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Usuários aderem a outros apps e sites para fugir do Facebook

Levando em conta que o Facebook é a rede social mais exclusiva do mundo hoje, muita gente vem aderindo a outras aplicativos e redes sociais mais segmentadas para interagir de forma diversificada na internet 10/01/2015 às 15:19
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Abrahim Baze Jr., que usa Twitter e Instagram, apagou seu perfil do Facebook
JONY CLAY BORGES ---

Existe um ditado não escrito que diz que tudo que se torna muito popular acaba perdendo um pouco a graça. Isso faz todo sentido quando se fala de baladas ou restaurantes, onde novidade e exclusividade ajudam a atrair e manter os frequentadores. Mas também vale para o mundo virtual, e um exemplo é o Facebook: a rede social mais exclusiva do mundo hoje abriga (quase) todo mundo com acesso à Internet. Como resultado, muita gente vem aderindo a outras apps e redes sociais mais segmentadas para interagir na web.

Entre elas está a relações públicas Larissa Sousa, de 22 anos: atuando na área de Mídias Sociais, ela até mantém uma conta no Facebook, mas sua rede social preferida é o Twitter. “É o que uso para me informar todo dia. Acordo e abro para saber o que está acontecendo. Uso ainda o Instagram, e agora também o Snapchat, para mensagens ou fotos rápidas”, conta a RRPP, que usa ainda o Whatsapp e já chegou a baixar o Tinder – mas não curtiu muito. Já o Facebook, ela utiliza apenas profissionalmente: “Quando saio do trabalho, não abro mais”.

Larissa tem o Facebook também como objeto de pesquisa científica, e avalia que a rede de Mark Zuckerberg está hoje um tanto “saturada”. “O objetivo do início foi se perdendo. Hoje as pessoas compartilham muita informação sem se dar ao trabalho de pesquisar. Confundem liberdade de expressão com liberdade de falar o quiserem, e falam muita besteira. É absurdo”, opina ela, que pessoalmente não faz questão de acessar a rede: “Se passasse cinco dias sem abrir não faria diferença para mim. Mas Twitter e Instagram abro todo dia”.

Mais privacidade

Por conta do trabalho, Larissa não pensa em apagar seu perfil da rede. Já o psicólogo Márcio Viana, 29, não hesitou quando decidiu apagar sua conta do Facebook, seis meses atrás. “Foi por uma questão de privacidade. O Facebook permitia a muita gente que não conheço ter acesso às minhas coisas. Nas minhas redes sociais, curto apenas meus amigos, ninguém mais”, declara ele, que hoje se diz contente com o perfil que tem no Instagram.

“Nele curto poder ver fotos de celebridades que admiro, mas curto ainda mais a privacidade: só me segue quem eu quero, quem não quero não pode ver minhas fotos”, declara ele, que hoje vive no Pará e mantém contato com os amigos daqui também via Whatsapp. Para o psicólogo, o Facebook é hoje “uma rede social ultrapassada”. “Quando quero ver notícias vou a algum site. Quando quero saber de alguém procuro no Instagram, ou converso no Whatsapp”, simplifica.

Sem perder tempo

Outro que optou pela via “radical” foi o publicitário, professor universitário e produtor audiovisual independente, Abrahim Baze Jr., 34. Na última quinta-feira, ele anunciou que estava deixando o Facebook e, horas depois, cumpriu a promessa. Tal como Viana, a privacidade foi uma de suas preocupações ao optar por sair.

“Você tem 3 ou 4 mil pessoas como amigos, não dá para controlar. Depois, com a nova política de privacidade, passei a me preocupar com o que postava na rede, pois eles (o Facebook) podem pegar nosso conteúdo e usar como quiserem”, declarou ele, que foi motivado também pelo baixo nível da interação na rede.

“As pessoas só compartilham e comentam coisas fúteis, sem sentido. Quando você posta algo de maior interesse, os comentários são mínimos. As pessoas não estão interessadas pelo que você tem a dizer”, queixa-se ele. “E a gente perde muito tempo com isso. Às vezes você até almoça vendo o Facebook no celular. É muito antiprodutivo”.

Baze Jr. segue usando Twitter, Whatsapp e Instagram. Apagar o perfil no Facebook, acredita o publicitário, não fará tanta diferença na sua vida. “Vou sentir falta das felicitações de aniversário”, conforma-se ele, lembrando também o lado positivo da mudança: “Vou ter mais tempo para ler livros”.

De olho na privacidade

O Facebook terá novas regras de privacidade e de oferta de anúncios publicitários a partir do dia 30 deste mês. Com a mudança, a empresa poderá obter mais dados sobre quem acessa a rede – inclusive a partir de Whatsapp e Instagram, também do Facebook. Até o nível de bateria ou o sinal da operadora poderão ser conhecidos pela empresa. As ofertas de serviços e produtos, por sua vez, serão mais personalizadas, com o uso de dados de geolocalização dos usuários.

Algumas redes e apps parafugir do lugar-comum

Instagram: Mais popular rede social de fotografia, tem mais de 300 milhões de usuários.

Pinterest: Seus usuários podem criar e compartilhar murais temáticos em imagens.

Whatsapp: Popular serviço de troca de mensagens, permite criar grupos de conversa.

Snapchat: Mensagens e fotos trocadas desaparecem após lidas neste app popular entre jovens.

LinkedIn: Rede social usada por profissionais, tem mais de 277 milhões de perfis.

Foursquare: Permite a usuários compartilhar a localização com amigos e descobrir lugares.

Tinder: Popular app de paquera permite a usuários conversar se houver interesse mútuo.

Deezer: Usuários podem compartilhar playlists e saber o que amigos estão ouvindo.

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