Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Vida

Tudo em família: quando os filhos escolhem a mesma profissão que a mãe

Mãe e filhas contam como é dedicar a vida para garantir o sucesso do primeiro encontro entre genitoras e seus rebentos após o parto



1.jpg Clarice Karan com as filhas Márcia e Renata durante um momento de pura descontração familiar
11/05/2013 às 18:34

A história da família Karan remete sempre à condição materna, tema maior deste domingo de Dia das Mães. É que a pediatra neonatologista e matriarca da família, Clarice Karan, dedicou sua vida profissional ao ofício de dar às mulheres o primeiro encontro com os seus filhos após o parto. Inspiradas por tamanha devoção à maternidade, as filhas da médica acabaram se tornando pediatras. Hoje, as três trabalham na área da neonatologia, uma paixão que transcende gerações para provar diariamente as delícias da mais bela de todas as relações: a que liga a mãe a seus filhos.

“Às vezes acontece de nós três cairmos no mesmo plantão. Nós nos sentimos em casa”, brinca a caçula Renata Pollachini, que costuma dar plantão ao lado de sua irmã, cuja afinidade empresta ao local de trabalho um tom ainda mais, digamos assim, familiar.

“A gente brinca de chamar os meninos de nossos filhos”, diz Márcia, 34, que foi mãe jovem e cujo filho, João Victor, hoje tem 16 anos. Renata, 38, que também é mãe, do pequeno Guilherme, de um ano e dois meses, diz que “a hora mais legal” de um dia de trabalho é justamente o encontro entre a mãe e o filho.

“A parte que eu mais gosto é quando, depois do parto e da verificação do bebê, entregamos a criança para a mãe e vemos que, se o bebê chora, a mãe também começa a chorar. O primeiro beijo no filho é o que eu acho mais bonito”, diz a médica, num tom de satisfação que é profissional mas também de espírito.

Dedicação

Com simplicidade, mas cheias de simpática energia, elas receberam a reportagem de A Crítica em seu horário de intervalo numa pequena sala de uma maternidade pública de Manaus. Antes de encontrarem com nossa reportagem, no entanto, fizeram questão de avisar aos demais colegas plantonistas: “Qualquer coisa estou naquela sala”.

A perceptível dedicação aos bebês e suas mães elas herdaram também da mãe, que sempre fez questão de acompanhar a genitora durante o parto, antes mesmo que isto se tornasse uma recomendação do Ministério da Saúde.

“Mamãe foi nossa inspiração, o jeito como trata os pacientes, sem nehnuma distinção, tratando todos iguais”, diz Márcia, que também busca, assim como a irmã, estabelecer vínculos, muitas vezes duradouros, com as mães. “Às vezes, quando o filho nasce prematura, a mãe volta depois de meses para mostrar o quanto ele cresceu”, conta Márcia.

Inspiração maternal

Quando as duas filhas da neonatologista Clarice Karan, as então adolescentes Márcia e Renata se aproximaram de prestar vestibular, a mãe não teve dúvidas e as levou para um “teste vocacional prático”. A ideia era acompanhar um dia dentro da maternidade em que trabalhava. Ali tinha início um novo ciclo de amor pela profissão, cujas atribuições permitem intermediar o mágico primeiro encontro entre as mães e seus filhos.

“Por admirar o trabalho de nossa mãe e conviver sempre com ela, isso acabou nos influenciando. A gente acompanhou a rotina dela e acabou se apaixonando pelo trabalho”, revela Márcia, que lembra quando, ainda pequena, “brincava de criar receitas” para seus pacientes imaginários. “A mamãe foi nossa inspiração”, acrescenta Renata.

Clarice Karan, que conversou com a reportagem por telefone, disse que nunca quis influenciar diretamente na escolha profissional das filhas, mas confessa se alegrar com a vocação compartilhada em família. “É o momento mais bonito da vida da mãe”, declarou.

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