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Viajante amazonense ficou 96 dias na Ásia com apenas 16 dólares por dia

Radicada no Rio de Janeiro, Mariah Rocha passou por Tailândia, Laos, Vietnam e Myanmar e dá as dicas para quem quer viajar barato 07/05/2017 às 05:00
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(Fotos: Arquivo Pessoal)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A gestora de Recursos Humanos Mariah Rocha, 22 anos, queria viver uma experiência espiritual e se conhecer. “Queria me descobrir e me perder em mim. E eu enxerguei na Ásia, essa oportunidade”, diz ela, que não tinha roteiro e não falava inglês quando decidiu encarar a jornada, vivenciada em outubro de 2016. Radicada no Rio de Janeiro há quatro anos, a manauara resolveu embarcar na aventura e tudo o que tinha para gastar era apenas 16 dólares por dia (!).

Os 16 dólares por dia envolviam tudo, entre hospedagem, comida, passeios, translado entre cidades/países. “Se eu gastasse a mais em um dia, sabia que ia faltar para o outro”, relembra. Hoje, com a aventura concluída, ela tem dado palestras sobre o que aprendeu. “Foram muitos aprendizados. Mas o autoconhecimento, desapegar e autorresponsabilidade foram os maiores. Viajar com pouco dinheiro não é fácil, mas o meu maior desafio foi eu mesma. Foi integrar minhas sombras, desconstruir padrões e paradigmas”, reflete.

No início do processo todo, ela tinha R$ 10 mil. “Comprei a passagem, paguei seguro, passaporte, mochila. O que sobrou, era o que eu tinha pra viver lá”, afirmou ela. Logo depois, Mariah comprou 1.500 dólares. “E isso deu 16 dólares por dia. Eu sabia que era pouco, mas a vontade de ir desbravar o mundo e à mim estava transbordando e o dinheiro parecia ser o menor dos problemas”, coloca.

Escolhidos

Na Ásia, Mariah passou pela Tailândia, Laos, Vietnam e Myanmar. Ela explica que a moeda desses países é bem desvalorizada. “Na Tailândia, por exemplo 10 bahts (moeda local) , é 1 real. O sudeste asiático como um todo é muito barato. Você consegue se hospedar e comer por muito pouco”, comenta ela, que sempre se hospedava em hostels das regiões”.

Segundo a viajante, se hospedar em hostels era a forma mais barata e uma ótima oportunidade pra socializar e conhecer gente nova. Se alimentar nas ruas foi uma boa opção para Mariah. “Eu comia muito na rua porque era bem mais barato... as comidas típicas de lá levam muito macarrão, arroz, frango, porco, verduras e na Tailândia, bastante pimenta”, pontua ela.

O Myanmar foi escolhido por Rocha como o país mais caro, em relação aos demais que visitou. “Gastava muito com hospedagem e como é um país que o turismo ainda é muito recente, não tinha muitas opções. Mas foi também o país mais incrível. O mais barato foi Vietnam. Gastei muito pouco pra se hospedar, comer e viajar pelo país. Cheguei a ficar em um resort a 500 metros da praia por 4 dólares no Vietnam”, celebra a gestora.

Consequências

Com a experiência, que acrescentou uma boa bagagem emocional em sua vida, Mariah conta que precisou olhar pra dentro, identificar e desapegar da minha bagagem de pré-conceitos e crenças. “Eu sabia que tinha tudo aqui dentro, mas não conseguia acessar... então precisei me despir devagar de tudo que me bloqueava de ser a minha melhor versão. E esse processo é eterno. Mas foi viajando que tive muito mais clareza de tudo”, coloca.

A gestora garante que existem várias formas de você não gastar tanto viajando. “Couchsurfing, que você pode se hospedar de graça na casa das pessoas, Worldpackers, em que você trabalha em troca de hospedagem, pegar carona, fazer viagens  noturnas para não pagar hospedagem. Existem muitas possibilidades de se viver experiências incríveis sem gastar muito, mas acredito que confiar e estar aberto faz com que um mundo de possibilidades possa acontecer”, completa.

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