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Vacina não tem idade: doenças pneumocócicas e a importância da prevenção

Inicialmente foram feitas pesquisas no Brasil, na Espanha e na Turquia, conduzida pela GfK Healthcare, para avaliar o nível de conhecimento sobre as doenças pneumocócicas, em que a mais conhecida delas é a pneumonia. Não é à toa. Hoje, a pneumonia é a terceira maior causadora de mortes no Mundo, atrás apenas das doenças do coração e do cérebro 23/05/2013 às 11:05
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A ideia é sensibilizar o público adulto maduro e os profissionais médicos a investir na prevenção da pneumonia
Rogério Pina* Manaus, AM

O Brasil tem um dos programas de vacinação infantil mais eficientes do mundo. E grande parte do sucesso se dá pela colaboração dos pais, que cumprem o calendário e não deixam de imunizar as crianças. Mas, por outro lado, são esses mesmos pais – em sua maioria – que não dão importância à atualização de sua própria carteira de vacinação.

O descaso se torna mais evidente entre os chamados adultos maduros – pessoas acima dos 50 anos –, que são alvo da campanha “Previna-se: Encare a pneumonia de peito aberto”, lançada semana passada em São Paulo, em uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a Associação Brasileira de Imunizações, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, com o apoio da empresa farmacêutica Pfizer.

A ideia é sensibilizar o público adulto maduro e os profissionais médicos a investir na prevenção da pneumonia, a mais conhecida entre as doenças pneumocócicas.

Inicialmente foram feitas pesquisas no Brasil, na Espanha e na Turquia, conduzida pela GfK Healthcare, para avaliar o nível de conhecimento sobre as doenças pneumocócicas, em que a mais conhecida delas é a pneumonia. Não é à toa. Hoje, a pneumonia é a terceira maior causadora de mortes no Mundo, atrás apenas das doenças do coração e do cérebro. E é na maturidade que os adultos estão mais suscetíveis a essas doenças.

O resultado da pesquisa entre brasileiros, espanhóis e turcos mostrou um baixo nível de conhecimento sobre as doenças pneumocócicas (DPs). Entre os brasileiros, a maioria desconhece que as DPs incluem doenças graves como a bacteremia e a meningite. Outro dado que é preciso destacar é que o envelhecimento é fator de risco primário para as doenças pneumocócicas mas a maioria não se considera em risco por estar saudável ou por já ser vacinado contra a gripe. Outro dado que chama atenção na pesquisa é o alto grau de desconhecimento de que existe uma vacina contra as doenças pneumocócicas.

A campanha promovida pelas sociedades e associações médicas quer mudar isso, inicialmente divulgando a ação entre a população e os profissionais médicos. A prevenção é importante, pois pode evitar tratamentos de alto custo, possibilidade de morte e hospitalização.

Vacina

Apoiando a ação das sociedades e associações médicas, a empresa farmacêutica Pfizer promoveu o lançamento da primeira vacina conjugada para prevenção de doenças pneumocócicas em adultos com 50 anos ou mais, Prevenar 13, já utilizada em crianças com até seis anos de idade incompletos. A vacina contém 13 sorotipos do pneumococo, o principal agente causador da pneumonia, que estão entre os que mais incidem em pessoas em todo o Mundo (incluindo o Brasil).

Já existem estudos em outras faixas etárias, que apresentaram resultados positivos, como aqueles já aprovados nos Estados Unidos e na Europa para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. No Brasil, encontra-se em processo de análise, pela Anvisa, para essa faixa etária.

Pontos

* Os sintomas da doença entre maduros vão além da tosse ou da febre e podem incluir até mesmo um desmaio ou uma queda. É preciso derrubar mitos como, por exemplo, que a vacina pode ter efeitos colaterais graves A pneumonia pode ser contraída na comunidade ou em hospitais, daí a importância da vacinação em massa para neutralizar a ação da bactéria junto à população.

* Cada US$ 1 investido em vacinação é economia de US$ 20 com custos de internação e com medicamentos, segundo dados da indústria farmacêutica Ações na Região Norte – a divulgação já vem sendo feita há dois anos entre profissionais médicos por meio das associações médicas.

* Levantamento aponta que somente 21% dos adultos entre 50 e 70 anos são vacinados contra o pneumococo no País Apenas 13% dos brasileiros entrevistados disseram que seus médicos iniciaram a discussão sobre a vacinação para prevenção de DPs. O adulto deve manter a carteira de vacinação em dia, assim como é feito com a da criança.

* Vacina ainda não é oferecida na rede pública de saúde no Brasil e pode ser encontrada em clínicas de vacinação em todo o País Para acompanhar a agenda da campanha e obter mais informações acesse www.campanhaprevinase.com.br.

Atriz é madrinha


As sociedades médicas foram buscar apoio da atriz Regina Duarte, para a campanha, pela abrangência de sua imagem em nível nacional e por estar na faixa etária que é o foco da campanha – o adulto maduro.

Regina Duarte, madrinha da campanha, espera emprestar sua imagem e abrangência, em nível nacional, para fazer o alerta. Para a atriz, é preciso viver bem a maturidade, com saúde, e afirmou estar empenhada em divulgar essa conquista (a vacina). “Para poder aproveitar a vida com a família, com os amigos, poder trabalhar” . Pesquisas apontam também que entre os maiores temores existentes entre a faixa etária de adultos maduros estão a incapacidade física e a dependência de familiares ou cuidadores.

Outro foco da campanha é o profissional médico, que deve orientar e indicar a vacina para os chamados adultos maduros. No próximo mês de junho, a campanha será tema do Congresso Norte Nordeste de Pneumologia, que acontecerá em Fortaleza (CE), quando será feita ampla divulgação da campanha de prevenção à pneumonia. Mais informações no www.sbpt.org.br.

Saiba +: doenças pneumocócicas

As doenças pneumocócicas são um grupo de infecções em que a mais conhecida é a pneumonia, provocada pela poderosa bactéria pneumococo, e que atinge os pulmões. A pneumonia está entre as três principais causas de mortes em todas as idades no Mundo, atrás apenas das doenças cardíacas e das doenças cerebrovasculares. O pneumococo pode causar vários tipos de doenças, inclusive doenças pneumocócicas invasivas (DPIs), em que a bactéria entra na corrente sanguínea e em outros locais habitualmente estéreis.

* O repórter viajou a convite da Pfizer

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