Terça-feira, 16 de Julho de 2019
Vida

Vaidosas revelam antigos truques caseiros de beleza

Banha de tartaruga como antirrugas, parafina como bronzeador, cerveja no cabelo. O que se fazia quando não havia opção?



1.jpg A escritora Leyla Leong conta que usava cerveja no cabelo para dar estrutura
04/08/2013 às 13:16

Primeira grande vaidosa conhecida, Cleópatra não dispunha da variedade e tecnologia dos produtos de beleza de hoje. Mesmo assim, a rainha do Egito se virava como podia, abusando de tratamentos com leite de cabra, azeite de oliva e até lama para hidratar a pele, além da maquiagem trabalhada no kohl (lápis preto fortíssimo) e os cabelos negros alisados com henna.

Talvez se vivesse os tempos de hoje, Cleópatra fosse fiel consumidora de marcas como Dior, Chanel ou MAC - mas o fato é, que seus truques não ficaram perdidos no passado. Pelo contrário, tornaram-se referência para quem viveu épocas com pouca opção, e também motivo de curiosidade para jovens desejosas em descobrir os segredos do baú da beleza.

Certamente, a Manaus dos anos 50 e 60 não era tão sem alternativas como o Egito, porém, as moças daquele tempo sofriam com a disparidade entre o centro comercial daqui e os do exterior - que já ostentavam variedades mil. Então tornou-se comum apelar para truques, no mínimo, originais. A escritora Leyla Leong revela que chegou a passar cerveja no cabelo para dar estrutura.

“Não lembro mais como era o cheiro, mas sei que ninguém reclamava”, afirma. Como na época não havia o instituto da escova (secar o cabelo e modelar para ficar liso), Leila se utilizava da famosa touca.

“Conheci a touca por uma amiga que morava no RJ e me escreveu uma carta contando que todo mundo lá fazia aquilo para deixar o cabelo liso. Ela fez até um desenho para mostrar como fazia”, relembra.

E por mais estranho que pareça, a técnica da cerveja no cabelo também foi usada pela radialista Ana Rita Antony, de “sessenta e uns anos”, como ela mesma diz. “Colava cerveja e enrolava no bobs. Quando soltava, ficava todo fofo e a gente colocava laquê em cima, daquele tipo violento, que deixava o cabelo duro”, diz.

Outro produto popular na época era a banha de tartaruga, aplicada no rosto como antirrugas. Equivalente ao demaquilante havia o azeite de oliva e o óleo natural. Para garantir o bronzeado, perigosas combinações com coca-cola, urucu e até parafina. Com as informações correntes que temos sobre câncer de pele, com certeza essas moças não se aventurariam tanto.

Ainda atual

Dentre as alternativas de beleza mais antigas, existem as que continuam atuais. As máscaras caseiras, por exemplo, reinam até hoje. A jornalista Camila Martins, 24 anos, descobriu recentemente com a mãe o valor da combinação de mel, aveia e iogurte para hidratar o rosto. “É excelente pelo fato de ser natural, orgânica, livre de qualquer química”, opina.

Tem quem ache melhor deixar os velhos truques para trás. “Não quero nada com o passado. Acho a tecnologia maravilhosa”, diz Leyla. Já Ana Rita não abre mão de certos hábitos. “Uso vários produtos novos, mas não desprezo meu leite de colônia não. Ah, esse eu gosto mesmo”, encerra.

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