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Vernissage ‘As Amazonas Cineastas’ apresentará talento feminino no cinema

Nesta edição do projeto, o objetivo é disseminar o trabalho do público feminino local na área da sétima arte 26/10/2013 às 11:23
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Cena de “Rota da Ilusão”, de Dheik Praia. A cineasta produz desde 2009
Loyana Camelo ---

As produtoras de audiovisual amazonenses serão reverenciadas na edição da próxima semana da Vernissage de Cinema, marcada para segunda-feira (28), a partir das 18h no Cine Teatro Guarany. Intitulado “As Amazonas Cineastas”, o evento reúne o trabalho de Sâmia Litaiff, Isis Negreiros, Saleyna Borges, Keila Serruya, Elisa Bessa e Dheik Praia, mesclando gerações e mostrando o talento do público feminino no cinema.

Dentre as diretoras selecionadas para a Vernissage, está a veterana Ísis Negreiros. Quem comparecer, terá a oportunidade de conferir “Eçoí” (32min) e “Rio Sozinho” (19min), duas de suas várias produções. Feliz com o convite, Ísis comenta a necessidade de apoio para o trabalho desenvolvido pelas cineastas não só do Amazonas, mas do Brasil em geral.

“O cinema é um mercado culturalmente masculino. No Brasil há poucas mulheres produtoras, fotógrafas, câmeras. Existe essa diferença grande no mercado. A Vernissage auxilia divulgando quem são as mulheres que estão produzindo aqui no Estado, fazendo-as conhecidas”, diz.

“Rio Sozinho”, primeiro curta de Ísis Negreiros, este ano completa dez anos. A experiência na área lhe oportunizou conhecer moças que viriam a compor a geração atual de cineastas, a exemplo de Dheik Praia - que participa da Vernissage com “Rota da Ilusão” (17min), “Jorge” (19min) e “Buenos Dias” (06 min). Dheik foi aluna de Ísis em 2004, momento em que ela relembra ter se encantado pela arte de fazer cinema.

“Até então eu achava que fazer cinema era algo de Hollywood, televisão. Não sabia como produzir”, conta. A partir de 2009, ela iniciou de fato o trabalho no ramo e desde então não parou. Aluna da primeira turma de Produção Audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas, Dheik Praia afirma que o número de mulheres envolvidas com cinema no Estado é significativo, porém suas realizações são pouco conhecidas.

“É importante destacar esse olhar feminino por trás da câmera. As pessoas precisam conhecer nosso trabalho”, conta.

Debates e bate-papo

Em todas as edições a programação abre com a exibição dos curtas e uma rodada de debates e bate-papo com as diretoras de cada filme, que estarão presentes para dividir um pouco de suas experiências e as inspirações que as levaram a compor o roteiro.

Para Ísis Negreiros, isso também significa uma oportunidade não só de conferir o que já foi feito, como também mostrar o que vem por aí. “Será um resumo do que podemos fazer no futuro”.

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