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Vestibular em cena na produção audiovisual 'A lista'

O curta de Leonardo Mancini e Rod Castro deve ser lançado no mês de novembro 31/05/2013 às 08:56
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As gravações do filme iniciaram na última terça-feira (28)
Rafael Seixas Manaus

Tem gente que mataria para passar no vestibular. Partindo dessa premissa, Leonardo Mancini, diretor de arte; e Rod Castro, redator e publicitário, ambos com experiência em produções audiovisuais locais, conceberam o roteiro do curta “A lista”, que está em fase de gravação, tendo previsão de lançamento durante a realização da edição deste ano do Amazonas Film Festival.

“Eu e o Mancha (como é conhecido Mancini) nos conhecemos em 2009, trabalhávamos juntos. Ele já havia participado de alguns festivais e eu tinha feito um ou outro roteiro de curta. Conversa vai, conversa vem, pedi um tema e ele mandou esse. Depois de alguns dias conversamos novamente e eu disse o que pensava. Juntamos as ideias e fizemos ‘A lista’, que é um retrato de quanto uma pessoa aguenta uma pressão. Será que um cara com idade entre 17 e 19 anos está preparado para este tipo de pressão? Dos pais, da sociedade e dele mesmo?”, indagou Rod Castro, co-diretor e co-roteirista do filme.

Dupla Desse processo de criação em conjunto nasceu o personagem Beto, que tenta passar em Medicina, mas acaba na lista de repescagem. Os pais acabam o cobrando, por esse “fracasso”, e ele se depara com a lista de quem passou e quem ficou na repescagem. Nela, ele vê os nomes da última classificada e do primeiro da repescagem, os dois que estão na sua frente, que por coincidência fizeram o mesmo cursinho que ele. Então, para conseguir sua vaga e conquistar o seu objetivo, Beto decide matar essas duas pessoas.

“Queremos contar essa história de uma maneira simples, direta, mas que seja bem contada. Queremos manter o curta em dez minutos (de duração)”, disse Leonardo Mancini, o Mancha.

“A gente está batalhando por algumas locações ainda, como numa faculdade, Ponte do São Raimundo, perto do Teatro Chaminé. Na casa do protagonista será rodada a cena final”, complementou o diretor e autor do roteiro. A equipe está contando com o apoio das produtoras 602 Filmes e Samba Tango Filmes, além da camiseteria Caboquês Ilustrado.

Segmento Das dificuldades para realizar o trabalho e da atual cena, Castro citou que, lendo uma entrevista de Quentin Tarantino para a revista “Rolling Stone Brasil”, o cineasta disse que se fosse dessa geração, ele já teria feito o primeiro longa dele com 21 anos – o primeiro foi “Cães de aluguel” e ele tinha 28 anos.

“O acesso ao equipamento é muito maior hoje. Em Manaus não é diferente, nós temos câmeras, gravadores, iluminação e bons profissionais em muitas produtoras da cidade. Essa aproximação da gente que quer fazer cinema com eles – que tem o maior número de produções voltadas para a publicidade – tem que ser mais frequente, pois é uma união que soma para os dois lados”, declarou o co-diretor.

“Você tem o roteiro, conseguiu o apoio de equipamento e até de profissionais que desejam colaborar, mas vem a outra questão: o incentivo. Aí que mora um dos maiores problemas na realidade do ‘fazedor de filmes’ daqui: na maioria das vezes o apoio vem da família, do local de trabalho, de muitos amigos e até do seu próprio bolso. Aqui há um parêntese mental, dando como exemplo ‘A lista’. Praticamente não levamos nosso roteiro para nenhuma empresa, meu maior medo é ouvir um: ‘mas neste filme o cara mata pessoas’. É muito estranho ouvir isso, sendo que a maioria das pessoas vão ao cinema quase sempre assistir filme americano, e lá não tem problema morrer?”, questiona o co-roteirista.


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