você revisita, continua impactante na esfera do suspense, terror, drama e entretenimento. O filme mexe com aquele nosso temor mais profundo chamado de medo primitivo, a representação da figura do bicho papão que habita nosso imaginário”, afirma Danilo Areosa, crítico do Cine SET.

Esse sentimento foi perdendo força ao longo dos anos e dando espaço a uma nova condição ao predador dos mares, pelo menos na Sétima Arte. Filmes como os da série “Sharknado”, “O tubarão fantasma” e “Sharktopus”, entre tantos outros, pegaram a atmosfera de horror criada por Spielberg e transformaram o animal em motivo de chacota e zombaria. Quem antes ganhava destaque nas salas de cinema, agora se contentava com bizarrices para a TV.

Com o sucesso de produções recentes, no entanto, o tubarão está ganhando uma nova chance com o público. O melhor exemplo para ilustrar essa “retomada” é “Águas rasas” (2016), de Jaume Collet-Serra. Estrelado pela subestimada Blake Lively, o longa acompanha uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela fica presa em um recife de corais com o temido predador a rodeando.

Vendido para o público como sendo um “filme pipoca”, “Águas rasas” se tornou uma das grandes surpresas no disputado verão norte-americano. Com uma aprovação de 77% no site Rotten Tomatoes - página que agrega críticas de cinema - e uma bilheteria de R$ 55 milhões somente nos Estados Unidos, a produção mostrou que o animal ainda tem muita “lenha para queimar” na telona e público para encher o cofre dos estúdios.

“Sempre acreditei que os ciclos no cinema de terror nunca morrem, eles apenas ficam na hibernação por um tempo e retornam quando apresentam um material original, de ótima qualidade e que mantém o espectador aflito na sua cadeira. Filmes como ‘Águas rasas’ e ‘47 Meters down’ fizeram sucesso por explorarem com muita eficácia a fórmula de suspense e terror criada pelo clássico de Spielberg. E quando o público sente que há filmes de qualidade no cinema, o dinheiro vem e junto com ele o retorno do ciclo e da moda”, diz Danilo.

Efeito águas rasas

Simultâneo a “Águas rasas”, um outro filme de tubarão estava prestes a ser lançado em Blu-Ray e nas plataformas digitais em agosto do ano passado: o pouco divulgado “Into the deep” (ou “No fundo”, numa tradução livre). Estrelado por Mandy Moore e Claire Holt, respectivamente dos seriados “This is us” e “The vampire diaries”, o longa chegou a ter exemplares e pôsteres exibidos em vitrines de lojas nos Estados Unidos.

Dias antes do seu lançamento, porém, incitado pelo sucesso comercial do filme de Blake Lively, o estúdio Freestyle Media comprou os direitos da produção, mudou o seu nome para “47 Meters down” (ou “47 Metros abaixo”) e agendou uma estréia para o cinema em agosto desse ano. Uma manobra no mínimo arriscada para um filme que estava tendo pouquíssima divulgação na época de seu lançamento original, em 2016.

Após quase um ano na estante, o longa chegou às salas de cinema e surpreendeu. “47 Meters down” figura há quatro semanas entre os filmes mais vistos no país e já arrecadou quase US$ 40 milhões - o dobro que os representantes da Freestyle Media esperavam lucrar com a produção. “O sucesso de ‘Águas rasas’ acabou sendo muito bom para a gente. O filme foi super bem nas bilheterias e provou que as pessoas ainda têm bastante interesse nesse gênero”, disse o diretor de “47 Meters down”, Johannes Roberts, ao site Bloody Disgusting.

Na trama do terror, que ainda não tem data para estrear no Brasil, duas irmãs (Moore e Holt) de férias no México acabam presas em uma gaiola de tubarão no fundo do oceano, com menos de uma hora de oxigênio e grandes tubarões brancos circulando nas proximidades.

Predador gigante

Com lançamento agendado para 2018, a produção “Meg” promete misturar a aventura de “O parque dos dinossauros” com o terror de “Tubarão”. Estrelado por Jason Statham e Li Bingbing, o filme conta a história de Jonas Taylor, o único sobrevivente de um mergulho nas profundezas do oceano que resultou no encontro com um tubarão gigante. O longa é dirigido por Jon Turteltaub (da franquia “A lenda do tesouro perdido”) e possui um orçamento astronômico de US$ 150 milhões.

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